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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A torre de Basileia (1ª parte) CVII

Escrever sobre a torre de Basileia é como tentar descrever o fundo do oceano, um mistério. Irei mostrar-vos nos próximos dois artigos e no meio desse mistério, quem realmente controla o mundo financeiro, quais os canais de intergovernação por onde actuam e que acordos celebraram para reterem economias inteiras. Vulgarmente conhecido por BIS, o bank for international settlements é muito mais do que uma complexa instituição financeira.

Para entendermos quais são os arquétipos que nos governam é preciso escavar bem fundo, até à raiz do problema, e se só conseguimos vislumbrar o quadro geral depois de sabermos as peças que compõem esse puzzle, então, uma delas consiste em saber o que são os bancos centrais, peças que já foram cruciais no xadrez monetário.

O Banco de Portugal, assim como todos os outros bancos centrais, são propriedade privada, com leis próprias, onde o estado é apenas um dos "accionistas". Um exemplo desta propriedade privada é a venda de ouro por parte do Banco central Português que caso vendesse o que detêm e que neste momento perfazem 382 toneladas, o lucro seria então dividido em várias partes, sendo a fatia maior para o BdP, o estado português apenas arrecadaria os dividendos distribuidos pelo banco, tal como um accionista de um outro banco qualquer.

http://www.tvi24.iol.pt/economia/reservas-de-ouro-banco-de-portugal-divida-publica-defice-crise-portugal/1244331-1730.html

 Nesta noticia podemos encontrar várias coisas interessantes a este respeito...

"Contactado pela Agência Financeira, o Banco de Portugal explica que a venda das reservas se insere no âmbito do «Acordo dos Bancos Centrais sobre o Ouro» assinado pelo Banco Central Europeu e por 14 Bancos Centrais Nacionais, entre os quais o Banco de Portugal, em Setembro de 1999.
Desde então, todas as verbas «os proveitos realizados com as vendas de ouro ficam retidos no Banco de Portugal e são consignados a uma Reserva Especial que constitui parte integrante dos capitais próprios do Banco».
Além disso, contactado pela Agência Financeira, o Banco Central Europeu (BCE) recorda que, ao abrigo dos Tratados Europeus, «os bancos centrais estão proibidos de financiar directamente os Estados»."

Ou seja, o Bdp têm capitais próprios para quê? Se não pode emprestar ao estado, se é o BCE que financia os bancos por essa Europa fora, para que servem esses capitais? Reparem também que ao abrigo de um tratado qualquer (Lisboa) de que ninguém quer saber, os servos da politica trataram de ir arranjando a crise, impossibilitando saídas possíveis em casos de desastres económicos como este em que vivemos actualmente. Impedir o BCE de financiar os governos directamente fazendo circular o dinheiro pelos bancos comerciais é ter o poder sobre se quero ou não estrangular um país usando para isso o poder que o BIS têm sobre os bancos comerciais.

No site do banco de Portugal encontramos a sua ligação "legal" ao BIS, "O banco de Pagamentos Internacionais (BIS) é uma organização internacional que visa a promoção da cooperação monetária e financeira internacional. Considerado “o banco dos bancos centrais”, constitui um fórum privilegiado para discussão ao mais alto nível de questões relativas ao sistema financeiro internacional e ao papel dos bancos centrais."
"O Banco de Portugal é accionista do BIS. Nesta qualidade, tem assento na Assembleia Geral, um dos órgãos de decisão máximos daquela organização..."

Se existem discussões ao mais alto nível, então que assuntos são estes? Pensava eu que o BCE é que tratava dos temas monetários a serem aplicados por essa europa fora. Na realidade, isso é falso, pois todas as mudanças no sistema financeiro têm por base o que se decide no BIS e não no BCE, que apenas aplica a decisão tomada no banco da elite. Apesar de existir uma assembleia geral, as principais decisões tomam-se a cada dois meses numa reunião no 18º andar da torre englobando os 12 cabecilhas principais do gangue, discute-se "o mundo financeiro" sempre a um domingo e nenhum assessor está presente. A decoração ficou ao encargo dos mesmos projectistas do estádio de Beijing.   

"No século XX, que eu saiba, só houve um homem que tentou por o estado a imprimir dinheiro sem ter que pagar juros, imprimir o necessário para cobrir as dividas, apoiando-se no metal prata em substituição do ouro. Conseguiu imprimir cerca de 4.5 biliões de dólares, os únicos que até hoje os americanos não tiveram de pagar, depois disso Kennedy é assassinado, e a ordem executiva 1110 que fechava a reserva federal também. Para quê pedir dólares emprestados quando se podia criar o próprio dólar livre de "custo"? Esse senhor pensava à frente porque via a raíz do problema e sabia que enquanto isso não fosse mudado, aquele país nunca seria livre.

Fundado em 1930, o BIS (bank for international settlements) passou de um banco onde existiam accionistas privados (JP Morgan) e bancos centrais, para uma situação de controlo absoluto por parte dos bancos.

http://www.investorsinsight.com/blogs/what_we_now_know/archive/2006/03/07/the-most-powerful-bank-you-ve-never-heard-of.aspx

Nesta noticia, de leitura obrigatória, podemos encontrar muitos e bons aspectos sobre a forma como "trabalha" esta entidade que não é eleita por ninguém e onde nenhuma instituição global têm jurisdição para meter lá o nariz. O BIS é como a última das bonecas matrioshka, pequeno e escondido.

"A banker's bank, the BIS does no direct business with individuals, governments, or corporate entities. Instead, it deals solely with member nations' central banks (most of which are privately owned). There are 55 of them at present, and the list includes every central bank of consequence in the world.

The founders were the central banks of Belgium, France, Germany, Italy, Japan and the U.K., all of which got an identical number of shares. The U.S. Federal Reserve was not an original shareholder; however, three American banks (J. P. Morgan, First Bank of New York, First Bank of Chicago) each got the same number, giving the U.S. three times the voting power from the outset. "

Tal como escrevi no último artigo, enquanto os soldados lutavam por ideais de outros homens na derradeira batalha da estupidez humana, a segunda guerra mundial era financiada e mantida por este banco, que recebia os despojos da guerra de ambos os lados sob a forma de ouro.

"it helps central banks construct and implement financial policy decisions, in concert with one another. And it acts as a third party in transactions, facilitating the flow of money and other financial instruments, including gold.
It accomplishes this through control of currencies. It currently holds 7% of the world's available foreign exchange funds, whose unit of account was switched in March of 2003 from the Swiss gold franc to Special Drawing Rights (SDR), an artificial fiat "money" with a value based on a basket of currencies (44% U.S. dollar, 34% euro, 11% Japanese yen, 11% pound sterling)."

Tudo passa pelo BIS, que entre outras coisas serve para branquear o dinheiro, dai promover e facilitar as transacções internacionais, de onde retiram uns cêntimos por cada transacção. A substituição do dólar pelos SDR como moeda de reserva, será feita, de modo, a que num futuro próximo todas as "commodities" sejam negociadas neste "dinheiro" artificial controlado pelo BIS

The bank also controls a huge amount of gold, which it both stores and lends out, giving it great leverage over the metal's price and the marketplace power that brings, since gold is still the only universal currency. BIS gold reserves were listed on its 2005 annual report (the most recent) as 712 tons. How that breaks down into member banks' deposits and the BIS personal stash is unknown.
By controlling foreign exchange currency, plus gold, the BIS can go a long way toward determining the economic conditions in any given country.

É de todo crucial perceber o banco da elite, pois qualquer decisão de topo realizada no mundo financeiro e económico têm por base as reuniões que acontecem na torre de Basileia, por isso, quando o BCE anuncia descidas na taxa de juro, podem ter a certeza que foi com a concordância do BIS, se um país é resgatado, isso só foi possível porque foi dado o sinal verde por parte do BIS, entrando o renegociador da divida (FMI) em acção, ao qual está agregado, assim como o Banco Mundial, a isto chamou-se acordo de Bretton Woods.

Continua....

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/10/o-metodo-comunitario-xcv.html

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Palavras cruzadas (2ª parte) CIV

Já este ano tivemos pela primeira vez a confirmação, (mas não o choque curiosamente) pelas palavras do ministro da saúde Israelita que a administração de um contraceptivo dado às imigrantes etíopes para efeitos de controlo da natalidade, de facto existia.

http://www.haaretz.com/news/national/israel-admits-ethiopian-women-were-given-birth-control-shots.premium-1.496519

A government official has for the first time acknowledged the practice of injecting women of Ethiopian origin with the long-acting contraceptive Depo-Provera.

Health Ministry Director General Prof. Roni Gamzu has instructed the four health maintenance organizations to stop the practice as a matter of course.

Quando vemos um governo a fazer isto às pessoas que acolhe sob condição, damos conta dos maníacos que andam à solta por aquele sitio, premeditação com o intuito de deixar mulheres inférteis e simplesmente executar o programa, é bastante agressivo, digo eu.

The ministry and other state agencies had previously denied knowledge or responsibility for the practice, which was first reported five years ago.

Gamzu’s letter instructs all gynecologists in the HMOs "not to renew prescriptions for Depo-Provera for women of Ethiopian origin if for any reason there is concern that they might not understand the ramifications of the treatment.”

About six weeks ago, on an Educational Television program journalist Gal Gabbay revealed the results of interviews with 35 Ethiopian immigrants. The women’s testimony could help explain the almost 50-percent decline over the past 10 years in the birth rate of Israel’s Ethiopian community. According to the program, while the women were still in transit camps in Ethiopia they were sometimes intimidated or threatened into taking the injection. “They told us they are inoculations,” said one of the women interviewed. “They told us people who frequently give birth suffer. We took it every three months. We said we didn’t want to.”

Para um povo que sofreu todas as atrocidades que conhecemos, isto só é possivel porque tal como no tempo de Hitler, os sionistas não se importavam com os campos de concentração, ou as execuções em massa, sempre se encontraram do lá de fora da vedação, nunca do lado dos judeus.  

Dinastias como os Rockefeller ou os Rothschild ganharam biliões à custa de Hitller, cedendo-lhes a patente da gasolina sintética ou reciclando o dinheiro e ouro roubado aos judeus através do banco BIS, sediado em Basileia e que aglomerava os bancos centrais dos países em guerra. É o mesmo banco que está por detrás do FMI e Banco Mundial.

Mas o próprio povo Israelita que é usado neste jogo, também não se sai nada mal...

http://rt.com/news/israel-apartheid-survey-098/

Some 500 Jewish adults took part in the survey, answering questions put together by a group of civil rights activists and academics, Haaretz newspaper reported on Tuesday. The survey’s findings revealed that 39 percent of respondents believe there is a ‘slight’ form of apartheid in the country, while 19 percent admit that there is ‘heavy’ apartheid.

Quase 60% dos inquiridos têm  essa percepção de apartheid, é claro, que a amostragem vale o que vale, mas mesmo assim, não deixa de ser curioso esta faceta que raramente nos é mostrada.

A different question suggested that the number of those in favor of ethnic segregation is higher, with 74 percent of those surveyed in favor of separate roads for Jews and Arabs in the West Bank.

On the contentious issue of the West Bank, 38 percent of respondents wanted to annex the territories with settlements, and 48 percent opposed that policy. A followup question on voting rights for Palestinians saw 69 percent of respondents in favor of denying 2.5 million of Palestinians the vote if West Bank territories were annexed.

More than a half of those questioned said Jews should be given preference over Arabs when applying for jobs in the government sector. And slightly under half favored legalized discrimination of Arabs, saying that the state should “treat Jewish citizens better than Arab ones.”
  
Na África do Sul dá-se razão a esta sondagem.

http://electronicintifada.net/content/south-african-study-israel-practicing-apartheid-and-colonialism/3432

The Human Sciences Research Council of South Africa (HSRC) has released a report confirming that Israel is practicing both colonialism and apartheid in the Occupied Palestinian Territories (OPT).

The project was suggested originally by the January 2007 report by eminent South African jurist John Dugard, in his capacity as Special Rapporteur to the United Nations Human Rights Council, when he indicated that Israeli practices had assumed characteristics of colonialism and apartheid.

The Report finds that Israeli practices in the OPT exhibit the same three “pillars” of apartheid:

The first pillar “derives from Israeli laws and policies that establish Jewish identity for purposes of law and afford a preferential legal status and material benefits to Jews over non-Jews.”

The second pillar is reflected in “Israel’s ‘grand’ policy to fragment the OPT [and] ensure that Palestinians remain confined to the reserves designated for them while Israeli Jews are prohibited from entering those reserves but enjoy freedom of movement throughout the rest of the Palestinian territory.

The third pillar is “Israel’s invocation of ‘security’ to validate sweeping restrictions on Palestinian freedom of opinion, expression, assembly, association and movement [to] mask a true underlying intent to suppress dissent to its system of domination and thereby maintain control over Palestinians as a group.”

http://mondoweiss.net/2011/11/the-law-and-practice-of-apartheid-in-south-africa-and-palestine.html
 

sábado, 21 de janeiro de 2012

CAS - A pilhagem de um país (2ª parte) LXVII


Country Assistance Strategy - O programa que serve para pilhar o país ajudado...
 
O primeiro passo começa sempre na privatização da água, gás e electricidade, os três factores mais básicos para se ter uma vida condigna, mas também se incluí a venda de todas as acções que o estado detenha em qualquer companhia "estratégica". É a privatização total dos recursos naturais, é o Neo liberalismo a funcionar na sua plenitude.

O passo número dois é a liberalização do mercado de capitais, isto significa segundo Joe Stiglitz, que em teoria, estes mercados ficam com uma auto-estrada para entrar e fazer sair dinheiro do país. Assim sendo, e depois de privatizado o país, segue-se este fluxo de capital estrangeiro que se instala e explora o que o país têm.

Os tipos têm tudo pensado, a globalização é isto meus senhores, um dia estamos a pagar a água a uma empresa americana, a electricidade aos chineses e o gás a uma qualquer companhia alemã.

Este ciclo, (privatização, liberalização) cria o "Hot Money"cycle, onde o dinheiro entra em modo especulativo no país para alterar o valor cambial da moeda (não é o nosso caso) ou para mexer nos preços do mercado imobiliário. Este Hot Money como não produz riqueza real e traz artificialidade, quando emigra para outros pastos, as reservas nacionais desses países que estavam assentes em "zero" de valor real, ficam na penúria, senão mesmo esgotadas.

Para se inverter o panorama nesta altura, ou seja para atrair de novo os especuladores, o FMI exige a esses países que aumentem as taxas de juro para 30, 50 ou 80%, o que leva à destruição do tecido industrial, à destruição do valor de propriedade e seca as reservas do tesouro nacional. Será que  senhor da CIP sabe disto? A mama para esse senhor acabará cedo e por imposição da troika, quando se der o passo número três.

Neste ponto, o FMI exige que se cumpra o terceiro passo que consiste num "Market based pricing", ou seja, teremos um aumento considerável nos preços da comida, gás, água e electricidade, o que nos remete para aquilo que Stiglitz chama de "IMF Riots", ou terceiro passo e meio.

Nesta etapa os motins nascem como cogumelos, tal como se deu na Bolívia quando rebentaram os motins devido ao aumento da conta da água, ou na Indonésia em 1998, com os cortes nos subsídios para a comida e combustível, afectando os pobres. É matemático e não falha. Neste ponto, é bom que entendam que a sociedade está completamente desfragmentada, trazendo sempre mais ordem e lei da parte de quem manda, que por sua vez, cria mais fragmentação, até rebentar.

O programa "Country Assistance Strategy" do Banco Mundial/FMI acaba de vez com a ideia de que cada caso é um caso, isto é aplicado em todos os países que recorrem a um empréstimo porque o objectivo final é pilhar o país dos seus recursos naturais e económicos.

Por fim, o quarto e último passo "poverty reduction strategy": Free Trade, baseado nas leis da organização mundial do comércio e do Banco Mundial. Este último passo e era bom já nem chegarmos aqui, os produtos manufacturados nesse país que contraiu o empréstimo, deixam de ser apetecíveis devido à fraca qualidade empregada no produto e na especialização humana para o conceber.

Pode-se dar ou não ou quatro passos, mas se for para levar até ao fim, não tenham a menor dúvida que isto fica uma miséria. O que quero dizer, é que, depois da poeira assentar e regressar a "normalidade", a sociedade foi profundamente alterada, o sistema vigente ficará mais autoritário, a economia passa a ser de subsistência, o desemprego será constante e elevado.

Estes tipos querem ficar na posse de tudo, apesar de já terem 40% de toda a riqueza no mundo, mas não é isso que move os senhores do mundo, eles não precisam de todos nós, tudo o que vêm de lá de cima da pirâmide têm a haver contigo, não com o teu dinheiro ou as tuas posses, eles querem-te é a ti, de preferência que sejas ordeiro e não penses muito, sê feliz e compra muitos Ipads.

O Banco Mundial/FMI para que fique claro é detido pela dinastia Rothschild, onde se juntam 30 a 40 "famílias" que na verdade são os mercados que vocês tanto ouvem nos media.
Por isso lembrem-se, que nós em Portugal ainda só estamos no primeiro passo (privatização) ainda temos muito que comer, digamos que é a fase cerelac.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte2-xxxiii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/03/os-saqueadores-da-fortuna-1-xvii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/12/empresa-lx.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Por quem os sinos dobram (2ª parte) VIII


A Inglaterra tinha ganho a batalha de Waterloo mas 39 anos antes tinha perdido os estados unidos para George Washington que se tornou no 1º presidente daquele país.
Esta separação nunca foi bem aceite pela aristocracia inglesa que via na união das duas potências a formula mágica para se atingir o propósito de um império Anglo-americano.

Cecil Rhodes é o homem da "fórmula", a Cecil Rhodes & the round table group foi criada e financiada a partir da fortuna deste senhor, em África ele era o "colossus of rhodes" e fundou o que é hoje a maior companhia de diamantes do mundo a De Beers há custa de muita criança e homem maltratado, escravidão é o termo certo a ser aplicado.

Com a ajuda monetária de Rothschild, criou a colonial Rodésia do norte e do sul que hoje conhecemos como Zâmbia e Zimbábue de onde provinha a sua maior parte da riqueza.
No seu testamento final Cecil mandou criar a Rhodes Scholarship, uma bolsa que é atribuída pela universidade de Oxford. A escolha dos candidatos leva-os sempre a lugares de decisão e poder, Bill Clinton por exemplo foi um "escolhido".
Desta round table fazia parte Lord Alfred Milner que expandiu a "rede" de modo a que todos os outros países começassem a seguir o caminho indicado.

Do lado americano foi criado em 1921 o CFR, conselho de relações externas, uma entidade não governamental e não lucrativa, sendo esta a forma com que se apresentam ao público. Neste "clube" inclui-se ainda multinacionais americanas, estrangeiras e governantes de países estrangeiros. Foi directamente responsável pela criação das Nações Unidas e está encarregue do processo NAU (North america Union), uma união europeia copiada para as Américas.
Estados Unidos, México e Canada são os primeiros nesta União assimilando por arrasto os pequenos países da América central e do sul, tal como foi feito no lado europeu. Dos cinco acordos entre estes de modo a formarem um só, quatro já foram assinados e a moeda "amero" pode ser uma realidade dentro em breve.

Na Inglaterra temos o RIIA, Royal Institute Of International Affairs fundado em 1919 por Robert Cecil. O RIIA está instalado na Chatham House. Foi trazido à luz para expandir o controlo britânico e assegurar a sua hegemonia, ou melhor dizendo, nasceu para criar um governo mundial federalizado ao estilo britânico em conexão com CFR.
Controla os serviços de inteligência e têm grandes responsabilidades na formação da UE.
Esta ideia é complementada pelo facto de Cecil ter sido um dos grandes obreiros da Liga Das Nações que foi uma primeira tentativa de unificar o mundo após a 1ª grande Guerra.

Na Oceania foi instalado em 1925 o Instituto de relações do pacifico que dividiria a área em 12 regiões. Mais conhecido como "the pacific Rim", existe para formar a União Asiática da qual a china será líder.

O processo de implementação do objectivo final é simples, basta "fatiar" o mapa mundo e colocar o homem ou instituição que lance as politicas ou mostre o caminho a ser seguido pelos governos dessas mesmas parcelas, que, apesar de parecerem autónomos estão interligados através de convenções, tratados, pactos e uniões.
A esta máscara social associa-se o mundo financeiro, as ONG e governos coniventes e totalmente submissos aos interesses oligárquicos.
Estas organizações não se interessam de como os governos chegam ao objectivo, eles lidam com ditadores e democratas, oposições e governos da mesma forma, retirando ou dando apoio consoante o xadrez montado. Os problemas locais de cada nação e a forma de os resolver fica ao critério de cada  país, desde que sigam as regras podemos ter qualquer nabo a comandar o leme.

"Quanto mais se centraliza o poder, mais leis se podem impor de modo a proceder mais rápido ao que falta, daí se construírem "Super-estados" como a UE, que, não difere muito do que foi a União Soviética na sua arquitectura de comando."   

Poucas vezes ouvimos falar no Bank for International Settlements, criado em 1930 e sediado na Suíça.
O "BIS" faz prestação de serviços, mas não é um banco comercial, longe disso. Os seus clientes são os bancos centrais e trabalha somente com instituições internacionais (FMI/Banco Mundial) ou os próprios bancos centrais. Confuso???
Vejamos o exemplo de Jean Claude Trichet, que sendo presidente do Banco Central Europeu, pertence à direcção do BIS, que, engloba ainda no corpo directivo os restantes bancos centrais dos denominados G7.
Se ainda não percebeu o esquema basta imaginar-se que é dono de um banco central e tenta tirar dividendos daquilo que recebe colocando esse dinheiro num outro banco também seu e dos seus amigos, ou seja a mão que dá é a mesma que recebe.
Uma das melhores formas de rentabilizá-lo seria ainda emprestar aos países pobres cobrando depois juros, ou se o país for "civilizado", impõem-se medidas de ajuste estrutural que passam por austeridade/pobreza e outras depravações sociais.

Mesmo durante a 2ª grande guerra, o BIS, continuou a operar e inclusive os Checos acusaram o banco de ficar com o ouro nazi que fora pilhado nos territórios ocupados. Ao todo foram 378 milhões em ouro que foram parar ao Reichbank na Alemanha através deste banco.
Nesta altura o conselho da direcção era formado por Nazis e fascistas (banco central da Alemanha, Japão, Itália) e simpatizantes Nazis como Montagu Norman (Gov. do Banco de Inglaterra) e desde 1939 a 1946 o presidente foi um advogado de top dos estados unidos, contando com aprovação de todos os membros, nazis e fascistas incluídos meus senhores.
É uma instituição privada dado não existir nenhum organismo ou entidade governativa no mundo que tenha alguma espécie de controlo sobre este banco. É a "nata de Belém" dos bancos com um bónus de imunidade completa para a instituição e depreendo que para os lordes que a governam também.

Com o acordo de Bretton Woods em 1944 nasce o FMI/Banco Mundial e estes passam a funcionar através do BIS quando têm de emprestar dinheiro.
O agente FMI faz as colectas e refinancia as dividas, empresta dinheiro e impõe condicionalidades, o que explicado por miúdos significa que as populações ficam com uma dívida eterna, impossível de pagar sendo elas próprias a garantia para o financiamento inicial.

Quando ouvimos os arautos a dizerem que temos que pagar ao estrangeiro, de quem é que pensam que eles falam??? de governos?? Se repararem nunca dizem realmente a quem devemos, falam sempre que devemos ao estrangeiro, aos mercados, a toda uma espécie de instituições sérias e credíveis mas a sua forma é sempre abstracta. Falam dos juros da divida, mas a quem é que pagamos os juros??? E porque razão têm um estado soberano que pagar a bancos internacionais? Não deveria de ser ao contrário?

Uma das diferenças entre os países ricos e os do tipo de Portugal é que existem aqueles que conseguem pagar a estes senhores mas ainda assim dão boas condições de vida às suas populações, enquanto os outros têm de pagar tal como fazem os ricos mas depois ficam sem dinheiro para se governar.
A semelhança é que ambos estão metidos no mesmo círculo sem hipótese de falhar prestações, senão chama-se o FMI, que com o selo de credibilidade mundial, toma conta do país, rapando e deixando os ossos para os que cá ficam.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Por quem os sinos dobram (1ª parte) VII

Batalha de Waterloo

Estávamos no ano de 1815, e em Waterloo na actual Bélgica, desenrolava-se a batalha que faria de Napoleão Bonaparte vitorioso ou derrotado na sua conquista europeia. A guerra era contra a Inglaterra (United Kingdom Of Netherlands) que junto com os prussianos tentavam impedir o domínio total por parte do general francês.
Já nessa altura tal como hoje, "o stockmarket" sofria sempre quebras ou ganhos consoante a gloriosa vitória na guerra (que de glorioso têm isso, pergunto eu?) ou a derrota carnificenta. Claro que naquele fechado mundo de gritos e papéis no ar, o pedaço de terra e suas respectivas riquezas eram sempre o que contavam primeiro, assim como as trocas comerciais.

Naquela época, certas pessoas com grande poder financeiro instalavam agentes em cada capital europeia de modo a recolherem "informações' sobre os mais variados sectores do país em questão. Uma rede de contactos de grande nível, punha a família Rothschild no topo da hierarquia Europeia. É uma inteira dinastia que ajudou a criar e a controlar como quer o mundo financeiro tal como o conhecemos hoje em dia. Rothschild é nome alemão e o seu significado em inglês é "red shield".

A rede de agentes seria vital "no golpe" levado a cabo por Nathan Mayer Rothschild em 1815.
O mercado de bolsa inglês fervilhava em saber o resultado da batalha de Waterloo, qualquer noticia podia desencadear uma hecatombe ou uma valorização das acções. O truque que Rothschild usou para comprar a economia britânica foi bem pensado, delineado por uma mente fria e calculista. Mandou os seus agentes/correctores começarem a vender acções, estes, venderam o que puderam e o que não puderam e com este "truque" toda a bolsa começou a pensar que os Rothschild já sabiam que o Duke de Wellington tinha perdido para napoleão, daí estarem a despachar tudo.

O boato fez-se verdade, a Inglaterra tinha perdido a batalha, a economia britânica afundava-se vertiginosamente, a queda iria levar inevitavelmente à bancarrota de todas aquelas empresas, mas os agentes bem treinados de Rothschild perceberam os sinais dados de quando deveriam começar a comprar o que os outros já tinham vendido e vendiam ao desbarato.

No fecho da bolsa este senhor tinha comprado toda uma economia por um punhado de libras, abrangia todas as áreas, e da sua influência não mais nenhum governo lhe escapou. Toda uma economia meus senhores.... e até aposto que Maddoff e o Oliveira Costa têm um quadro emoldurado por cima da lareira, uma espécie de Cristo em casa de cristão.

O "Golpe dos golpes" sempre foi pensado de modo a ter o efeito que teve, açambarcar a maior economia do mundo para depois se expandir no que hoje se conhece como Nova Ordem mundial. Para isso criou-se toda uma nova rede de institutos e instituições que trabalhariam por detrás do trono governamental. O golpe não foi dado com este intuito mas quem têm mais dinheiro e  poder que estados soberanos pode dar-se ao luxo de pensar em tudo.
"daí-me o controlo monetário de uma nação e eu não quero saber de quem faz as leis", foi o que Mayer Rothschild afirmou uma vez.

Por último, a Inglaterra não perdeu a batalha e só após o fecho da bolsa é que chegou a noticia que Bonaparte tinha sido derrotado, tarde de mais para muitos que naquele dia ficaram sem nada e um só homem ficou com tudo. Um golpe para mais tarde repetir, digo eu.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html