Mostrar mensagens com a etiqueta sistema financeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sistema financeiro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de março de 2014

Quem é Karen Hudes? (CXXII)

Se o mundo funciona-se pelo lado da razão, esta senhora estaria em todos os jornais e noticiários do mundo inteiro. A informação que carrega consigo é top secret e o seu ex estatuto profissional permitiu-lhe aceder a informação privilegiada e ter uma perspectiva do mundo que só alcançando o topo da pirâmide é que se consegue. Não se trata de apenas mais uma "whistleblower", o seu background fá-la ser temida pelos big boys e convenientemente ignorada pelos mediawhore.

Foi conselheira sénior e advogada do banco mundial por mais de 20 anos, e o "knowhow" que foi adquirindo dentro desta instituição foi o que lhe permitiu "ver" o que antes não lhe era revelado, apesar de estar sempre à sua frente. Não será fácil denegrir esta senhora que têm uma folha de serviço impecável.

A mim, o que mais me impressiona tanto nesta como em outras pessoas que trabalham dentro do sistema, é observar que quando acordam da dormência cerebral, elas mesmas ficam pasmadas em como puderam andar anos e anos a fio sem nunca se terem apercebido de nada. Sei bem como é.

Durante as suas entrevistas, karen Hudes têm por hábito falar de um estudo suíço realizado por três matemáticos, que tentaram saber quem  detinha o mercado de capitais. A conclusão deste estudo levo-os a chamar de "super entidade" ao núcleo que detêm esse mesmo mercado.

Nesse estudo mostra-se pela primeira vez que todo o mercado de capitais está sob resgate permanente pois esta "super entidade", composta por um grupo bastante selectivo de pessoas e suas empresas, controlam, gerem e agem a seu belo prazer, ou seja, e escrevendo politicamente incorrecto, é tudo uma gigantesca mentira, sustentada "fortemente" como uma casa de cartas. E se pensam que todos os servos da politica não sabem isto pois estão enganados, aliás, a sua obediência nasce precisamente aí

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995#s3

Karen Hudes!!






terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A arte de bem enganar (CXX)


Imaginem cães pastores pastoreando as ovelhas, guiando-as por entre pastos verdes, indicando que caminho trilhar. Se já visualizaram a imagem e apareceram pessoas em vez de ovelhas, então, está tudo bem com o vosso cérebro.

Vejo muitos com vontade de agir e poucos para pensar. O que é mau. Primeiro pensa-se e depois age-se. Ouço que muitos andam a "acordar" para a vida, mas, não seria isso espectável? Não será essa uma das reacções mais básicas após uma implosão económica e social? Parece-me que sim, o que não quer dizer que esse "acordar" leve as hordas inconscientes a desvendarem alguma coisa, apenas sentiram uma forte mudança nas suas vidas e por quererem repor tudo como estava anteriormente, protestam. Por isso, adivinhar as consequências geradas após a implosão económica de um país é tão ou mais importante que o próprio desmoronamento civilizacional.

Grande parte deste trabalho de "projecção futura" é realizado pelos serviços secretos, tal como apresentei neste meu artigo.

http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/11/the-real-deal-1-parte-xcvi.html

A reformulação civilizacional do mundo ocidental também conhecida por nova ordem mundial, entrou numa nova fase desde 2001. E o que eu quero que vocês percebam é que entre 2001 e 2007, passos foram dados de modo a conduzir-nos ao destino fatal. Pensar que os servos da politica que estiveram a comandar o barco nesse período só se aperceberam que não havia dinheiro quando o cofre estava mais vazio que o habitual, é passar um claro atestado de estupidez ao povo, mas a coisa pegou.

No inicio do novo milénio boa parte dos países ocidentais gozava de uma estabilidade económica e social aceitável. Portugal por exemplo, tinha 4% de desempregados e a economia crescia, por isso, não se podia simplesmente passar todas estas leis miseráveis de um momento para o outro. Em 2001 Entrávamos assim e sem sabermos numa outra fase da utopia privada.

E nada é por acaso, quando os derivativos foram inventados pela tropa financeira que sempre acompanhou Bill Clinton (Larry Summers, Alan Greenspan), os países, agora em socorro internacional permitiram que esses mesmos instrumentos bancários e fraudulentos fossem usados pelos bancos nos contratos realizados com o estado de modo a ir aumentando a dívida pública. Conscientemente. Assim, grande parte dos contratos realizados pela máquina estatal com os bancos trazia sempre a inclusão de swaps entre outras pornografias monetárias bem menos dispendiosas para o povinho pagar.

As parcerias entre o estado e os privados dispararam exponencialmente porque tudo servia para aumentar a bolha pública. Não é com gastos de milhões que se conseguia arrebentar com a dívida, é com milhares de milhões, isso sim é produzir alguma mossa.

Desde o acordo celebrado em 2001 entre o Banco Mundial/FMI e respectivos países ocidentais, onde se decidiu que todos os serviços estatais seriam transferidos para os privados, que as suas dívidas públicas duplicaram e triplicaram num curto espaço de tempo. Propositadamente. A-c-o-r-d-e-m!!!

http://www.activistpost.com/2011/03/rothschild-bankers-looting-nations.html

Em Portugal, esta transferência englobou tudo, desde os correios aos estaleiros navais, tudo foi entregue, ficando só a faltar as águas públicas, mas também isso irá pelo caminho mais cedo ou mais tarde.

Depois de andarem 7 anos a acumular divida, os países europeus estavam prontos para o passo seguinte. Enquanto os States continuam a imprimir dinheiro fiat (quantitive easing) para o barco não afundar, os europeus sacaram do tratado de Lisboa de modo a agregar o mundo bancário e financeiro nas mãos dos maoístas. Tudo terá de ser "unido" num só, e o sistema bancário não foge à regra, apesar de todos participarem nas depravações financeiras à que haver supervisão do aparelho central da nova Moscovo.

A pressão que houve para o tratado ser assinado num curto espaço de tempo foi enorme e suspeita meu ver, até se deram ao trabalho de cagar pura e simplesmente para o voto popular, que em três países foi bastante esclarecedor. O voto contra o tratado ganhou nestes países porque existiu debate e porque foi revelado às pessoas a verdadeira intenção dos maoístas da Nova Moscovo. e o que é que eles fizeram? Passaram à segunda fase da dita democracia ocidental que consiste em cagar nesse mesmo voto popular. Brilhante, lembrem-me de ir votar para as europeias.

Deu muito jeito o tratado de Lisboa ter sido aprovado no ano anterior ao inicio da crise. E de outra forma não poderia ser e passo a explicar porquê. Neste novo tratado, que nunca ninguém se deu ao trabalho de ler, tivemos a inclusão de uma lei que simplesmente impede os estados de recorrerem ao BCE em caso de ajuda, situação essa que por sinal até veio a acontecer um ano mais tarde.

Lidamos com génios, meus senhores. Esta escumalha conseguiu bloquear todas as saídas possíveis em caso de ruína financeira, antes mesmo desta ter sido declarada pelos países envolvidos.

Toda esta amalgamação de países que pouco a pouco tornar-se-ão províncias de um império maior não é desperdiçada por aqueles incumbidos de continuar o processo, e muito menos posta em causa por desvarios de alguns tipos do mundo financeiro. Isso nunca aconteceu, nem nunca acontecerá, porque, quem controla, é quem faz as leis, não é quem têm o dinheiro.

E quando temos uma lei que impossibilita os estados, outrora soberanos, de financiarem-se directamente na fonte, então, só podemos concluir que houve premeditação para que assim fosse. Lembram-se do "porreiro pá"? O homem sabia o que vinha a seguir aquele tratado. Nesse dia, toda aquela cambada de inúteis passou a pertencer ao puzzle, acrescentando um pouco mais à "obra", tal como já tinha sido feito com todos os outros tratados europeus que têm um único intuito, que é o de retirar a soberania natural às instituições governamentais que gerem os países, deixando-as activas, mas vazias de poder.

A única porta que salvaria os países visados de não ruírem quando a bolha rebentasse, estava selada pelo tratado. A bolha rebentou, e os big boys mandaram os governos aflitos de então passar pela porta dos fundos cujo letreiro dizia, implosão bancária/financeira.

Este tipo de implosão é extremamente fácil de se conseguir, como demonstro neste meu artigo.

http://profundaescuridao.blogspot.pt/2013/04/a-torre-de-basileia-2-parte-cviii.html

Mexe-se com o dinheiro das pessoas "e tudo leva o julgamento racional". O possível "risco sistémico" dito e redito pelos servos da politica trazia a nuance em anunciar a ruína económica caso os banqueiros aflitos não fossem salvos.

Chamei a este golpe na altura de "congame", ou em bom português, a arte de bem enganar.

Aos lordes banqueiros do BIS, bastou exigir um rácio incomportável e os bancos comerciais que andaram a fazer diabruras tombaram um a um. Este é um facto ignorado mas passível de ser mostrado em todos os países que estão a ser ajudados financeiramente. Na Grécia, é o que se sabe, bancos e casas de investimento americanas detinham o país pelos tomates. No Chipre tivemos o Bank Of cyprus, que para não falir, roubou os depositantes... com a ajuda do estado.

Em Portugal tivemos o BPN, o banco da social democracia, que para não falir, faliu ainda mais o estado. Deixou-se de fora quem interessava (SLN) tendo sido vendido por uma bagatela a um ex ministro e banqueiro dessa tal social democracia. Em Espanha a mesma merda, Irlanda igual, e se leram o artigo que indiquei à pouco, o modus operandis já é usado pelo menos desde 1988 no Japão.

Isto assim é muito fácil , eles sabem perfeitamente quais os bancos que conseguem manter o rácio pretendido e quais aqueles que irão entrar em bancarrota. Para uma melhor compreensão é favor ler os dois artigos "a torre de Basileia", está lá tudo a este respeito. Os bancos têm "dificuldades" em criar linhas de crédito porque necessitam desse mesmo dinheiro para manter o rácio exigido pelo BIS. É tão simples quanto isso.



Os problemas sociais e económicos são similares entre os países porque todos vivem de socialismos e sociais democracias. Estas ideologias de governação, caducas por natureza, facilitam não só a queda do dominó quando é preciso, como agregam o controlo da sociedade, instalando a bipolarização no poder. O miserabilismo que acompanha estas militâncias é notório, dado todos estes sistemas terem sido criados em prol da elite e nunca do povo. Não existe um que nos sirva. Se tinha de ser criado um novo modelo? É tão óbvio quanto utópico.

A reforma do estado (avançar na agenda) surge então com naturalidade para todos os países à rasca, porque não aproveitar a crise para refundar as bases para uma nova sociedade? Refundação essa que de outro modo nunca seria sequer equacionada, nem mesmo pela Nova Moscovo. Pé sobre pé lá vão construindo o modelo de sociedade autoritária que sempre preconizaram, autorizada por cada um daqueles que assinou os diversos tratados desde 1986 e que entregaram de bandeja todos os tentáculos do polvo, exceptuando dois, o sistema fiscal e orçamental. Por enquanto.

Tudo o resto esqueçam, o sistema politico foi entregue em mão à Nova Moscovo e o politburo europeu estará sempre por "baixo" de uma qualquer comissão ou távola redonda, por isso, o seu poder é ineficaz. Bem ao estilo da antiga soviete, são muito bons a montar comissões de inquérito que não levam a lado nenhum, mas de resto, estão de mãos atadas quando não coniventes com a "rede" e sua "obra".

A ordem saída do caos é usada infinitamente por quem está incumbido de construir a utopia privada. E nesta nova fase que vivemos e que foi anunciada por exemplo neste relatório do RIIA (Chatham House) onde se afirma que na próxima década, alterações profundas serão introduzidas na matriz sócio económica dos países por forma a introduzir a próxima agenda, é de esperar cada vez mais semelhanças entre um passado não muito distante e um futuro que é já amanhã. Acordem!

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/assobiadelas-2-xliii.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/07/assobiadelas-3-xliv.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2013/04/a-torre-de-basileia-2-parte-cviii.html

domingo, 21 de abril de 2013

A senhora do leste e o ditador CIX

Mais uma celeuma financeira, desta feita e como todos sabem, um grupo de jornalistas divulgou as contas bancárias offshore de muitas personalidades e multinacionais. Mas que novidade, como se todos já não soubessem. Não percebo a surpresa, estavam à espera do quê? Que estivesse lá o dinheiro dos pobres? Ou será que estavam à espera de ver tudo certinho e declarado ao fisco?

O que importa ter 200 gigas de informação sobre transacções internacionais fraudulentas, se ninguém fará puta de coisa alguma? Esta classe jornalística é demais, estes tipos são os mesmos que aproveitaram o wikileaks para imprimirem merda politizada, deixando tudo o resto que lá estava por mostrar e que era bem mais importante do que aquilo que publicaram na altura. 

Mas já que se fala em offshores, tinha dado muito jeito aos jornalistas essa imagem em baixo. O que vocês estão a ler é o moralismo financeiro da senhora do leste, assim também eu andava de peito feito, com uma conta dessas, ui, ui!!! Cortesia do wikileaks...




O banco privado é suíço e não creio que haja muito a dizer, a não ser que ficámos a saber onde a senhora do leste guardava as suas "luvas" para depois serem enviadas para uma conta offshore. Tenho de concordar quando dizem que os politicos do centro e norte da Europa são diferentes. A imagem que passam é de uma imaculada transparência financeira que me deixa espantado. Esta senhora foi eleita em 2005,certo? A carta é de 2007, digamos que a este ritmo e estando ainda no poder já terá atingido um patamar que os politicos do sul nunca conseguirão, é simplesmente outra liga, isto não é só no futebol e na industria que eles são melhores.

O outro "case study" é referente a uma bela peça de engenharia alemã, Helmut Khol. Este senhor que em 2002 deu uma entrevista a um jornalista, revelada só agora em 2013, dá-nos conta de como ele enganou por diversas vezes o povo alemão, indo ao desencontro das suas pretensões, somente para beneficiar o projecto europeu.
Deve-se dizer que todos o fazem, todos enganam os seus povos, todos têm toda uma máquina para nos convencer que aquilo que eles pretendem atingir será bom para nós, pois ao contrário das outras formas de governação, na democracia usa-se o modo "stealth" por forma a ludibriar as massas inconscientes. 

http://euobserver.com/political/119735

Former German Chancellor Helmut Kohl - the architect of German reunification - admitted he would never have won a referendum on the adoption of the euro in his country and said he acted "like a dictator" to see the common currency introduced.

"Nations with a common currency never went to war against each other. A common currency is more than the money you pay with," he said.

Claro que é muito mais do que uma simples moeda, é toda uma soberania que os países entregaram de bandeja a um bando de mercenários, alemães incluídos.

"They thought - and were right about it - that if Germany doesn't adopt the euro, nobody will. And about the German situation they said: if Helmut Kohl doesn't push it through, nobody else will. Decisions emerged out of this core attitude," Kohl said.

With political parties springing up in favour of keeping Deutsche Mark and his own Christian-Democrats lukewarm to the idea of the euro, Kohl said a referendum on the matter would have been a lost cause.

"I knew that I could never have won a referendum here in Germany. We would have lost any plebiscite about the introduction of the euro. That is very clear. I would have lost it," he said.

Todos os países tiveram o seu H. Khol, todos eles idealizaram na cabeça das pessoas o sonho comunitário, onde seriamos todos felizes e merdas desse género. Tudo isto sem referendos pois está claro.

"In the end, representative democracy can only be successful if someone stands up and says: this is how it is. I link my existence to this political project. Then you get a whole bunch of people in your own party who say: If he falls, I fall too. And then it is not about the euro - it is a life philosophy."

Uma filosofia de vida à qual os alemães seguiram, enganados como todos os outros, e agora, para esse sonho privado e idílico não morrer, têm a andar a pagar dividas atrás de dividas.

"I wanted to bring the euro because to me it meant the irreversibility of European development... for me the euro was a synonym for Europe going further," Kohl said.
But he admitted that in bringing this idea to life he "was like a dictator."


Não creio que nenhum politico tenha os tomates de ir contra os senhores do mundo e abandonar a Europa, muito pelo contrário, temos vários países a quererem entrar para EUSR, porque fora dela é impossivel sobreviver.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/nova-ordem-mundial-part1-xxxv.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/nova-ordem-mundial-part2-xxxvi.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A torre de Basileia (1ª parte) CVII

Escrever sobre a torre de Basileia é como tentar descrever o fundo do oceano, um mistério. Irei mostrar-vos nos próximos dois artigos e no meio desse mistério, quem realmente controla o mundo financeiro, quais os canais de intergovernação por onde actuam e que acordos celebraram para reterem economias inteiras. Vulgarmente conhecido por BIS, o bank for international settlements é muito mais do que uma complexa instituição financeira.

Para entendermos quais são os arquétipos que nos governam é preciso escavar bem fundo, até à raiz do problema, e se só conseguimos vislumbrar o quadro geral depois de sabermos as peças que compõem esse puzzle, então, uma delas consiste em saber o que são os bancos centrais, peças que já foram cruciais no xadrez monetário.

O Banco de Portugal, assim como todos os outros bancos centrais, são propriedade privada, com leis próprias, onde o estado é apenas um dos "accionistas". Um exemplo desta propriedade privada é a venda de ouro por parte do Banco central Português que caso vendesse o que detêm e que neste momento perfazem 382 toneladas, o lucro seria então dividido em várias partes, sendo a fatia maior para o BdP, o estado português apenas arrecadaria os dividendos distribuidos pelo banco, tal como um accionista de um outro banco qualquer.

http://www.tvi24.iol.pt/economia/reservas-de-ouro-banco-de-portugal-divida-publica-defice-crise-portugal/1244331-1730.html

 Nesta noticia podemos encontrar várias coisas interessantes a este respeito...

"Contactado pela Agência Financeira, o Banco de Portugal explica que a venda das reservas se insere no âmbito do «Acordo dos Bancos Centrais sobre o Ouro» assinado pelo Banco Central Europeu e por 14 Bancos Centrais Nacionais, entre os quais o Banco de Portugal, em Setembro de 1999.
Desde então, todas as verbas «os proveitos realizados com as vendas de ouro ficam retidos no Banco de Portugal e são consignados a uma Reserva Especial que constitui parte integrante dos capitais próprios do Banco».
Além disso, contactado pela Agência Financeira, o Banco Central Europeu (BCE) recorda que, ao abrigo dos Tratados Europeus, «os bancos centrais estão proibidos de financiar directamente os Estados»."

Ou seja, o Bdp têm capitais próprios para quê? Se não pode emprestar ao estado, se é o BCE que financia os bancos por essa Europa fora, para que servem esses capitais? Reparem também que ao abrigo de um tratado qualquer (Lisboa) de que ninguém quer saber, os servos da politica trataram de ir arranjando a crise, impossibilitando saídas possíveis em casos de desastres económicos como este em que vivemos actualmente. Impedir o BCE de financiar os governos directamente fazendo circular o dinheiro pelos bancos comerciais é ter o poder sobre se quero ou não estrangular um país usando para isso o poder que o BIS têm sobre os bancos comerciais.

No site do banco de Portugal encontramos a sua ligação "legal" ao BIS, "O banco de Pagamentos Internacionais (BIS) é uma organização internacional que visa a promoção da cooperação monetária e financeira internacional. Considerado “o banco dos bancos centrais”, constitui um fórum privilegiado para discussão ao mais alto nível de questões relativas ao sistema financeiro internacional e ao papel dos bancos centrais."
"O Banco de Portugal é accionista do BIS. Nesta qualidade, tem assento na Assembleia Geral, um dos órgãos de decisão máximos daquela organização..."

Se existem discussões ao mais alto nível, então que assuntos são estes? Pensava eu que o BCE é que tratava dos temas monetários a serem aplicados por essa europa fora. Na realidade, isso é falso, pois todas as mudanças no sistema financeiro têm por base o que se decide no BIS e não no BCE, que apenas aplica a decisão tomada no banco da elite. Apesar de existir uma assembleia geral, as principais decisões tomam-se a cada dois meses numa reunião no 18º andar da torre englobando os 12 cabecilhas principais do gangue, discute-se "o mundo financeiro" sempre a um domingo e nenhum assessor está presente. A decoração ficou ao encargo dos mesmos projectistas do estádio de Beijing.   

"No século XX, que eu saiba, só houve um homem que tentou por o estado a imprimir dinheiro sem ter que pagar juros, imprimir o necessário para cobrir as dividas, apoiando-se no metal prata em substituição do ouro. Conseguiu imprimir cerca de 4.5 biliões de dólares, os únicos que até hoje os americanos não tiveram de pagar, depois disso Kennedy é assassinado, e a ordem executiva 1110 que fechava a reserva federal também. Para quê pedir dólares emprestados quando se podia criar o próprio dólar livre de "custo"? Esse senhor pensava à frente porque via a raíz do problema e sabia que enquanto isso não fosse mudado, aquele país nunca seria livre.

Fundado em 1930, o BIS (bank for international settlements) passou de um banco onde existiam accionistas privados (JP Morgan) e bancos centrais, para uma situação de controlo absoluto por parte dos bancos.

http://www.investorsinsight.com/blogs/what_we_now_know/archive/2006/03/07/the-most-powerful-bank-you-ve-never-heard-of.aspx

Nesta noticia, de leitura obrigatória, podemos encontrar muitos e bons aspectos sobre a forma como "trabalha" esta entidade que não é eleita por ninguém e onde nenhuma instituição global têm jurisdição para meter lá o nariz. O BIS é como a última das bonecas matrioshka, pequeno e escondido.

"A banker's bank, the BIS does no direct business with individuals, governments, or corporate entities. Instead, it deals solely with member nations' central banks (most of which are privately owned). There are 55 of them at present, and the list includes every central bank of consequence in the world.

The founders were the central banks of Belgium, France, Germany, Italy, Japan and the U.K., all of which got an identical number of shares. The U.S. Federal Reserve was not an original shareholder; however, three American banks (J. P. Morgan, First Bank of New York, First Bank of Chicago) each got the same number, giving the U.S. three times the voting power from the outset. "

Tal como escrevi no último artigo, enquanto os soldados lutavam por ideais de outros homens na derradeira batalha da estupidez humana, a segunda guerra mundial era financiada e mantida por este banco, que recebia os despojos da guerra de ambos os lados sob a forma de ouro.

"it helps central banks construct and implement financial policy decisions, in concert with one another. And it acts as a third party in transactions, facilitating the flow of money and other financial instruments, including gold.
It accomplishes this through control of currencies. It currently holds 7% of the world's available foreign exchange funds, whose unit of account was switched in March of 2003 from the Swiss gold franc to Special Drawing Rights (SDR), an artificial fiat "money" with a value based on a basket of currencies (44% U.S. dollar, 34% euro, 11% Japanese yen, 11% pound sterling)."

Tudo passa pelo BIS, que entre outras coisas serve para branquear o dinheiro, dai promover e facilitar as transacções internacionais, de onde retiram uns cêntimos por cada transacção. A substituição do dólar pelos SDR como moeda de reserva, será feita, de modo, a que num futuro próximo todas as "commodities" sejam negociadas neste "dinheiro" artificial controlado pelo BIS

The bank also controls a huge amount of gold, which it both stores and lends out, giving it great leverage over the metal's price and the marketplace power that brings, since gold is still the only universal currency. BIS gold reserves were listed on its 2005 annual report (the most recent) as 712 tons. How that breaks down into member banks' deposits and the BIS personal stash is unknown.
By controlling foreign exchange currency, plus gold, the BIS can go a long way toward determining the economic conditions in any given country.

É de todo crucial perceber o banco da elite, pois qualquer decisão de topo realizada no mundo financeiro e económico têm por base as reuniões que acontecem na torre de Basileia, por isso, quando o BCE anuncia descidas na taxa de juro, podem ter a certeza que foi com a concordância do BIS, se um país é resgatado, isso só foi possível porque foi dado o sinal verde por parte do BIS, entrando o renegociador da divida (FMI) em acção, ao qual está agregado, assim como o Banco Mundial, a isto chamou-se acordo de Bretton Woods.

Continua....

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/10/o-metodo-comunitario-xcv.html