Mostrar mensagens com a etiqueta new world order. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta new world order. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de março de 2014

Quem é Karen Hudes? (CXXII)

Se o mundo funciona-se pelo lado da razão, esta senhora estaria em todos os jornais e noticiários do mundo inteiro. A informação que carrega consigo é top secret e o seu ex estatuto profissional permitiu-lhe aceder a informação privilegiada e ter uma perspectiva do mundo que só alcançando o topo da pirâmide é que se consegue. Não se trata de apenas mais uma "whistleblower", o seu background fá-la ser temida pelos big boys e convenientemente ignorada pelos mediawhore.

Foi conselheira sénior e advogada do banco mundial por mais de 20 anos, e o "knowhow" que foi adquirindo dentro desta instituição foi o que lhe permitiu "ver" o que antes não lhe era revelado, apesar de estar sempre à sua frente. Não será fácil denegrir esta senhora que têm uma folha de serviço impecável.

A mim, o que mais me impressiona tanto nesta como em outras pessoas que trabalham dentro do sistema, é observar que quando acordam da dormência cerebral, elas mesmas ficam pasmadas em como puderam andar anos e anos a fio sem nunca se terem apercebido de nada. Sei bem como é.

Durante as suas entrevistas, karen Hudes têm por hábito falar de um estudo suíço realizado por três matemáticos, que tentaram saber quem  detinha o mercado de capitais. A conclusão deste estudo levo-os a chamar de "super entidade" ao núcleo que detêm esse mesmo mercado.

Nesse estudo mostra-se pela primeira vez que todo o mercado de capitais está sob resgate permanente pois esta "super entidade", composta por um grupo bastante selectivo de pessoas e suas empresas, controlam, gerem e agem a seu belo prazer, ou seja, e escrevendo politicamente incorrecto, é tudo uma gigantesca mentira, sustentada "fortemente" como uma casa de cartas. E se pensam que todos os servos da politica não sabem isto pois estão enganados, aliás, a sua obediência nasce precisamente aí

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995#s3

Karen Hudes!!






terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A arte de bem enganar (CXX)


Imaginem cães pastores pastoreando as ovelhas, guiando-as por entre pastos verdes, indicando que caminho trilhar. Se já visualizaram a imagem e apareceram pessoas em vez de ovelhas, então, está tudo bem com o vosso cérebro.

Vejo muitos com vontade de agir e poucos para pensar. O que é mau. Primeiro pensa-se e depois age-se. Ouço que muitos andam a "acordar" para a vida, mas, não seria isso espectável? Não será essa uma das reacções mais básicas após uma implosão económica e social? Parece-me que sim, o que não quer dizer que esse "acordar" leve as hordas inconscientes a desvendarem alguma coisa, apenas sentiram uma forte mudança nas suas vidas e por quererem repor tudo como estava anteriormente, protestam. Por isso, adivinhar as consequências geradas após a implosão económica de um país é tão ou mais importante que o próprio desmoronamento civilizacional.

Grande parte deste trabalho de "projecção futura" é realizado pelos serviços secretos, tal como apresentei neste meu artigo.

http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/11/the-real-deal-1-parte-xcvi.html

A reformulação civilizacional do mundo ocidental também conhecida por nova ordem mundial, entrou numa nova fase desde 2001. E o que eu quero que vocês percebam é que entre 2001 e 2007, passos foram dados de modo a conduzir-nos ao destino fatal. Pensar que os servos da politica que estiveram a comandar o barco nesse período só se aperceberam que não havia dinheiro quando o cofre estava mais vazio que o habitual, é passar um claro atestado de estupidez ao povo, mas a coisa pegou.

No inicio do novo milénio boa parte dos países ocidentais gozava de uma estabilidade económica e social aceitável. Portugal por exemplo, tinha 4% de desempregados e a economia crescia, por isso, não se podia simplesmente passar todas estas leis miseráveis de um momento para o outro. Em 2001 Entrávamos assim e sem sabermos numa outra fase da utopia privada.

E nada é por acaso, quando os derivativos foram inventados pela tropa financeira que sempre acompanhou Bill Clinton (Larry Summers, Alan Greenspan), os países, agora em socorro internacional permitiram que esses mesmos instrumentos bancários e fraudulentos fossem usados pelos bancos nos contratos realizados com o estado de modo a ir aumentando a dívida pública. Conscientemente. Assim, grande parte dos contratos realizados pela máquina estatal com os bancos trazia sempre a inclusão de swaps entre outras pornografias monetárias bem menos dispendiosas para o povinho pagar.

As parcerias entre o estado e os privados dispararam exponencialmente porque tudo servia para aumentar a bolha pública. Não é com gastos de milhões que se conseguia arrebentar com a dívida, é com milhares de milhões, isso sim é produzir alguma mossa.

Desde o acordo celebrado em 2001 entre o Banco Mundial/FMI e respectivos países ocidentais, onde se decidiu que todos os serviços estatais seriam transferidos para os privados, que as suas dívidas públicas duplicaram e triplicaram num curto espaço de tempo. Propositadamente. A-c-o-r-d-e-m!!!

http://www.activistpost.com/2011/03/rothschild-bankers-looting-nations.html

Em Portugal, esta transferência englobou tudo, desde os correios aos estaleiros navais, tudo foi entregue, ficando só a faltar as águas públicas, mas também isso irá pelo caminho mais cedo ou mais tarde.

Depois de andarem 7 anos a acumular divida, os países europeus estavam prontos para o passo seguinte. Enquanto os States continuam a imprimir dinheiro fiat (quantitive easing) para o barco não afundar, os europeus sacaram do tratado de Lisboa de modo a agregar o mundo bancário e financeiro nas mãos dos maoístas. Tudo terá de ser "unido" num só, e o sistema bancário não foge à regra, apesar de todos participarem nas depravações financeiras à que haver supervisão do aparelho central da nova Moscovo.

A pressão que houve para o tratado ser assinado num curto espaço de tempo foi enorme e suspeita meu ver, até se deram ao trabalho de cagar pura e simplesmente para o voto popular, que em três países foi bastante esclarecedor. O voto contra o tratado ganhou nestes países porque existiu debate e porque foi revelado às pessoas a verdadeira intenção dos maoístas da Nova Moscovo. e o que é que eles fizeram? Passaram à segunda fase da dita democracia ocidental que consiste em cagar nesse mesmo voto popular. Brilhante, lembrem-me de ir votar para as europeias.

Deu muito jeito o tratado de Lisboa ter sido aprovado no ano anterior ao inicio da crise. E de outra forma não poderia ser e passo a explicar porquê. Neste novo tratado, que nunca ninguém se deu ao trabalho de ler, tivemos a inclusão de uma lei que simplesmente impede os estados de recorrerem ao BCE em caso de ajuda, situação essa que por sinal até veio a acontecer um ano mais tarde.

Lidamos com génios, meus senhores. Esta escumalha conseguiu bloquear todas as saídas possíveis em caso de ruína financeira, antes mesmo desta ter sido declarada pelos países envolvidos.

Toda esta amalgamação de países que pouco a pouco tornar-se-ão províncias de um império maior não é desperdiçada por aqueles incumbidos de continuar o processo, e muito menos posta em causa por desvarios de alguns tipos do mundo financeiro. Isso nunca aconteceu, nem nunca acontecerá, porque, quem controla, é quem faz as leis, não é quem têm o dinheiro.

E quando temos uma lei que impossibilita os estados, outrora soberanos, de financiarem-se directamente na fonte, então, só podemos concluir que houve premeditação para que assim fosse. Lembram-se do "porreiro pá"? O homem sabia o que vinha a seguir aquele tratado. Nesse dia, toda aquela cambada de inúteis passou a pertencer ao puzzle, acrescentando um pouco mais à "obra", tal como já tinha sido feito com todos os outros tratados europeus que têm um único intuito, que é o de retirar a soberania natural às instituições governamentais que gerem os países, deixando-as activas, mas vazias de poder.

A única porta que salvaria os países visados de não ruírem quando a bolha rebentasse, estava selada pelo tratado. A bolha rebentou, e os big boys mandaram os governos aflitos de então passar pela porta dos fundos cujo letreiro dizia, implosão bancária/financeira.

Este tipo de implosão é extremamente fácil de se conseguir, como demonstro neste meu artigo.

http://profundaescuridao.blogspot.pt/2013/04/a-torre-de-basileia-2-parte-cviii.html

Mexe-se com o dinheiro das pessoas "e tudo leva o julgamento racional". O possível "risco sistémico" dito e redito pelos servos da politica trazia a nuance em anunciar a ruína económica caso os banqueiros aflitos não fossem salvos.

Chamei a este golpe na altura de "congame", ou em bom português, a arte de bem enganar.

Aos lordes banqueiros do BIS, bastou exigir um rácio incomportável e os bancos comerciais que andaram a fazer diabruras tombaram um a um. Este é um facto ignorado mas passível de ser mostrado em todos os países que estão a ser ajudados financeiramente. Na Grécia, é o que se sabe, bancos e casas de investimento americanas detinham o país pelos tomates. No Chipre tivemos o Bank Of cyprus, que para não falir, roubou os depositantes... com a ajuda do estado.

Em Portugal tivemos o BPN, o banco da social democracia, que para não falir, faliu ainda mais o estado. Deixou-se de fora quem interessava (SLN) tendo sido vendido por uma bagatela a um ex ministro e banqueiro dessa tal social democracia. Em Espanha a mesma merda, Irlanda igual, e se leram o artigo que indiquei à pouco, o modus operandis já é usado pelo menos desde 1988 no Japão.

Isto assim é muito fácil , eles sabem perfeitamente quais os bancos que conseguem manter o rácio pretendido e quais aqueles que irão entrar em bancarrota. Para uma melhor compreensão é favor ler os dois artigos "a torre de Basileia", está lá tudo a este respeito. Os bancos têm "dificuldades" em criar linhas de crédito porque necessitam desse mesmo dinheiro para manter o rácio exigido pelo BIS. É tão simples quanto isso.



Os problemas sociais e económicos são similares entre os países porque todos vivem de socialismos e sociais democracias. Estas ideologias de governação, caducas por natureza, facilitam não só a queda do dominó quando é preciso, como agregam o controlo da sociedade, instalando a bipolarização no poder. O miserabilismo que acompanha estas militâncias é notório, dado todos estes sistemas terem sido criados em prol da elite e nunca do povo. Não existe um que nos sirva. Se tinha de ser criado um novo modelo? É tão óbvio quanto utópico.

A reforma do estado (avançar na agenda) surge então com naturalidade para todos os países à rasca, porque não aproveitar a crise para refundar as bases para uma nova sociedade? Refundação essa que de outro modo nunca seria sequer equacionada, nem mesmo pela Nova Moscovo. Pé sobre pé lá vão construindo o modelo de sociedade autoritária que sempre preconizaram, autorizada por cada um daqueles que assinou os diversos tratados desde 1986 e que entregaram de bandeja todos os tentáculos do polvo, exceptuando dois, o sistema fiscal e orçamental. Por enquanto.

Tudo o resto esqueçam, o sistema politico foi entregue em mão à Nova Moscovo e o politburo europeu estará sempre por "baixo" de uma qualquer comissão ou távola redonda, por isso, o seu poder é ineficaz. Bem ao estilo da antiga soviete, são muito bons a montar comissões de inquérito que não levam a lado nenhum, mas de resto, estão de mãos atadas quando não coniventes com a "rede" e sua "obra".

A ordem saída do caos é usada infinitamente por quem está incumbido de construir a utopia privada. E nesta nova fase que vivemos e que foi anunciada por exemplo neste relatório do RIIA (Chatham House) onde se afirma que na próxima década, alterações profundas serão introduzidas na matriz sócio económica dos países por forma a introduzir a próxima agenda, é de esperar cada vez mais semelhanças entre um passado não muito distante e um futuro que é já amanhã. Acordem!

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/assobiadelas-2-xliii.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/07/assobiadelas-3-xliv.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2013/04/a-torre-de-basileia-2-parte-cviii.html

domingo, 21 de abril de 2013

A senhora do leste e o ditador CIX

Mais uma celeuma financeira, desta feita e como todos sabem, um grupo de jornalistas divulgou as contas bancárias offshore de muitas personalidades e multinacionais. Mas que novidade, como se todos já não soubessem. Não percebo a surpresa, estavam à espera do quê? Que estivesse lá o dinheiro dos pobres? Ou será que estavam à espera de ver tudo certinho e declarado ao fisco?

O que importa ter 200 gigas de informação sobre transacções internacionais fraudulentas, se ninguém fará puta de coisa alguma? Esta classe jornalística é demais, estes tipos são os mesmos que aproveitaram o wikileaks para imprimirem merda politizada, deixando tudo o resto que lá estava por mostrar e que era bem mais importante do que aquilo que publicaram na altura. 

Mas já que se fala em offshores, tinha dado muito jeito aos jornalistas essa imagem em baixo. O que vocês estão a ler é o moralismo financeiro da senhora do leste, assim também eu andava de peito feito, com uma conta dessas, ui, ui!!! Cortesia do wikileaks...




O banco privado é suíço e não creio que haja muito a dizer, a não ser que ficámos a saber onde a senhora do leste guardava as suas "luvas" para depois serem enviadas para uma conta offshore. Tenho de concordar quando dizem que os politicos do centro e norte da Europa são diferentes. A imagem que passam é de uma imaculada transparência financeira que me deixa espantado. Esta senhora foi eleita em 2005,certo? A carta é de 2007, digamos que a este ritmo e estando ainda no poder já terá atingido um patamar que os politicos do sul nunca conseguirão, é simplesmente outra liga, isto não é só no futebol e na industria que eles são melhores.

O outro "case study" é referente a uma bela peça de engenharia alemã, Helmut Khol. Este senhor que em 2002 deu uma entrevista a um jornalista, revelada só agora em 2013, dá-nos conta de como ele enganou por diversas vezes o povo alemão, indo ao desencontro das suas pretensões, somente para beneficiar o projecto europeu.
Deve-se dizer que todos o fazem, todos enganam os seus povos, todos têm toda uma máquina para nos convencer que aquilo que eles pretendem atingir será bom para nós, pois ao contrário das outras formas de governação, na democracia usa-se o modo "stealth" por forma a ludibriar as massas inconscientes. 

http://euobserver.com/political/119735

Former German Chancellor Helmut Kohl - the architect of German reunification - admitted he would never have won a referendum on the adoption of the euro in his country and said he acted "like a dictator" to see the common currency introduced.

"Nations with a common currency never went to war against each other. A common currency is more than the money you pay with," he said.

Claro que é muito mais do que uma simples moeda, é toda uma soberania que os países entregaram de bandeja a um bando de mercenários, alemães incluídos.

"They thought - and were right about it - that if Germany doesn't adopt the euro, nobody will. And about the German situation they said: if Helmut Kohl doesn't push it through, nobody else will. Decisions emerged out of this core attitude," Kohl said.

With political parties springing up in favour of keeping Deutsche Mark and his own Christian-Democrats lukewarm to the idea of the euro, Kohl said a referendum on the matter would have been a lost cause.

"I knew that I could never have won a referendum here in Germany. We would have lost any plebiscite about the introduction of the euro. That is very clear. I would have lost it," he said.

Todos os países tiveram o seu H. Khol, todos eles idealizaram na cabeça das pessoas o sonho comunitário, onde seriamos todos felizes e merdas desse género. Tudo isto sem referendos pois está claro.

"In the end, representative democracy can only be successful if someone stands up and says: this is how it is. I link my existence to this political project. Then you get a whole bunch of people in your own party who say: If he falls, I fall too. And then it is not about the euro - it is a life philosophy."

Uma filosofia de vida à qual os alemães seguiram, enganados como todos os outros, e agora, para esse sonho privado e idílico não morrer, têm a andar a pagar dividas atrás de dividas.

"I wanted to bring the euro because to me it meant the irreversibility of European development... for me the euro was a synonym for Europe going further," Kohl said.
But he admitted that in bringing this idea to life he "was like a dictator."


Não creio que nenhum politico tenha os tomates de ir contra os senhores do mundo e abandonar a Europa, muito pelo contrário, temos vários países a quererem entrar para EUSR, porque fora dela é impossivel sobreviver.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/nova-ordem-mundial-part1-xxxv.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/06/nova-ordem-mundial-part2-xxxvi.html

sábado, 13 de abril de 2013

A torre de Basileia (2ª parte) CVIII

Os acordos de Basileia: como arruinar um país antes da chegada do FMI/banco mundial.

Em 1974 foi criado pelos governadores dos bancos centrais o comité de Basileia para a supervisão bancária, este comité incorporava dez nações, estando actualmente nas vinte nações, daí a sigla G20.

Na próxima noticia mostro-vos como o BIS usa o sistema bancário de modo arruínar o país que entender, outro artigo de leitura obrigatória.

http://www.globalresearch.ca/the-tower-of-basel-secretive-plans-for-the-issuing-of-a-global-currency/13239

In 1974, the Basel Committee on Banking Supervision was created by the central bank Governors of the Group of Ten nations (now expanded to twenty). The BIS provides the twelve-member Secretariat for the Committee. The Committee, in turn, sets the rules for banking globally, including capital requirements and reserve controls. In a 2003 article titledThe Bank for International Settlements Calls for Global Currency,” Joan Veon wrote:

The BIS is where all of the world’s central banks meet to analyze the global economy and determine what course of action they will take next to put more money in their pockets, since they control the amount of money in circulation and how much interest they are going to charge governments and banks for borrowing from them. . . .
When you understand that the BIS pulls the strings of the world’s monetary system, you then understand that they have the ability to create a financial boom or bust in a country. If that country is not doing what the money lenders want, then all they have to do is sell its currency.”

A união bancária assinada ainda à bem pouco tempo, serviu para legalizar e pôr sobre controlo o que antes não podia ser "mostrado", foi tornar a ilegalidade das decisões financeiras em algo legal e ractificado aos olhos da lei internacional.

Os acordos de Basileia só puderam ser possíveis porque os bancos centrais são propriedades privadas dentro do sistema estatal, e que através do BIS/BCE passaram a controlar mais de 200 bancos na EUSR, a fachada pública para isto tudo? É o banco central europeu, que, tal como os bancos centrais de cada país, está proibido de financiar directamente os estados membros, tudo cortesia do tratado de lisboa, que todos falam mas ninguém parece ter lido. A expressão "porreiro pá", de José Sócrates disse tudo, toda aquela malta sabia de antemão o que vinha aí, ou não fossem eles ficar para a história.

Apesar de existir a cláusula de não financiar directamente os estados membros, o medo da explosão social é tanto que até isso quebraram, mas no inicio, quando era preciso estancar a hemorragia soberana aí deu muito jeito aos senhores do mundo de modo a introduzir a troika nos países alvos.

Logrado o esquema do tratado, a porta estava aberta, os países ficaram literalmente nas mãos de quem controla os bancos, não é coincidência a crise das dividas ter a sua origem nos bancos comerciais e casas de investimento. Depois desta etapa (Tratado Lisboa) uma das formas para destruir um país é mandatar ao bancos comerciais que aumentem o seu ratio, e bang!!! Por essa europa fora os bancos começaram a cair...
Este exemplo vêm sendo repetido sucessivamente e foi "executado" em 1988 no Japão como se descreve em baixo...

The power of the BIS to make or break economies was demonstrated in 1988, when it issued a Basel Accord raising bank capital requirements from 6% to 8%.  By then, Japan had emerged as the world’s largest creditor; but Japan’s banks were less well capitalized than other major international banks. Raising the capital requirement forced them to cut back on lending, creating a recession in Japan like that suffered in the U.S. today.

Property prices fell and loans went into default as the security for them shriveled up.  A downward spiral followed, ending with the total bankruptcy of the banks. The banks had to be nationalized, although that word was not used in order to avoid criticism.

Os bancos inseridos nos países que estão sob resgate financeiro tiveram de aumentar o seu ratio através da recapitalização, e, em 2008, Mira amaral considerava que a proposta de recapitalização era uma séria ameaça à nacionalização dos bancos. 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2108157

O homem sabia do que falava visto hoje termos vários bancos dissimulamente nacionalizados.

A receita aplicada ao Japão em 1988 pelo BIS assemelha-se e muito ao que tivemos em Portugal, Grécia ou Espanha. A recapitalização da banca Europeia exigida pelo BIS teve o resultado esperado em todos os países, os bancos privados fecham as torneiras, e a espiral recessiva é apenas uma questão de tempo. Os bancos guardam o dinheiro de modo a manterem o ratio exigido pelo BIS, por isso é que não o libertam na economia.

Os acordos de Basileia afectam não só os países mas também atingem pessoas enquanto seres singulares. A Índia é disso exemplo, pois, entre 1997 e 2010, teve mais de 200 mil agricultures a suicidarem-se por estes não conseguirem empréstimos de modo a manterem o seu negócio, tal como escrevi aqui e aqui.

Among other collateral damage produced by the Basel Accords was a spate of suicides among Indian farmers unable to get loans. The BIS capital adequacy standards required loans to private borrowers to be “risk-weighted,” with the degree of risk determined by private rating agencies; and farmers and small business owners could not afford the agencies’ fees. Banks therefore assigned 100 percent risk to the loans, and then resisted extending credit to these “high-risk” borrowers because more capital was required to cover the loans.

O BIS exigiu aos bancos indianos que os empréstimos feitos a estes agricultures tivessem um risco de 100%, impossibilitando dessa forma o contínuo acesso ao crédito por parte dos agricultures indianos. O drama traduziu-se em mais de 250 mil suicidios durante 10 anos, o tempo necessário para o estado intervir.

Outro exemplo vêm da Coreia do Sul e mais uma vez as semelhanças com o que se passa na Europa vêm ao de cima. Em 2008 no Korea times, um artigo chamava a atenção para as manobras do BIS que estavam a impedir o acesso ao crédito por parte da sociedade, estrangulando a economia, deliberadamente.

http://www.koreatimes.co.kr/www/news/biz/2009/11/123_36084.html

The Bank of Korea has provided more than 35 trillion won to banks since September (2008) when the global financial crisis went full throttle,'' said a Seoul analyst, who declined to be named.
But the effect is not seen at all with the banks keeping the liquidity in their safes. They simply don't lend and one of the biggest reasons is to keep the BIS ratio high enough to survive,'' he said.

Os ratio têm de ser cumpridos e o banco que não estiver acima da % estabelecida terá que se recapitalizar, ou seja boa parte dos bancos acabam a pedir ao estado e guardam esse dinheiro em vez de o largarem na economia de modo a manter o ratio estabelecido. Excelente forma de estrangular uma sociedade.

Chang Ha-joon, an economics professor at Cambridge University, concurs with the anonymous analyst.
What banks do for their own interests, or to improve the BIS ratio, is against the interests of the whole society. This is a bad idea,'' Chang said in a recent telephone interview with The Korea Times. 

Por último, num artigo publicado no Asian times "the BIS vs National Banks", encontramos muitas repostas sobre o modus operandis da primeira instituição financeira global.

http://www.atimes.com/global-econ/DE14Dj01.html

From their different historical backgrounds, different banking systems and regulatory regimes have evolved for different national economies. The globalization of finance, accelerated by "big bangs" in major financial markets, has brought about the urgent push for global regulatory standards applicable to banks worldwide, while leaving credit and capital markets largely unregulated, and a foreign exchange regime driven by predatory processes disguised as free markets for currencies. 

...national banking systems are suddenly thrown into the rigid arms of the Basel Capital Accord sponsored by the Bank of International Settlement (BIS), or to face the penalty of usurious risk premium in securing international interbank loans. Thus national banking systems are all forced to march to the same tune, designed to serve the needs of highly sophisticated global financial markets, regardless of the developmental needs of their national economies.

Importante é quem faz as leis para o mundo bancário e financeiro, e não quem empresta o dinheiro, neste caso o BCE ou FMI, que servem de fachada pública ao negócio da extorsão.

BIS regulations serve only the single purpose of strengthening the international private banking system, even at the peril of national economies. The BIS does to national banking systems what the IMF has done to national monetary regimes.National economies under financial globalization no longer serve national interests.

The IMF and the international banks regulated by the BIS are a team: the international banks lend recklessly to borrowers in emerging economies to create a foreign currency debt crisis, the IMF arrives as a carrier of monetary virus in the name of sound monetary policy, then the international banks come as vulture investors in the name of financial rescue to acquire national banks deemed capital inadequate and insolvent by the BIS.

Até aqui, tenho mostrado como o BIS procede de forma a estourar um país para logo de seguida entrar o renegociador das dívidas soberanas, o FMI. As dividas, essas, estão lá para serem mantidas e não eliminadas, esta história de querer acabar com a divida têm tanto de falso como de impossivel, porque já antes desta crise, tinhamos mais de 60% do PIB no prego.

O mundo está programado financeiramente para serem os bancos a emprestarem aos estados, quando, em qualquer prisma racional na construção de uma sociedade deveria de ser precisamente o contrário. Só não é assim, porque aquilo que é mais procurado no mundo, o dinheiro, nunca poderá estar nas mãos de um estado que livremente  imprima-o.

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/11/the-real-deal-1-parte-xcvi.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/11/the-real-deal-2-parte-xcvii.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

The real deal (2ª parte) XCVII


http://www.4shared.com/office/-Jkm41iZ/Silent_Weapons_for_Quiet_Wars.html 

(Clicar no download azul)

Nesta segunda parte irei analisar os métodos usados na subversão e que tão bem estão descritos neste documento. O processo de subversão é desenhado seguindo a lógica dos circuitos electrónicos, com "inputs" e "outputs". Este modo de construção permite saber sempre o resultado final "output" desde que nos "inputs" seja respeitada a ordem e seguidas as normas.

Apesar de poder-vos parecer estranho, de facto, isto é o que se aprende nos serviços secretos de modo a se poder criar por exemplo "as primaveras árabes" por esse mundo fora, e não só, pois muita desta informação é copiada e posta em acção nos diversos países pelos serviços secretos desses mesmos países, esta é a realidade, a ficção chama-se James Bond.

A realidade é também dizer que todos os serviços secretos lidam com tráfico de drogas e armas, praticam assassinatos, sabotagem e subversão, a ilusão é pensarmos que estão cá para salvar os países de um qualquer ataque terrorista.

Amplificadores económicos:

Economic amplifiers are the active component of economic engineering. The basic characteristic of any amplifier (mechanical, electrical, or economic) is that it receives an input control signal and delivers energy from an independent energy source to a specified output terminal in a predictable relatioship to that input control signal.
The simple form of economic amplifier is a device called advertising.

O que nos descrevem aqui é a fórmula da subversão, imaginem isto....






The design of an economic amplifier begins  with a specification of the power level of the output, which can range from personal to national. The second condition is accuracy of response, i.e., how accurately the output action is a function of the input commands.
 
O "output" nunca pode ter um resultado diferente das entradas do sinal, ou seja, no meu exemplo o "output" nunca poderia dar "população feliz" pois caso isso acontecesse teria havido erro nos "inputs", que de resto é onde se dá a maioria dos erros.
Um "input" fraco aliado a uma má amplificação desse sinal dará um "output" errado.

( Tudo isto pode parecer parvo ou até mesmo incompreensível mas é crucial para entendermos o modelo com que os serviços secretos se regem, os mesmos que estão por detrás de todas as grandes revoluções do século XX , com todos os seus núcleos e sub núcleo operacionais. Um bom exemplo destes grupos operacionais descrevo eu aqui. Ralph Peters era responsável pelo departamento de guerras futuras, na CIA.)

Na seguinte página encontramos a estratégia e os principais componentes para se adquirir uma subversão completa, limpa e sem erros.

Diversion: the primary strategy






Experience has proven that simplest method of securing a silent weapon and gaining control of the public is to keep the public undisciplined and ignorant of basic systems principles on the one hand, while keeping them confused, desorganized, and distracted with matters of no real importance on the other hand.

Se olharmos para o quadro "table strategies", percebemos claramente o parágrafo exposto em cima, e seguindo a ordem dos números do lado direito da página é perfeitamente claro que tudo isto está actualmente implementado,  basta ver a degradação dos sistemas educacionais e o miserabilismo dos programas de entretenimento no mundo ocidental para se ter uma ideia.

Uma das principais características para o "dumb down" é manipularem-nos através das emoções, porque a partir desse ponto a razão fica para trás e estamos muito mais vulneráveis e receptivos a outras ideias. Hoje em dia grande parte das ovelhas no ocidente julga os árabes não por aquilo que sabem sobre a cultura deles mas por aquilo que ouvem e vêem nos mediawhore juntando a guerra e o sexo que inundam 24/7 a comunicação social, temos o prato de todos os dias.

O terceiro ponto é talvez o mais importante porque é aquilo que as pessoas assimilarão para o resto da vida...reescrever a história de acordo com os vitoriosos é o mote e infelizmente é o que leva as pessoas a não verem a verdade porque de acordo com Bezmenov são precisos outros tantos anos para reverter o processo de doutrinação numa determinada matéria, daí o processo de aprendizagem escolar ser extremamente importante para eles, pois permite que não haja contra interrogatório durante anos a fio.




O sumário destas diversões é explicito quanto às áreas que requerem subversão, assim os programas de entretenimento dão-nos os reality shows e merdas dessas que mantêm o público distraído dos assuntos importantes, a escola não é mais do que um depósito de crianças e adolescentes enquanto os pais trabalham, ensinando-lhes insignificâncias e carregando-os com horários escolares equivalentes às horas de trabalho de um adulto. Os media por sua vez distraem a malta com páginas carregadas de informação cheias de palha, pois não se atrevem a tocar nos assuntos que os podem meter na rua.

Amplification: energy sources

A única forma de nos manterem em linha operária é terem nas suas posses a "energia" que dará a amplificação necessária à subversão. Se eu tiver milho não precisarei de comprar pão, mas caso não tenha milho, e como dinheiro ninguém pode fabricar, então terei de trabalhar para adquirir...ambas.
Deste modo aparece naturalmente a estratificação social que encaixa na perfeição numa sociedade industrializada, o que hoje já não acontece no ocidente pois desindustrializamos a Europa com os tratados GATT e afins, e o que fica é uma inteira população que ainda não percebeu que esta pirâmide com os vários estratos sociais é para desaparecer, acabaram-se as benesses da Elite, agora é sempre a descer até à federalização total da Europa.

Continua....

Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/07/formula-xlv.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2012/11/the-real-deal-1-parte-xcvi.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Redistribuição de riqueza (2ª parte) LXV


Estive a dar uma olhadela no relatório dessa tal auditoria, é simplesmente estonteante meus amigos, vou deixar-vos então com alguns números...

$16,000,000,000,000.00, isto representa o dinheiro distribuído por Bernanke aos amigos entre 2007 e 2010. Em apenas 3 anos este valor representa...

- A totalidade do PIB americano...
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/us.html

- A totalidade do PIB da UESSR...mais trocos menos trocos...
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ee.html

Por certo que os bancos nacionais também devem de ter apanhado algumas migalhas, tentei verificar no documento original mas só aparecem os verdadeiros tubarões que controlam o sistema, aqui fica a lista para melhor se perceber...
Como os biliões americanos são diferentes dos europeus, é melhor usar uma tabela...

(Onde diz elaboração própria, não fui eu como é óbvio, não vá o gajo processar-me por estar a usar o seu quadro...)

- Citigroup: $2.5 trillion ($2,500,000,000,000)
- Morgan Stanley: $2.04 trillion ($2,040,000,000,000)
- Merrill Lynch: $1.949 trillion ($1,949,000,000,000)
- Bank of America: $1.344 trillion ($1,344,000,000,000)
- Barclays PLC (United Kingdom): $868 billion ($868,000,000,000)
- Bear Sterns: $853 billion ($853,000,000,000)
- Goldman Sachs: $814 billion ($814,000,000,000)
- Royal Bank of Scotland (UK): $541 billion ($541,000,000,000)
- JP Morgan Chase: $391 billion ($391,000,000,000)
- Deutsche Bank (Germany): $354 billion ($354,000,000,000)
- UBS (Switzerland): $287 billion ($287,000,000,000)
- Credit Suisse (Switzerland): $262 billion ($262,000,000,000)
- Lehman Brothers: $183 billion ($183,000,000,000)
- Bank of Scotland (United Kingdom): $181 billion ($181,000,000,000)
- BNP Paribas (France): $175 billion ($175,000,000,000)

Só para terem uma pequena ideia dos valores, somem o que a Grécia, Portugal, Irlanda e Itália pediram aos senhores feudais e juntem-lhes os juros que mesmo assim não chegam aos valores distribuidos a cada uma destas casas de investimento ou bancos comerciais.

O deutsche Bank por exemplo não se orientou nada mal, com 354 mil milhões de Euros oferecidos pelo amigo Bernanke. Os suíços que vivem tão bem, afinal sempre precisam de algum, mais de 500 mil milhões só para o UBS e o Credit Suisse.

O dinheiro nunca foi problema, senão reparem, na UESSR discute-se a criação de um plano com 700 mil milhões de euros à cabeça, mas esse valor mais uns trocos representa aquilo que o Barclays recebeu em três anos...Ou seja um só banco recebeu mais do que a suposta salvação económica da Europa.

Mesmo estes 700 mil milhões de que se fala, serão obviamente distribuídos por estes tipos, foi são estes que emprestam aos bancos mais pequenos de forma a fornecerem o crédito às empresas ou pessoas particulares. É sem sombra de dúvida o roubo do século...

Quando nos inícios do século passado se começou a construir a nova ordem mundial, eles sabiam que para conseguirem isso teriam que controlar primeiro que tudo o sistema monetário, só assim conseguiriam chegar aos outros pilares que sustentam uma sociedade (politico, económico, social, cultural). Pondo os países a pedir emprestado, mete-se automaticamente as pessoas desse país em divida....perpétua.
(Quem não entender que isto foi desenhado e não apareceu naturalmente como o sol, o faz todos os dias, nunca entenderá em parte as razões da mísera vida que leva, apesar de poder estar rodeado de amor e fraternidade.)

Como faço para agregar tudo isto?
Dou inicio á criação de organismos mundiais (ONU, UE, BCE, FMI, BM) cuja única função é absorver os poderes monetários, políticos e económicos deixados pelas nações através de tratados e acordos internacionais.
YAP! lá se foi a democracia que nunca chegou....

Assuntos Relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/03/os-saqueadores-da-fortuna-1-xvii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte2-xxxiii.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A nova ordem mundial part4 (XXXVIII)

 Este padrão que Delors descreve-nos sobre a construção da UE, é hoje aplicado nas Américas subtilmente em prol da NAU (Noth America Union). O "modus operandis" da interdependência, solidariedade e cooperação, será explicado por Delors nesta última parte perante uma plateia que percebe perfeitamente o que este senhor quer dizer em cada frase.


Second  principle: the control of economic interdependence. There are three aspects to this in the Community. First of all there   is competition, which stimulates: the approach of the single  market, to which firms have reacted well in advance, has revived national economies which were in relative decline; mentalities are changing, the stage is set for keener competition, a more open attitude to the outside world.

Then there is cooperation, which strengthens: examples are  research policy, which should be closer to our firms, training and redeployment in industries faced with far-reaching change, and  the development of infrastructure networks.

Finally there is solidarity, which brings us closer together: this is embodied in the policy of economic and social cohesion, which is designed to give each region a real chance and sets us on a growth path which will be beneficial to all. Competition, cooperation, solidarity: these are the three inseparable aspects of the organization of Europe, the management of interdependence  in this continent of ours. In other words, a positive-sum game.

- Os governos pouco têm a dizer, implementam este pensamento solidário usando para isso a sua máquina estatal mas também e o mais importante, usam as fundações que financiam conseguindo assim penetrar mais facilmente no tecido social de modo a alterar as percepções de uma sociedade sobre um determinado assunto.

Third principle: the importance of the law, which ensures that the rules are accepted by all the players, so avoiding diktats and the  domination of one state over the others. Each member country, whatever its size or strength, can say its piece and make its contribution to the common venture.

Finally, the fourth principle: the need for an effective decision-making process.This is because, without strong institutions, the  will to cooperate is by itself not sufficient: the institutional set-up must  be such  that we are forced to achieve results, i.e. to take  decisions and act. 

To my mind the authors of the Treaty of Rome made a  fundamental innovation in giving the Community a memory enabling it to act and a decision-making system enabling it to go beyond the limits so often encountered by conventional international organizations.

But can these four principles, which make for the solidity of the European Community, be transposed for the construction of a world order?

My answer is "Yes, but". Yes, because in economic and monetary matters the order created is infinitely more stable internally than  what went before.Yes, because the discipline deriving from common rules is gradually penetrating our countries, and that is the sine qua non of fruitful cooperation.

But the set-up cannot be transposed as it is. First of all because the differences between levels of development are enormous. And then because civilizations, our conceptions of man, nature, society and even democracy itself, are very different. In the Community we have a great deal in common on these points. 

- Como descrevi atrás, todas estas diferenças precisam de ser reduzidas de modo a sentirmos que estamos todos mais ou menos nivelados , claro que o dinheiro não entra neste esquema pois essa é a forma dissimulada de a elite ter sob controlo quem ouse desafiar este totalitarismo.

But this is not true everywhere on our planet, if only because democracy is still far from being the ruling principle for everybody. And finally because giving birth to institutions to which sovereignty is to be transferred and which are to be given power to manage cooperation and settle disputes is a slow and arduous process.

- Delors neste parágrafo diz-nos para que serve a democracia, com tudo o que escreveu atrás neste texto não é difícil de perceber...pois não? É uma ferramenta nada mais, assim como a ditadura, não é a evolução final de uma sociedade, pois apesar de se conhecer o termo e a sua primitiva forma de implementação, só foi aplicada na Europa há pouco tempo, isto tendo em conta é claro as centenas de anos que os países europeus têm nas "pernas".

To convince ourselves of this we have only to think back to the woes of the League of Nations, whose failure so marked Jean Monnet, or to measure the progress made in recent years by the United Nations; but let us not forget the obstacles still lying in its path.

The contribution that the Community as such can make to the new world order can, to use an image from the plant world, be considered something of a hybrid, what is produced by crossing a world power with an international organization. I have been struck by the gradual emergence of the Community in this dual role on the international stage.

First it is an entity which is gradually equipping itself with the means of influencing world affairs, commensurate with what unites us and the essential common interests of the Member States. I do not doubt that the Community will thus be contributing to a more stable and more equitable world order, as is testified by the declarations which the Community signed jointly with the United States in 1990 and with Japan in 1991.

It is also a mediator and arbitrator, when you think of the upheavals in Central and Eastern Europe and the Community's role in the Yugoslav conflict - our observers on the spot and our  presence at the peace conference today alongside the United Nations in Geneva. There is also a support function, when you consider the interlinking of the Community's humanitarian aid operations with those of non-governmental organizations and UN agencies. 

This is a new departure which is worth thinking about for the future, and it raises a new question: where do the rights and duties of "interference" start and finish? The Community is perhaps in a better position than others to give an unbiased answer to this question.The conclusion, Your Excellencies, Ladies and Gentlemen, is that the Community's contribution to a new world order is, like the Community itself, something original: a method which will serve as a reference, a body whose presence will be felt.

Fim.

Este é um texto para se ler muitas vezes porque descreve-nos com precisão o que passado 2 décadas estamos a viver, transição é a palavra mágica, tal como num laboratório a constante mutação acontece até se obter o resultado final desejável da experiência.
Aprende-se mais com Delors nesta ocasião do que a ouvir o zum zum dos media ou a escutar os servos de São Bento/politburo europeu a pregarem maravilhas sobre a EUSSR. 

São duas realidades bastante distintas sobre o mesmo corpo, sobre a mesma experiência. Tal como Machiaveli escreveu há mais de 400 anos, têm de existir sempre duas versões sobre o mesmo facto, uma formal e outra informal. Temos a sopa que se dá aos pobres e depois temos a verdade tão bem ilustrada nestes 4 capítulos pelo senhor Maastricht.

Assuntos Relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/06/nova-ordem-mundial-part1-xxxv.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html

terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova ordem mundial part3 (XXXVII)

As ovelhas, as estúpidas das ovelhas!!!

Aqui fica o link que contém o discurso de Jaques Delors no RIIA em 1992.

E de seguida a continuação do mesmo....

I would add - and I will not go into detail - that economic  integration, unless it is backed by a strong political will, will not in itself produce stronger international institutions or help create world government.This is why, although the need for a new world  order is self-evident, our era is one of trial and error or, as the  harsher critics among us would have it, of impotence, inability to take on world challenges.

- A nossa era é de experimentação, adaptação, mutação constante da identidade que define uma pessoa, um grupo, ou um pais. Todas estas crises, económicas, ecológicas e sociais são fabricadas de modo a introduzir o medo como forma de estar numa sociedade, é o medo do desemprego, é o medo dos juros da divida, é o medo do aquecimento global, é o medo de mais uma guerra, choque sobre choque, até as pessoas começarem por fim a quebrar mentalmente.

- Mas as ovelhas, as estúpidas das ovelhas, não se apercebem da fabricação constante destes medos, como procuram sempre algum salvador da pátria para lhes dar a segurança da "normalidade".

- Não entendem que se todos tivermos o mesmo medo então seremos mais maleáveis em abdicar de liberdades em prol desse medo desaparecer, coisa que nunca acontece. Por exemplo o terrorismo irá permanecer durante décadas porque serve um propósito, nada mais, quando deixar de ser util, é como se nunca tivesse existido.

- Brzezinski chama aos talibans o que nos anos 80 eram os mujahideen, povo islâmico fortemente financiado e armado pela elite que este homem representava, de modo a combater os soviéticos no Afeganistão.

- Eu chamo-lhes de povo e não de grupo islâmico porque eles não passam de Afegãos. 

If we are to resist the forces of fragmentation, protectionism and exclusion, we must be more than just aware of our interdependence. We must move on and manage it, setting common objectives and applying common rules. Can the  European Community, the product of a very different context, born of hostility and incomprehension, provide a blueprint for the creation of this new world order?

- A aplicação de regras comuns é essencial para controlar o mercado a que se destinam as regras, mas também porque quebra sempre uma lei nacional em favor de uma lei internacional.

The European Community contribution,The Community experiment in interdependence in a common framework without
being under the domination of any one nation must be the longest-running. It has its limitations, but it is a living process and an enriching one. In the context of a new world order it is certainly worth observing, even if the principles governing it cannot necessarily be reproduced. Let us deal right away with an objection that many have considered significant, but which will hardly stand up to close examination any longer: that is the image of Fortress Europe, the European Community as an economic bloc.

Unlike the attempts at regional autarky in the 1930s, the European Community has shown for a long time that it is a factor for growth  in international trade and its increasing liberalization. Our trading  partners are gradually being won over to the idea that regional integration has a dynamic impact on all, and the European model  is an inspiration for others - witness the recent agreements concluded by the United States, Canada and Mexico.

- Sendo este texto de 1992, vejam bem ao tempo que a unificação está sendo preparada nas américas.

So, having disposed of that canard, let me come to what seems to me the most interesting aspect for the matter at issue: the principles governing the Community, and their relevance to the establishment of a new world order. Thirty-five years after the European Community was set up, I believe it is not too presumptuous to claim that it still has something revolutionary about it, that it is something of a "laboratory" for the management of interdependence. What are these principles?

- Estamos na época de "trial and error" disse Delors à pouco, e nós somos as cobaias, os ratinhos que têm de ser estudados e guiados para ver a interdependência de um país e por arrasto a pessoal como algo benéfico.

I would pinpoint four. The  first  principle may seem very remote, given the failure of  the collective memory; that is, exchanges and cooperation between peoples. At a time when hatred, or simply ignorance and fear of others, is troubling that part of Europe  which has just emerged from the totalitarian nightmare, let us not minimize our gratitude to the men and women who gathered at the Hague Congress in 1948 - first among them Sir Winston Churchill - and set their faces against any notion of revenge, of congenital distrust between peoples. 

They rejected the view that "To the victor belong the spoils" - a philosophy which had dominated many postwar treaties, in which the germs of the next war are planted in the peace settlement, which seek first to satisfy instincts for power and short-term  interests. 


The founding fathers of Europe had the wisdom to set our  countries on a path of solidarity and cooperation which would seem to make any return to the old demons impossible. Our peoples have learned to know each other, to talk to each other and to appreciate each other; this is the key to everything.  Naturally, it does not preclude differences of opinion and arguments, but in the final analysis there is a determination to work out positive compromises.

- O que ele nos está a dizer é que implementaram uma nova  filosofia na Europa, onde, qualquer país que tenha um problema então todos têm de estar solidários e ajudar. Levar as pessoas a reverem-se nos assuntos que só dizem respeito por exemplo aos Franceses ou alemães é a chave para a "causa comum".

Continua...