terça-feira, 12 de julho de 2011

A fórmula 3ª parte (XLVII)

 constant conflict

"We will not deal with wars of Realpolitik, but with conflicts spawned of collective emotions, sub-state interests, and systemic collapse. Hatred, jealousy, and greed--emotions rather than strategy--will set the terms of the struggles. "

"Our military power is culturally based. They cannot rival us without becoming us. Wise competitors will not even attempt to defeat us on our terms; rather, they will seek to shift the playing field away from military confrontations or turn to terrorism and nontraditional forms of assault on our national integrity. Only the foolish will fight fair."

- Para os militares não interessa as uniões politicas ou de países, pois estes controlam a NATO, ONU, e têm bases permanentes em todo o lado, por isso é-lhes indiferente se põem um capacete azul ou o fato americano. Guerra é guerra.

"Fear not. We are already masters of information warfare, and we shall get around to defining it eventually. Let the scholars fuss. When it comes to our technology (and all technology is military technology) the Russians can't produce it, the Arabs can't afford it, and no one can steal it fast enough to make a difference."

"Culture is fate. Countries, clans, military services, and individual soldiers are products of their respective cultures, and they are either empowered or imprisoned. The majority of the world's inhabitants are prisoners of their cultures, and they will rage against inadequacies they cannot admit, cannot bear, and cannot escape."

- Ao substituirmos os valores morais e as tradições seculares que fornecem características únicas a cada povo, estamos a destruir o que as bombas não conseguem.

"In the wake of the Soviet collapse, some commentators declared that freedom had won and history was at an end. But freedom will always find enemies. The problem with freedom is that it's just too damned free for tyrants, whether they be dictators, racial or religious supremacists, or abusive husbands. Freedom challenges existing orders, exposes bigotry, opens opportunity, and demands personal responsibility. What could be more threatening to traditional cultures?"

"he advent of this new information age has opened a fresh chapter in the human struggle for, and with, freedom. It will be a bloody chapter, with plenty of computer-smashing and head-bashing. The number one priority of non-Western governments in the coming decades will be to find acceptable terms for the flow of information within their societies. They will uniformly end on the side of conservatism--informational corruption--and will cripple their competitiveness in doing so. Their failure is programmed. "

- Neste último ponto, ele explica claramente o que se passa no médio oriente, com todas aquelas exigências dos povos a que os governantes ou Reis começam a aceder. Veja-se o caso de Marrocos que está em vias de alterar a sua constituição para não se passar o mesmo que aconteceu na Tunísia ou no Egipto.
Grande parte destes países não conseguirá controlar o fluxo de informação, criando clivagens entre a própria população, os mais novos querem mudança enquanto os mais idosos já acostumados à tirania só querem paz e sossego.

- Veja-se o caso da líbia, onde não só se divide para conquistar como se fornece armas e dinheiro a uma das facções (rebeldes) em guerra. O curioso é que esses rebeldes são constituídos entre outros por Talibans, dá para acreditar? Então luta-se num lado contra eles para se ir ajudar no outro? A resposta está no conflito constante, onde o inimigo é o amigo do amanhã.

Assunto relacionado:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/07/formula-2-parte-xlvi.htmlhttp://profundaescuridao.blogspot.com/2011/07/formula-xlv.html

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A fórmula 2ª parte (XLVI)


Constant Conflict

"Ours is also the first culture that aims to include rather than exclude. The films most despised by the intellectual elite--those that feature extreme violence and to-the-victors-the-spoils sex--are our most popular cultural weapon...They are even more popular than our music, because they are easier to understand. The action films of a Stallone or Schwarzenegger or Chuck Norris rely on visual narratives that do not require dialog for a basic understanding. They deal at the level of universal myth, of pre-text, celebrating the most fundamental impulses (although we have yet to produce a film as violent and cruel as the Iliad). They feature a hero, a villain, a woman to be defended or won--and violence and sex. Complain until doomsday; it sells. The enduring popularity abroad of the shopworn Rambo series tells us far more about humanity than does a library full of scholarly analysis"

- Quando estamos perante uma televisão ou um ecrã de cinema e seguimos colados o que está a dar, nesse momento estamos a usar a parte do cérebro respeitante às emoções.
O nosso sentido de alerta fica desligado, relaxamos e ficamos receptivos às mensagens que estes filmes ou séries transportam com eles, não é como um debate ou uma troca de ideias onde usamos o lado racional do cérebro, onde se argumenta, explica-se, ouve-se e contra argumenta-se.

"When we speak of a global information revolution, the effect of video images is more immediate and intense than that of computers. Image trumps text in the mass psyche, and computers remain a textual outgrowth, demanding high-order skills: computers demarcate the domain of the privileged. We use technology to expand our wealth, power, and opportunities. The rest get high on pop culture. If religion is the opium of the people, video is their crack cocaine. When we and they collide, they shock us with violence, but, statistically, we win."

- Vocês pensam mesmo que toda esta tecnologia que absorve informação é para deleite das pessoas?

- Hoje em dia a Internet através das redes sociais oferece a ilusão de poder e comunitarismo, tal como a televisão oferece a sensação de estarmos bem informados sobre o mundo. As pessoas adaptaram-se a essa nova corrente sociológica tal como fizeram com a Internet, que oferece bem mais desejos e prazeres do que a TV ou a rádio.

"As more and more human beings are overwhelmed by information, or dispossessed by the effects of information-based technologies, there will be more violence. Information victims will often see no other resort. As work becomes more cerebral, those who fail to find a place will respond by rejecting reason. We will see countries and continents divide between rich and poor in a reversal of 20th-century economic trends. Developing countries will not be able to depend on physical production industries, because there will always be another country willing to work cheaper......States will struggle for advantage or revenge as their societies boil. Beyond traditional crime, terrorism will be the most common form of violence, but transnational criminality, civil strife, secessions, border conflicts, and conventional wars will continue to plague the world, albeit with the "lesser" conflicts statistically dominant"

"There will be no peace. At any given moment for the rest of our lifetimes, there will be multiple conflicts in mutating forms around the globe. Violent conflict will dominate the headlines, but cultural and economic struggles will be steadier and ultimately more decisive. The de facto role of the US armed forces will be to keep the world safe for our economy and open to our cultural assault. To those ends, we will do a fair amount of killing."

- Este parágrafo descreve o tipo de mentalidade por detrás das contínuas atrocidades cometidas por esse mundo fora. Usa-se a guerra para reestruturar a sociedade, injectando depois a cultura americana que vêm sempre junto com todas aquelas liberdades ocidentais.

"We are building an information-based military to do that killing. There will still be plenty of muscle power required, but much of our military art will consist in knowing more about the enemy than he knows about himself, manipulating data for effectiveness and efficiency, and denying similar advantages to our opponents. This will involve a good bit of technology, but the relevant systems will not be the budget vampires, such as manned bombers and attack submarines, that we continue to buy through inertia, emotional attachment, and the lobbying power of the defense industry."

- O que não é do senso comum é a arte aprendida por este e outros senhores da guerra nestas academias militares. A arte da subversão não é ensinada nas escolas ocidentais exceptuando certos colégios encarregues de fornecer a próxima geração de comandantes.
Na antiga União Soviética e muito possivelmente na actual Rússia é ensinado a todo aquele que mais tarde estará em cargos de poder, militar ou não, a arte da Subversão.

- Pensada pela primeira vez há 2400 anos por um filósofo chinês, Sun-Tze, a subversão consiste em praticar actos no território do inimigo e conquistá-lo sem ter disparado um único tiro.
Esta é a maior arte na guerra, sendo este o pilar em que todos os serviços de inteligência se apoiam. A subversão é a recolha de informação sobre o inimigo, é conhecer quais os segmentos da sociedade alvo que podem fazer cair o governo, destruir as economias ou distorcer o modo como olhamos para a religião. 

- Hollywood mostra-nos esta arte recorrendo aos filmes do James Bond, mas na realidade apenas 15% dos recursos são aplicados em destruir pontes, ferrovias, ou roubar documentos. O restante é sempre subversão.
As casas de diplomacia servem de base a esta prática, mas também pode ser introduzida através de um estudante que traz novas ideias para o país onde vai estudar.

- Um caso de sucesso foi a queda de Mossadegh no Irão em 1953, bastou um punhado de dólares distribuidos por um operacional da CIA aos grupos certos e a revolução começou.

- Hoje em dia vemos este modo de actuação em muitos destes países que recentemente tiveram as revoluções, a subversão nestes casos foi exímia, infiltrados usando as mais diversas ONG, embaixadas, fundações, fomentam as classes mais inconformadas com novos ideais...e dinheiro. Os recentes casos Iranianos são bem esclarecedores de como tentaram por diversas vezes e falharam, por isso é que muitas ONG não entram no país, porque eles sabem muito bem de onde vêm o perigo. E uma vez as portas abertas, é uma questão de tempo.

Continua....

Assunto relacionado:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/07/formula-xlv.html

terça-feira, 5 de julho de 2011

A fórmula (XLV)


"Soldiers are dumb, stupid animals to be used as pawns in foreign policy" - Henry Kissinger, prémio Nobel da paz

Nunca abandonámos o cérebro reptiliano, essa forma primitiva de cognição onde as regras são básicas e instintivamente voláteis. Por isso resolvi colocar essa frase do Kissinger que para mim representa esse estado de consciência do qual dificilmente sairemos.
Nessa região as as emoções não existem, temos apenas o matar antes de ser morto, se bem que hoje em dia mata-se, mesmo quando o outro não nos quer mal nenhum.

O que eu proponho, é que entremos dentro da mente de alguém que vê o mundo como um palco de guerra, onde o conflito bélico é usado como meio de expansão territorial, não como arma de defesa, onde a filosofia parece ser a de conquistar tudo até ao último palmo.

Para isso irei recorrer a uma revista que se chama "Parameters", é editada pela Army War College e alberga textos escritos por oficiais e psico sociais, cujo destino são patentes de topo da cadeia militar, não é uma magazine que o público em geral vá comprar ou que saiba sequer que existe. 

O texto é de 1997 e foi escrito por um senhor chamado Ralph Peters que na altura pertencia aos serviços de inteligência onde estava responsável pelo departamento de "guerras futuras", têm ainda um mestrado em relações internacionais e é autor de vários livros.
Este gabinete de guerras futuras não se destina a desenvolver armas mas sim a criar formas de penetrar nas outras culturas e sociedades.

Constant conflict

"We have entered an age of constant conflict. Information is at once our core commodity and the most destabilizing factor of our time. Until now, history has been a quest to acquire information; today, the challenge lies in managing information. Those of us who can sort, digest, synthesize, and apply relevant knowledge soar--professionally, financially, politically, militarily, and socially. We, the winners, are a minority."

"For the world masses, devastated by information they cannot manage or effectively interpret, life is "nasty, brutish . . . and short-circuited." The general pace of change is overwhelming, and information is both the motor and signifier of change. Those humans, in every country and region, who cannot understand the new world, or who cannot profit from its uncertainties, or who cannot reconcile themselves to its dynamics, will become the violent enemies of their inadequate governments".

- Gosto em particular dos termos "Those humans", "world masses" e "we, the winners". A informação é a arma mais importante para os serviços de inteligência e com as redes sociais tornou-se imperativo saber o que fazer com milhões de bytes que outrora eram classificados como dados pessoais.

"The contemporary expansion of available information is immeasurable, uncontainable, and destructive to individuals and entire cultures unable to master it. The radical fundamentalists--the bomber in Jerusalem or Oklahoma City, the moral terrorist on the right or the dictatorial multiculturalist on the left--are all brothers and sisters, all threatened by change, terrified of the future, and alienated by information they cannot reconcile with their lives or ambitions. They ache to return to a golden age that never existed, or to create a paradise of their own restrictive design. They no longer understand the world, and their fear is volatile."

"Information destroys traditional jobs and traditional cultures; it seduces, betrays, yet remains invulnerable. How can you counterattack the information others have turned upon you? There is no effective option other than competitive performance. For those individuals and cultures that cannot join or compete with our information empire, there is only inevitable failure (of note, the internet is to the techno-capable disaffected what the United Nations is to marginal states: it offers the illusion of empowerment and community). The attempt of the Iranian mullahs to secede from modernity has failed, although a turbaned corpse still stumbles about the neighborhood. Information, from the internet to rock videos, will not be contained, and fundamentalism cannot control its children. Our victims volunteer."

- De realçar que mesmo sendo militar a sua forma de conquistar os inimigos parece ser a de usar a cultura americana e toda a sua informação de plástico, de modo a infiltrar-se e atingir as "victims volunteer".

"It is fashionable among world intellectual elites to decry "American culture," with our domestic critics among the loudest in complaint. But traditional intellectual elites are of shrinking relevance, replaced by cognitive-practical elites--figures such as Bill Gates, Steven Spielberg, Madonna, or our most successful politicians--human beings who can recognize or create popular appetites, recreating themselves as necessary.

Contemporary American culture is the most powerful in history, and the most destructive of competitor cultures. While some other cultures, such as those of East Asia, appear strong enough to survive the onslaught by adaptive behaviors, most are not. The genius, the secret weapon, of American culture is the essence that the elites despise: ours is the first genuine people's culture. It stresses comfort and convenience--ease--and it generates pleasure for the masses. We are Karl Marx's dream, and his nightmare."

- O soft power são todas aquelas figuras que apesar de não terem uma matriz politica, estão envolvidas em causas sociais. Estas estrelas têm mais sucesso na mensagem que passam do que os gnus que governam os seus países, por isso é que organizações como a UNESCO, ONU, e demais governos os envolvem na paródia.

- A cultura americana usada como arma, introduz nas restantes sociedades o que ele denomina de "adaptive behaviors", ou seja,  as pessoas filtram e modificam o seu comportamento com o passar dos anos, adaptam-se a uma nova realidade.
O doutor da Oprah é agora o doutor de milhares de outras pessoas que não americanas, os seus livros são traduzidos em dezenas de línguas. Assim, e lentamente passa a haver uma substituição de costumes e valores desse país que recebe de braços abertos o lixo mediático.

- Ele têm razão quando diz que esta cultura foi gerada para as pessoas, a tarefa incumbida aos senhores de Hollywood foi a de precisamente criar e dar às massas aquilo que vocês hoje conhecem como cultura Pop. 


Continua...

sábado, 2 de julho de 2011

Assobiadelas 3 (XLIV)

 Auditing Euro-Court corruption: the inside story from Luxembourg

Robert Dougal Watt:

"On 17 June, I separately alleged to the Court that the European Anti-Fraud Office (known by its acronym in French, OLAF) has misled the European Parliament regarding the violent death in suspicious circumstances in 1993 of a Commission official, Dr Antonio Quatraro."

"At the time of his death, Dr Quatraro was the subject of an internal investigation, which was examining his role in the award of intervention tobacco sales contracts to companies linked to the Mafia. I submit that the available evidence suggests Dr Quatraro was not any “Mr Big”, but was more probably a minor and possibly coerced player in a masonic conspiracy within the European Commission".

O comissário Quatraro "suicidou-se" em 1993, curiosamente depois de ter dito aos auditores que existiam mais pessoas da Comissão Europeia envolvidas no caso. Apesar da policia Belga ter fechado o caso como homicídio não resolvido, a comissão resolveu não investigar, I wonder why?
Dougal Watt afirma que dentro do Tribunal de contas europeu existia uma rede maçónica que dificultava e muito as investigações, a mesma acusação pendeu sobre a OLAF (anti-Fraud).

Nunca se soube se Quatraro pertencia à maçonaria ou não, pois caso tenha pertencido teria quebrado o juramento, mas mesmo isso, é irrelevante, o que importa é que até hoje os documentos com a acusação do caso não podem ser consultados ou revistos.

"On 20 August, I presented further material to the Court supporting my thesis that a masonic dimension may be present in the “Quatraro Case” and its cover-up; and supporting the plausibility of the possibility of CIA involvement (e.g., as recently as 1996, the CIA was caught stealing GATT trade negotiation secrets from the European institutions’ computer network). I received no response from the Court."

O poder corrompe, o absoluto poder corrompe absolutamente.

Today, I have presented a further letter to the Court, summarised below, based entirely upon information which is already in the public domain:

- Mr James Woolsey, President Clinton’s appointment as Director of CIA, 1993-95, spent his earlier career in a succession of high-profile positions in the military and diplomatic service of his country; interspersed with periods working as a lawyer for companies belonging – with one exception – to what President Eisenhower dubbed “the military-industrial complex”. The exception, for which Mr Woolsey worked in the period 1991-93, was Société Générale de Surveillance (SGS);

- in 1994, SGS acquired Cotecna, an American-owned, Swiss-registered company;

- in the period 1994-96, executives of both SGS and Cotecna paid substantial “kick-back” bribes to Benazir Bhutto, then Prime Minister of Pakistan, in return for the award by Pakistan of contracts to the two companies. A variety of sources indicate that Ms Bhutto was not popular with the American political elite. Her father had adopted populist policies of nationalisation; whereas the military regime which followed him, and preceded her, encouraged the private sector. Pakistan’s military regime was vital for US covert action against the Soviet Union in Afghanistan; during the 1980s, the largest CIA office in the world was situated in Islamabad;

- in 1997, Cotecna was sold back to its original owners. It is currently active in many developing countries, verifying compliance with World Bank and IMF loan conditions; a task which gives its staff close links with national elites, and great financial and economic influence;

Então, mas Benazir Bhutto não era aquela senhora de esquerda que lutava por todos aqueles slogans liberais e democráticos?

- Cotecna employs the son of Mr Kofi Annan, UN Secretary General. The company holds the contract for verifying Iraq’s compliance with the UN’s “oil for food” programme. The company currently has staff based in Iraq.

Esta empresa, a Cotecna, pertence aquela elite que eu descrevo neste artigo, são as sombras por detrás do crachá, nada mais.

Em relação ao programa "oil for food" foi uma boa maneira de perceber como se estrangula e elimina-se as classes sociais mais baixas do país sancionado. Morreram cerca de 35 mil crianças (dados da ONU) e se o objectivo era retirar um ditador do poder não entendo a conexão em matar de fome as crianças e ser um processo tão longo, é algo que me escapa.

" I fear my life to be at risk. I have brought the corruption of the European Court of Auditors to public attention; raised awkward questions concerning the violent death of a Mafia-related Commission official; alleged that the available evidence is consistent with the operation of an inter-institutional masonic network protecting corruption; and now discovered evidence which suggests a link between such corruption and covert CIA activity in Europe and beyond."

Para este senhor aperceber-se que a maçonaria andava em jogo é porque as evidências como ele lhe chama teriam de ser bastante óbvias, porque todos sabemos do secretismo que opera nessas hostes.

e por fim...

"Corruption has been permitted to flourish, to the benefit of all the institutions’ elites. As shown by the experience of Mr Paul Van Buitenen, and of others who have more recently “blown the whistle” on corruption and mismanagement: the European system is now so degraded that it cannot police itself. The bodies charged with safeguarding the public interest from such corruption – the European Court of Auditors, the European Anti-Fraud Office (OLAF), the European parliament’s Budgetary Control Committee, the Ombudsman – are indolent, if not actively corrupt."

Não consegui saber onde se encontra actualmente Dougal Watt, o mais certo é estar refugiado num sitio qualquer, mas mesmo assim, deu para pintar o quadro sobre as instituições da Europa, criadas para gerir e fazer girar a "Network".

Porque, não vale de nada ter planos sobre uma Europa federalizada se não controlarem as instituições que criarão os mecanismos para esse federalismo. E dentro desta estrutura reside tudo aquilo que estes senhores denunciaram, incluindo o facto da Maçonaria deter grande parte dos cargos de decisão ou de julgamento na Nova moscovo.

O sonho europeu nunca foi para as pessoas, a história de que só integrados é que não haverá mais guerra é um verdadeiro balde de areia lançado para o ar, basta olhar para o mundo para perceber que isso é falso. Hoje em dia não há um assento na estrutura europeia que seja eleito pelos europeus. E em relação ao deputados do politburo europeu tentem-se lembrar da última vez que ouviram alguma intervenção dos mesmos a respeito de Portugal? Claro que não se lembram, nem eu.

O rei vai nu e são distribuidos milhares de milhões para acalmar as massas, dinheiro esse que ninguém sabe de onde vêm e muito menos se conseguimos pagar o que estamos a pedir, ou se chega sequer para pagar a dívida anterior, visto a nossa ser entre 350 a 400% em relação ao PIB. É de risos, o Shock and Awe será diário minha gente, hoje é o subsidio, amanhã a tua propriedade privada, inclusive a intelectual. 

O que a EUSSR fez aos países foi dar-lhes dinheiro em troca de soberania económica, social e politica, que por sinal tanta falta nos fazia agora, especialmente aquela em que nós podíamos "criar" os 79 mil milhões e não ter de pedir esse mesmo dinheiro emprestado e pagar juros. Isso é que era, sempre ganhava os 50% do subsidio de natal outra vez.

Assunto relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html
http://euobserver.com/9/31620
http://www.justresponse.net/DougalWatt3Sep022.html

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Assobiadelas 2 (XLIII)

 
Nunca reparam nas noticias que comemos sobre a EUSR? É só tralha sobre as comissões, parlamento europeu, tribunal de Haia e conselhos de ministros. É como se não houvesse mais nada, só nos mostram carros, conferências, mesas ovais e ministros a sentarem-se. Um jornalista que não sabe mais do que nós porque as portas estiveram fechadas durante as negociações, trata de explicar como os iluminados tentam consertar a merda que os políticos fazem cá dentro. Claro está que isto não passa de diarreia para o gado comer. Revertam o panorama, se cá dentro a corrupção é o que faz o país mexer-se imagine-se na EUSR onde se joga a super politica.

As noticias europeias são controladas ao máximo para termos uma visão não corrupta sobre o sistema montado, ao contrário daquilo que nos mostram sobre os politicos portugueses, as instituições europeias parecem-nos livres de qualquer corrupção.

Não existem muitos a dar com a boca no trombone, pois ficam com as carreiras arruinadas. Um dos primeiros casos foi este senhor, Paul Van Buitenen, o homem que fez cair a comissão europeia liderada por Jaques Santer  em 1999 após se ter descoberto a imensidão do buraco negro que por lá andava.

Como era auditor assistente das finanças na comissão europeia, chegou à conclusão que os dinheiros públicos tinham sido deliberadamente escondidos, que tinha havido bloqueios a investigações financeiras, existia mesmo uma falta de controlo na aplicação de fundos e foram acusados inclusive de nepotismo. Resultado? Depois da bomba, 20 membros resignaram aos cargos incluindo um senhor chamado de João De Deus Pinheiro, lembram-se dele? Parece que nessa altura arranjava tachos para os amigos. É claro que bem ao estilo soviet ninguém foi culpado de coisa nenhuma.

Depois deste escândalo foi criado a OLAF, uma espécie de policia anti-fraude para controlar os comissários da Nova Moscovo, acontece que esta organização opera no mesmo edifício que a comissão europeia. Isto é como ter um cartel de droga no 2º andar de um prédio e no 1º estão os calabouços da judiciária. A OLAF é claramente controlada e nada independente face à comissão ou ao tribunal de contas europeu.

De 1994 até 2008 o orçamento da comissão foi sempre chumbado pelos auditores do tribunal de contas europeu, e quem se recusava a assinar o orçamento era despedido ou posto de lado. Um dos principais problemas com o orçamento é na parte dos pagamentos porque os auditores nunca conseguem descobrir o destino das transacções e quem se atreve a expor o caso é abafado.

Até aqui, pode parecer que se trata apenas de ganância pelo dinheiro, mas isso é apenas uma ferramenta, o propósito desta escória leva-nos à questão central da imensa podridão que é a EUSR. A provar isso encontrei uma carta escrita por Robert Dougal Watt, outro senhor que era auditor no tribunal de contas europeu e que começou a notar que existia algo mais do que roubar dinheiros públicos e arranjar tachos aos amigos.

A carta foi escrita a 3 de Setembro de 2002 e publicada por este site. Nesta confissão Watt começa por dizer no inicio...

"On 22 April 2002, I “blew the whistle” on systematic corruption and abuse in the European Court of Auditors, in a letter addressed to the European Ombudsman, MEPs, and the staff of the Court."

A carta foi escrita a estas instituições porque os auditores não se podem dirigir ao parlamento europeu para dizer de sua justiça, o que demonstra uma grande abertura democrática sem dúvida. Neste caso seria a corrupção ao mais alto nível.

"The veracity of my allegations of corruption and abuse, and my call for the current fifteen Members to resign since all have benefitted from corruption and abuse, were formally endorsed and supported by 205 of my colleagues – 40% of the institution’s staff – in a secret ballot organised by the Court".

Esta era uma noticia que no mínimo deveria de ter sido amplamente difundida pelos media ou não? Então o tribunal de Contas europeu manda os seus funcionários votarem para saber se os colegas estão contra ou a favor das acusações proferidas por Robert Watt contra o próprio tribunal?

Continua....

Assuntos Relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/assobiadelas-xlii.html

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Assobiadelas (XLII)


O ciclo repete-se, um novo governo e a esperança ganha a mesma cor que tinha à 4 anos atrás, é desta dizem eles, não podemos falhar, ou melhor o povo português não pode falhar.
A escória já tratou de culpabilizar o povo pelo possível incumprimento de uma divída que ninguém sabe esclarecer, quem nunca ouviu os slogans "o povo português vai honrar os compromissos" ou "iremos conseguir ultrapassar as dificuldades". Esta espécie de jogada psicológica só precisa de tempo e repetição, as pessoas assimilarão o resto.

Basta ouvir as "opiniões públicas" que passam na TV para se ouvir as pessoas a dizerem merdas e mais merdas sobre como somos todos capazes de salvar Portugal. Este tipo de profanos (como a maçonaria gosta de nos chamar) jamais se interessam sobre o como, o quando e o porquê, deambulam de resposta em resposta, de crise em crise. É preciso esquecê-los, estão na terra do la la la, e muito dificilmente quebra-se o feitiço.

Neste momento todos esperam uma corda para sair do buraco, desiludam-se, só levarão com terra, pois foi-se pedir ajuda a quem escavou o buraco. Quem se safar teve sorte, o resto já fica enterrado.
E o mais estranho é as pessoas não quererem saber como foram lá parar, interessa-lhes somente sair e continuar as suas vidas normalmente, acontece, que quando sairmos do buraco, o mundo vai estar bem diferente.

É de louvar termos super ministros, uma merda nunca vêm só, por isso espera-se muita miséria aplicada pelos novatos que pretendem impressionar. O senhor Portas ratou-se para o ministério dos negócios estrangeiros, o que só lhe fica bem, primeiro, porque não trata de coisa nenhuma porque é a senhora Catherine Ashton quem de facto trata das relações internacionais europeias e segundo porque quando formos para eleições (seja lá isso quando for) o PSD vai de viola, como é óbvio e o CDS sempre escapa à queima ou pelo menos o senhor Portas. Temos ainda a imunidade diplomática que dá um "jeitaço" para tantas outras coisas.

Os media e os opinion makers andam a vender a ideia de que os gregos é que estão loucos, não devemos ser como eles, usam a máxima do "povo português lida de outra forma com os seus problemas", parece que estou mesmo a ouvir o cavaco a amansar as bestas.
Aquele povo, o Grego, é obrigado a aceitar o que não quer, pelo simples facto de que quando chega a altura de os politicos escolherem entre o povo e quem lhes dá de comer, nessa bifurcação, os descartáveis escolherão sempre os seus patrões e o povo grego já está a sentir isso. Nós vimos a seguir na lista. 

Mas, os comissários da Nova Moscovo já abriram um pouco o livro, querem um super ministro das finanças, alguém que controle efectivamente as finanças dos 27 países, claro que efectivamente só mesmo os parentes pobres do sul, mas que importa, é só mais um a mandar em casa de ninguém.

Qualquer meia leca honesto lia o programa da troika e mandava-os passear, só não o fazem porque sabem que têm de seguir o plano. Nunca na vida, países afundavam-se económica e sucessivamente se não fosse por um objectivo, que é de todos o mais difícil, a integração monetária e económica num todo.

Isto é facilmente comprovável visto toda a dívida ser de privados e para privados, na Grécia, a Goldman Sacchs e a Lehman Brothers é que cuidavam das contas públicas, em Portugal os bancos sejam estrangeiros ou nacionais é que detêm a dívida, na Irlanda foram os Bancos, Itália, Espanha, Estados Unidos.

http://www.indexmundi.com/g/r.aspx?t=50&v=94&l=pt

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os amigos do Alasca 3 (XLI)

Como o sistema Haarp trabalha com frequências muito baixas, (VLF/ELF) quanto maior for essa frequência pior será o desastre, por exemplo para situações de monções a ressonância libertada naturalmente sem indução é de 1.7 Hertz, no caso de Fukushima atingiu-se os 2.5 Hertz, a escala vai até 5. O sistema só têm que "emitir" a uma dada frequência para reproduzir o mesmo tipo de ocorrência.

É importante perceber isto para conseguirmos analisar as imagens a seguir que provam inequivocamente a indução do terramoto seguido de tsunami.

Lembrando....

"O HAARP é um programa de investigação em que é utilizado um dispositivo terrestre, uma rede de antenas, cada uma alimentada pelo seu próprio transmissor, cujo objectivo é aquecer sectores da ionosfera(24) graças a potentes raios de frequências de rádio de impulsos. Deste aquecimento de sectores da ionosfera resultam buracos ionosféricos e lentes artificiais"

Estas antenas estiveram a "transmitir" desde o dia 8 de Março até ao dia 11, a uma frequência de 2.5 hertz. A coincidência aqui é tão grande quanto duas torres terem caído da mesma maneira. Não existem como é óbvio. Mas, falta uma ponte, alterar o clima a distâncias tão grandes pode ser imprevisível, têm de haver um elo móvel, ou um centro Haarp mais perto do Japão. O Sea-Based X-Band Radar, é um haarp flutuante, as suas antenas são "phase array antenna" tais como as da estação do Alasca.

É um brinquedo não muito conhecido mas com capacidades únicas, têm de longe o melhor sistema de radar, e é parte integrante da Defesa norte americana por conseguir abater alvos móveis tais como misseis balísticos.  É apenas uma hipótese, visto este monstro ter essa capacidade, é a jóia da coroa do complexo militar industrial.

Mas voltando ao que interessa, analisemos o começo da transmissão. Começou no dia 8 de Março a emitir com uma frequência de 2.5 hertz.






http://maestro.haarp.alaska.edu/cgi-bin/scmag/disp-scmag.cgi?20110308

http://vlf.stanford.edu/research/experiments-haarp-ionospheric-heater


Um pouco para lá das 4 da manhã deu-se o terramoto, note-se que a frequência foi sempre de 2.5 hertz e não se sentiu nenhum abanão nos dias anteriores em toda a Ásia, o que é estranho pois se fosse natural ter-se-ia sentido e registado nos equipamentos de detecção.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/06/os-amigos-do-alasca-2-xl.html

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os amigos do Alasca 2 (XL)

Continuando a exploração deste relatório datado de 1999, o que vocês irão ler (ou já leram) é de facto a veracidade sobre o sistema Haarp, tudo made in politburo.

          HAARP - um sistema de armamento que perturba o clima

Em 5 de Fevereiro de 1998, a Subcomissão da Segurança e do Desarmamento, do PE, organizou uma audição pública sobre, entre outras coisas, o projecto HAARP. Estavam também convidados representantes da NATO e dos EUA, mas decidiram não participar. A comissão lamenta que os EUA não tenham enviado ninguém à audição ou usado da possibilidade de comentar o material apresentado(22).

O HAARP - Programa de Investigação de Alta Frequência Auroral Activa (High Frequency Active Auroral Research Project) é da responsabilidade conjunta da Força Aérea e da Marinha dos EUA, em colaboração com o Instituto de Geofísica da Universidade do Alasca, de Fairbanks. Experiências semelhantes decorrem também na Noruega, provavelmente na Antárctida, mas também na antiga URSS(23).

O HAARP é um programa de investigação em que é utilizado um dispositivo terrestre, uma rede de antenas, cada uma alimentada pelo seu próprio transmissor, cujo objectivo é aquecer sectores da ionosfera(24) graças a potentes raios de frequências de rádio de impulsos. Deste aquecimento de sectores da ionosfera resultam buracos ionosféricos e lentes artificiais.

Isto pode ser utilizado para muitos fins. Através da manipulação das particularidades eléctricas da atmosfera é possível controlar energias gigantescas. Utilizadas como arma militar contra um inimigo podem produzir efeitos devastadores. Com as técnicas do HAARP pode-se dirigir para um ponto determinado uma energia milhões de vezes superior à que é possível controlar com um emissor clássico. A energia pode também ser dirigida contra alvos móveis, o que poderia ser utilizado contra mísseis inimigos.

O projecto permite criar melhores comunicações com os submarinos e manipular as condições meteorológicas mundiais. Mas também o contrário, perturbar as comunicações, é possível. Através da manipulação da ionosfera é possível bloquear as comunicações mundiais, ao mesmo tempo que as suas próprias chegam ao destino. Outra aplicação deste sistema é a tomografia por penetração da crosta terrestre, que podemos imaginar como um exame da Terra ao raio X a diversos quilómetros de profundidade para detectar jazidas de petróleo ou gás, mas também instalações militares subterrâneas. Outra das aplicações do sistema HAARP é o "radar além-do-horizonte" que segue a curvatura terrestre para observar objectos que se aproximam a grande distância.

Desde os anos 50, os EUA realizaram explosões de material radioactivo na cintura de Van Allen (25)  para investigar qual o efeito das explosões nucleares a alta altitude e das emissões electromagnéticas resultantes da explosão sobre as transmissões de rádio e as operações de radar. Isto criou novas cinturas de radiações magnéticas que abrangem quase todo o globo. Os electrões moveram-se ao longo destas linhas de campos magnéticos e criaram uma aurora boreal artificial sobre o Polo Norte. Através destes testes militares criaram-se sérios riscos de perturbação da cintura de Van Allen por muito longo tempo. Os campos magnéticos terrestres podem ser perturbados em largas zonas e impedir as comunicações por rádio. Segundo cientistas americanos, pode levar várias centenas de anos até que a cintura de Van Allen estabilize numa situação normal. O Projecto HAARP pode ter como resultado alterações das condições climáticas. Pode também influenciar todo o sistema ecológico, especialmente nas zonas sensíveis da Antárctida.

Uma consequência extremamente séria do HAARP são os buracos na ionosfera provocados pelas fortes ondas de rádio emitidas para uma determinada zona. A ionosfera protege-nos das radiações cósmicas. Espera-se que estes buracos na ionosfera sejam de novo preenchidos, mas a experiência das alterações da camada de ozono apontam no sentido contrário. Isto significa que existem vários buracos na zona de protecção que a ionosfera constitui.

O HAARP, em virtude das suas vastas consequências para o ambiente, constitui um problema mundial e deve-se pôr a questão de saber se as vantagens desse sistema compensam os riscos. Os efeitos ecológicos e éticos devem ser investigados profundamente antes de continuar com a investigação e os testes. O HAARP é um projecto quase totalmente desconhecido do público e é importante aumentar a consciência do público em geral sobre este projecto.

O HAARP está ligado a 50 anos de investigação espacial intensiva, de clara natureza militar, nomeadamente como parte da chamada "guerra das estrelas" para controlar as camadas superiores da atmosfera e as comunicações. Esta investigação deve ser considerada como seriamente prejudicial para o ambiente e podendo ter efeitos incalculáveis para a vida humana. Ninguém sabe ainda hoje de forma segura os efeitos que o HAARP pode ter. A cultura do secretismo no seio da investigação militar deve ser combatida. O direito à transparência e ao controlo democrático dos projectos de investigação militar e o controlo parlamentar devem ser promovidos.

Uma série de acordos internacionais ("Convenção sobre a proibição de utilização militar ou outra utilização hostil de técnicas de alteração do ambiente", "Tratado da Antárctida", "Tratado sobre os princípios a seguir pelos Estados na exploração e investigação do espaço exterior, incluindo a Lua e outros astros" e a "Convenção da ONU sobre o direito marítimo") fazem com que o HAARP pareça muito contestável, não só do ponto de vista humano e político como também jurídico.

O Tratado da Antárctida estabelece que a Antárctida deve ser utilizada unicamente para objectivos pacíficos(26). Isto implicaria que o HAARP viola o direito internacional. Todos os efeitos dos novos sistemas de armas devem ser investigados por órgãos internacionais independentes. É necessário preparar novos acordos internacionais para, em caso de guerra, proteger o ambiente contra destruições desnecessárias.   

Não alterei nada...Tudo isto encontra-se neste documento do politburo Europeu.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/04/conspiracao-da-realidade-xx.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/06/os-amigos-do-alasca-xxxix.html

http://www.youtube.com/watch?v=jcmMtUb0mh8&feature=player_embedded#at=18

domingo, 19 de junho de 2011

Os amigos do Alasca (XXXIX)

Gokona, Alasca
Já ninguém quer saber do Japão, as noticias são fugazes e sem interesse, só quando houver uma explosão nuclear é que os media whore se voltam a interessar. Foram lá, deram o choradinho para uma campanha social qualquer, mascou-se bem a tragédia e cuspiu-se a noticia quando já não teve mais interesse.

Continuarão a dar-nos reportagens onde se apela à emoção, mas factos sobre o assunto, zero...
Para aqueles lados, o problema continua, agravado pela inoperância e incapacidade pois pouco há a fazer, mas muito a omitir.

Há uns dias atrás um sénior da politica japonesa disse que o seu país podia tornar-se inabitável. É de facto um argumento plausível, a radioactividade espalha-se e infiltra-se nos solos e partes fundas dos rios e mares. Sem cultivo ou pescas por décadas, o Japão regride no tempo e nunca recuperará enquanto o problema nuclear estiver presente.

Os Japoneses fizeram uma escolha há uma décadas atrás para se livrarem da importação do petróleo, essa opção recaiu sobre o Nuclear e as energias renováveis. O dinheiro fluiu todo para aí, a opção nuclear servia para alimentar a rede eléctrica do país enquanto as novas energias iriam ser aplicadas a todos os tipos de veículos. Neste campo os japoneses levavam já anos de distância em relação à concorrência.

Se não conseguiram controlar aquilo até agora e esperam o final do tipo deixa arder, então o Japão estará de facto com um problema que começa já a fazer efeitos bem para lá da costa onde se deu o desastre. Esta noticia dá-nos conta de 2 baleias que foram pescadas tendo sido encontrado Cesium em ambas. Cesium é um dos elementos radioactivos que derrama por Fukushima.

Para mim digo de caras, os amigos do Alasca andaram a brincar aos deuses.

A minha conexão com os amigos do Alasca data de 1999 com um relatório sobre ambiente, segurança e política externa produzido pelo politburo europeu.

"Na sessão de 13 de Julho de 1995, o Presidente do Parlamento comunicou o envio da proposta de resolução da Deputada Rehn Rouva, sobre a estratégia para a utilização dos recursos militares para fins ambientais (B4-0551/95), apresentada nos termos do artigo 45°, à Comissão dos Assuntos Externos, da Segurança e da Política de Defesa, competente quanto à matéria de fundo, e à Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Defesa do Consumidor, encarregada de emitir parecer."

Agora, se rodarem para baixo temos a Proposta de resolução, viajemos até ao número 27 onde encontramos...

27 - "Entende que o HAARP (Programa de Investigação de Alta Frequência Auroral Activa), em virtude dos seus profundos efeitos para o ambiente, é uma questão de interesse mundial e exige que os aspectos jurídicos, ecológicos e éticos sejam investigados por órgãos internacionais independentes antes da continuação da investigação e dos testes; deplora que o Governo dos Estados Unidos tenha repetidas vezes recusado enviar um representante testemunhar, na audição pública ou em qualquer outra reunião subsequente da comissão competente, sobre os riscos que comporta para o ambiente e para as populações um programa de investigação sobre as radiações de alta frequência (HAARP) financiado actualmente no Alasca;

28 - Solicita ao Grupo de Avaliação das Opções Científicas e Técnicas (STOA) que aceite apreciar as provas científicas e técnicas fornecidas em todos os estudos sobre o HAARP a fim de avaliar a exacta natureza e o grau de risco criado pelo HAARP, tanto para o ambiente local como mundial e para a saúde pública em geral;

Mas, se descerem mais na página irão encontrar a descrição made in politburo do que era na altura a visão europeia sobre o sistema Haarp.

Report on the environment, security and foreign policy  (English)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A nova ordem mundial part4 (XXXVIII)

 Este padrão que Delors descreve-nos sobre a construção da UE, é hoje aplicado nas Américas subtilmente em prol da NAU (Noth America Union). O "modus operandis" da interdependência, solidariedade e cooperação, será explicado por Delors nesta última parte perante uma plateia que percebe perfeitamente o que este senhor quer dizer em cada frase.


Second  principle: the control of economic interdependence. There are three aspects to this in the Community. First of all there   is competition, which stimulates: the approach of the single  market, to which firms have reacted well in advance, has revived national economies which were in relative decline; mentalities are changing, the stage is set for keener competition, a more open attitude to the outside world.

Then there is cooperation, which strengthens: examples are  research policy, which should be closer to our firms, training and redeployment in industries faced with far-reaching change, and  the development of infrastructure networks.

Finally there is solidarity, which brings us closer together: this is embodied in the policy of economic and social cohesion, which is designed to give each region a real chance and sets us on a growth path which will be beneficial to all. Competition, cooperation, solidarity: these are the three inseparable aspects of the organization of Europe, the management of interdependence  in this continent of ours. In other words, a positive-sum game.

- Os governos pouco têm a dizer, implementam este pensamento solidário usando para isso a sua máquina estatal mas também e o mais importante, usam as fundações que financiam conseguindo assim penetrar mais facilmente no tecido social de modo a alterar as percepções de uma sociedade sobre um determinado assunto.

Third principle: the importance of the law, which ensures that the rules are accepted by all the players, so avoiding diktats and the  domination of one state over the others. Each member country, whatever its size or strength, can say its piece and make its contribution to the common venture.

Finally, the fourth principle: the need for an effective decision-making process.This is because, without strong institutions, the  will to cooperate is by itself not sufficient: the institutional set-up must  be such  that we are forced to achieve results, i.e. to take  decisions and act. 

To my mind the authors of the Treaty of Rome made a  fundamental innovation in giving the Community a memory enabling it to act and a decision-making system enabling it to go beyond the limits so often encountered by conventional international organizations.

But can these four principles, which make for the solidity of the European Community, be transposed for the construction of a world order?

My answer is "Yes, but". Yes, because in economic and monetary matters the order created is infinitely more stable internally than  what went before.Yes, because the discipline deriving from common rules is gradually penetrating our countries, and that is the sine qua non of fruitful cooperation.

But the set-up cannot be transposed as it is. First of all because the differences between levels of development are enormous. And then because civilizations, our conceptions of man, nature, society and even democracy itself, are very different. In the Community we have a great deal in common on these points. 

- Como descrevi atrás, todas estas diferenças precisam de ser reduzidas de modo a sentirmos que estamos todos mais ou menos nivelados , claro que o dinheiro não entra neste esquema pois essa é a forma dissimulada de a elite ter sob controlo quem ouse desafiar este totalitarismo.

But this is not true everywhere on our planet, if only because democracy is still far from being the ruling principle for everybody. And finally because giving birth to institutions to which sovereignty is to be transferred and which are to be given power to manage cooperation and settle disputes is a slow and arduous process.

- Delors neste parágrafo diz-nos para que serve a democracia, com tudo o que escreveu atrás neste texto não é difícil de perceber...pois não? É uma ferramenta nada mais, assim como a ditadura, não é a evolução final de uma sociedade, pois apesar de se conhecer o termo e a sua primitiva forma de implementação, só foi aplicada na Europa há pouco tempo, isto tendo em conta é claro as centenas de anos que os países europeus têm nas "pernas".

To convince ourselves of this we have only to think back to the woes of the League of Nations, whose failure so marked Jean Monnet, or to measure the progress made in recent years by the United Nations; but let us not forget the obstacles still lying in its path.

The contribution that the Community as such can make to the new world order can, to use an image from the plant world, be considered something of a hybrid, what is produced by crossing a world power with an international organization. I have been struck by the gradual emergence of the Community in this dual role on the international stage.

First it is an entity which is gradually equipping itself with the means of influencing world affairs, commensurate with what unites us and the essential common interests of the Member States. I do not doubt that the Community will thus be contributing to a more stable and more equitable world order, as is testified by the declarations which the Community signed jointly with the United States in 1990 and with Japan in 1991.

It is also a mediator and arbitrator, when you think of the upheavals in Central and Eastern Europe and the Community's role in the Yugoslav conflict - our observers on the spot and our  presence at the peace conference today alongside the United Nations in Geneva. There is also a support function, when you consider the interlinking of the Community's humanitarian aid operations with those of non-governmental organizations and UN agencies. 

This is a new departure which is worth thinking about for the future, and it raises a new question: where do the rights and duties of "interference" start and finish? The Community is perhaps in a better position than others to give an unbiased answer to this question.The conclusion, Your Excellencies, Ladies and Gentlemen, is that the Community's contribution to a new world order is, like the Community itself, something original: a method which will serve as a reference, a body whose presence will be felt.

Fim.

Este é um texto para se ler muitas vezes porque descreve-nos com precisão o que passado 2 décadas estamos a viver, transição é a palavra mágica, tal como num laboratório a constante mutação acontece até se obter o resultado final desejável da experiência.
Aprende-se mais com Delors nesta ocasião do que a ouvir o zum zum dos media ou a escutar os servos de São Bento/politburo europeu a pregarem maravilhas sobre a EUSSR. 

São duas realidades bastante distintas sobre o mesmo corpo, sobre a mesma experiência. Tal como Machiaveli escreveu há mais de 400 anos, têm de existir sempre duas versões sobre o mesmo facto, uma formal e outra informal. Temos a sopa que se dá aos pobres e depois temos a verdade tão bem ilustrada nestes 4 capítulos pelo senhor Maastricht.

Assuntos Relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/06/nova-ordem-mundial-part1-xxxv.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html