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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O meu partido (2ª parte) CXXVIII

Á deusa Justitia faremos um update de alto a baixo. A venda será retirada para que veja que grande parte da população não têm a mais pequena hipótese de recorrer a esse pilar central da dita democracia e que a corrupção é a medula espinal do próprio corpo que ela representa. Dado o longo tempo de olhos vendados poderia-se vislumbrar com a podridão do sistema e sua extensão e talvez assim pudesse julgar um pouco melhor a partir da balança. Mas sempre vendo os pesos, porque um quilo de ouro num prato têm o mesmo peso que um quilo de ossos humanos, mas de certeza que o ouro terá mais hipóteses de obter uma boa defesa do que os desgraçados dos ossos que têm que se sujeitar a quem aparece. E isto não é justiça, é viciação de resultado.


Éramos tão pequeninos em 1975...
 


Mas crescemos, começámos a perceber a farsa do jogo e tornámo-nos na maioria que quer participar mas não com as regras claramente desvirtuadas e inclinadas desde o inicio. Acabaríamos pela certa com a lei que permite aos partidos serem os únicos a concorrerem ao lugar de governação, essa exclusividade teria de ser partilhada com pessoas ou grupos de pessoas que se achassem com mais capacidade para governar, não dossiers e conferências, mas pessoas e recursos do país.

Porque não posso eu entregar a cultura a um homem que tenha passado grande parte da sua vida nessa área e não seja politico? Ou as pescas a um pescador ou alguém do ramo? Desde que formado todos eles porque não?


Entregamo-lo constantemente a advogados. Faz algum sentido ter a agricultura entregue a uma senhora que passou toda a sua vida a trabalhar em escritórios de advocacia? O que sabe ela para ir dizer aos pescadores que não podem fazer o seu trabalho e que são eles sim especialistas na sua área? E no entanto aceitamos isso como normal. 


E na Eurolândia a coisa é ainda pior, a maioria dos euro comissários não estão qualificados para os lugares que são escolhidos. Reparem neste tipo, Karmenu Vell, comissário europeu para o ambiente, pescas e assuntos marítimos, olhem bem o background deste tipo, que implementa as politicas que decidem o quê e quanto podemos pescar.

https://ec.europa.eu/commission/sites/cwt/files/cv_vella_cw_final.pdf 

O que pode um maltês saber sobre a orla marítima portuguesa, quando trabalhou em cargos de empresas de aviação e turismo e como ministro de malta? Nada como é natural, além disso nem o elegemos.

Um ponto chave que distingue o partido da abstenção dos outros, é que nós queremos criar toda uma estrutura educacional, de formação, que seja profissional, de grande evolução técnica e que adquira a capacidade de poder gerir o país. Toda esta estrutura irá servir de base que providenciará os serviços necessários à população, será o estado, o bloco, que independentemente do governo escolhido faz trabalhar a máquina. Queremos o estado «pessoas" a gerir os problemas do país e não computadores a servirem de "policias fiscais" para penhorar casas, ordenados ou carros. Achamos isso um acto criminoso. 

O cargo de primeiro ministro deixará de viver de bom senso, sem formação técnica capaz de gerir o país, de que me vale o bom senso? Isso é confiável? Claro que não, o cargo de primeiro ministro é o único no país que pode ser concorrido sem que seja preciso habilitações profissionais que comprovem a capacidade técnica. Basta o bom senso....

Foi devido a esse bom senso que levámos com pérolas como Dias Loureiro, ou a honorabilidade da quadrilha dos anos 90 que reinou este país quando o agora e ainda presidente da república "geria" o país, bando esse que se espalhou pelo sistema para arruinar e roubar de novo o país desta feita usando os bancos. Houve um que deu à sola e abandonou o país sem saber fazer contas. E podia continuar aqui a descrever toda uma espécie catalogada daquilo que nos aparece quando usamos o bom senso e deixamos a capacidade técnica de lado.
 
O partido da abstenção opta pela técnica e pessoas que dispensem o bom senso e resolvam tecnicamente os imensos problemas que o país têm, deixamos essa apreciação para as boas leis que criaremos.
 
Acabaremos com o IVA, ficando apenas alguns serviços estatais com esse imposto e nos impostos directos deixaremos só o da segurança social, o resto, taxas e sobre taxas e mais taxas irão à vida, porque é saque, quando alguém do governo vos tiver a ajudar no vosso trabalho então pediremos algum.

Ter uma taxa como IVA em todo e qualquer produto é uma espécie de actualização do modelo comunista, que em vez de distribuir o produto pelos "peasants", inclui uma percentagem para que toda e qualquer transacção se possa realizar. Retirar este roubo seria dar um verdadeiro boost a todos os sectores económicos do um país, quem vende, vende mais e quem compra, compra mais, e isto é transparente para o partido da abstenção. 

Além disso foi um requisito necessário à adesão para a EUSR. Começámos logo aí a ser roubados, no primeiro dia do ano de 1986, não que precisássemos desse imposto, começava apenas mais uma colectivização monetária com nefastas devastações para o país. 

Em relação aos impostos directos é fácil, é crime roubar de terceiros algo que só a esses lhes custou a ganhar, muito menos para irem distribui-los aos amigos criminosos espalhados por esse mundo fora e salvar bancos.

Não contem connosco para esses caminhos, lol, não pactuaremos com isso, lol.... 

E são nos pequenos pormenores que temos que pôr os olhos para perceber que a trela não é assim tão extensa quanto isso. 

Mas o partido da abstenção também têm ideias para ganhar dinheiro, a começar pelos "serviços estratégicos" que temos que resgatá-los como é óbvio. O que se fez durante estes 40 anos foi entregar recursos que são necessidades básicas de sobrevivência e de própria evolução de um país ao serviço do lucro.

É óbvio e elementar, e o partido da abstenção segue o caminho daquilo que é correcto e justo para o país, não nos perdemos em esquerdas e direitas e dogmas de qualquer espécie, sendo por demais evidente que essas necessidades básicas têm de pertencer ao estado, até porque, pode-se ver a desgraça que foi a entrega destes recursos a privados, muito bom e lucrativo para eles, um sufoco mensal para os restantes. 

Com o partido da abstenção quem quiser construir estradas, entrar no mercado da electricidade, água, gás, refinarias, portos marítimos, barragens, pontes e tudo o resto que sirva a população, têm de pagar para ter acesso a esses recursos e não o contrário como acontece hoje em dia. Não somos comunistas para queremos um estado em tudo o que mexe, mas também não deixamos recursos naturais ou transformados nas mãos de privados e só de privados.

É óbvio que os tratados europeus têm de ir à vida, pois são estes que nos exigem estas aberrações, actualmente por exemplo uma empresa pública não pode receber ajuda estatal para se equilibrar financeiramente, diz a Eurolândia, junte-se a má gestão de anos a fio com gente sem capacidade, onde, em vez de se prender quem gere mal ou pôr-se alguém com capacidade técnica na liderança, o que se faz? Privatiza-se, porque os privados gerem sempre melhor os problemas das populações.

Mas não os culpo, afinal era só mais pré requisito para entrarmos na Eurolândia, e as pessoas ou percebem que têm uma governação pensada e desenhada para lhes providenciar o que necessitam ou têm a União Europeia, ambas não, e pensar que esta última irá fornecer o que até agora só sufocou, estrangulou, e reduziu à escassez, é estar adormecido. 

Mas voltando à maioria, eliminaremos os impostos abusivos e de saque puro, como o imposto de circulação automóvel, taxa de carbono que é mais uma dupla taxação e o IMI. Então têm algum sentido o estado cobrar IMI como se fosse dono do terreno? Compramos o terreno, construímos a casa e depois vêm o estado exigir uma dízima? E não é feudalismo? lol.....É claro que é, feudalismo económico actualizado à tecnologia presente onde todas as tuas acções têm um custo para ti e um lucro para alguém.


terça-feira, 25 de março de 2014

Quem é Karen Hudes? (CXXII)

Se o mundo funciona-se pelo lado da razão, esta senhora estaria em todos os jornais e noticiários do mundo inteiro. A informação que carrega consigo é top secret e o seu ex estatuto profissional permitiu-lhe aceder a informação privilegiada e ter uma perspectiva do mundo que só alcançando o topo da pirâmide é que se consegue. Não se trata de apenas mais uma "whistleblower", o seu background fá-la ser temida pelos big boys e convenientemente ignorada pelos mediawhore.

Foi conselheira sénior e advogada do banco mundial por mais de 20 anos, e o "knowhow" que foi adquirindo dentro desta instituição foi o que lhe permitiu "ver" o que antes não lhe era revelado, apesar de estar sempre à sua frente. Não será fácil denegrir esta senhora que têm uma folha de serviço impecável.

A mim, o que mais me impressiona tanto nesta como em outras pessoas que trabalham dentro do sistema, é observar que quando acordam da dormência cerebral, elas mesmas ficam pasmadas em como puderam andar anos e anos a fio sem nunca se terem apercebido de nada. Sei bem como é.

Durante as suas entrevistas, karen Hudes têm por hábito falar de um estudo suíço realizado por três matemáticos, que tentaram saber quem  detinha o mercado de capitais. A conclusão deste estudo levo-os a chamar de "super entidade" ao núcleo que detêm esse mesmo mercado.

Nesse estudo mostra-se pela primeira vez que todo o mercado de capitais está sob resgate permanente pois esta "super entidade", composta por um grupo bastante selectivo de pessoas e suas empresas, controlam, gerem e agem a seu belo prazer, ou seja, e escrevendo politicamente incorrecto, é tudo uma gigantesca mentira, sustentada "fortemente" como uma casa de cartas. E se pensam que todos os servos da politica não sabem isto pois estão enganados, aliás, a sua obediência nasce precisamente aí

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995#s3

Karen Hudes!!






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Redistribuição de riqueza (2ª parte) LXV


Estive a dar uma olhadela no relatório dessa tal auditoria, é simplesmente estonteante meus amigos, vou deixar-vos então com alguns números...

$16,000,000,000,000.00, isto representa o dinheiro distribuído por Bernanke aos amigos entre 2007 e 2010. Em apenas 3 anos este valor representa...

- A totalidade do PIB americano...
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/us.html

- A totalidade do PIB da UESSR...mais trocos menos trocos...
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ee.html

Por certo que os bancos nacionais também devem de ter apanhado algumas migalhas, tentei verificar no documento original mas só aparecem os verdadeiros tubarões que controlam o sistema, aqui fica a lista para melhor se perceber...
Como os biliões americanos são diferentes dos europeus, é melhor usar uma tabela...

(Onde diz elaboração própria, não fui eu como é óbvio, não vá o gajo processar-me por estar a usar o seu quadro...)

- Citigroup: $2.5 trillion ($2,500,000,000,000)
- Morgan Stanley: $2.04 trillion ($2,040,000,000,000)
- Merrill Lynch: $1.949 trillion ($1,949,000,000,000)
- Bank of America: $1.344 trillion ($1,344,000,000,000)
- Barclays PLC (United Kingdom): $868 billion ($868,000,000,000)
- Bear Sterns: $853 billion ($853,000,000,000)
- Goldman Sachs: $814 billion ($814,000,000,000)
- Royal Bank of Scotland (UK): $541 billion ($541,000,000,000)
- JP Morgan Chase: $391 billion ($391,000,000,000)
- Deutsche Bank (Germany): $354 billion ($354,000,000,000)
- UBS (Switzerland): $287 billion ($287,000,000,000)
- Credit Suisse (Switzerland): $262 billion ($262,000,000,000)
- Lehman Brothers: $183 billion ($183,000,000,000)
- Bank of Scotland (United Kingdom): $181 billion ($181,000,000,000)
- BNP Paribas (France): $175 billion ($175,000,000,000)

Só para terem uma pequena ideia dos valores, somem o que a Grécia, Portugal, Irlanda e Itália pediram aos senhores feudais e juntem-lhes os juros que mesmo assim não chegam aos valores distribuidos a cada uma destas casas de investimento ou bancos comerciais.

O deutsche Bank por exemplo não se orientou nada mal, com 354 mil milhões de Euros oferecidos pelo amigo Bernanke. Os suíços que vivem tão bem, afinal sempre precisam de algum, mais de 500 mil milhões só para o UBS e o Credit Suisse.

O dinheiro nunca foi problema, senão reparem, na UESSR discute-se a criação de um plano com 700 mil milhões de euros à cabeça, mas esse valor mais uns trocos representa aquilo que o Barclays recebeu em três anos...Ou seja um só banco recebeu mais do que a suposta salvação económica da Europa.

Mesmo estes 700 mil milhões de que se fala, serão obviamente distribuídos por estes tipos, foi são estes que emprestam aos bancos mais pequenos de forma a fornecerem o crédito às empresas ou pessoas particulares. É sem sombra de dúvida o roubo do século...

Quando nos inícios do século passado se começou a construir a nova ordem mundial, eles sabiam que para conseguirem isso teriam que controlar primeiro que tudo o sistema monetário, só assim conseguiriam chegar aos outros pilares que sustentam uma sociedade (politico, económico, social, cultural). Pondo os países a pedir emprestado, mete-se automaticamente as pessoas desse país em divida....perpétua.
(Quem não entender que isto foi desenhado e não apareceu naturalmente como o sol, o faz todos os dias, nunca entenderá em parte as razões da mísera vida que leva, apesar de poder estar rodeado de amor e fraternidade.)

Como faço para agregar tudo isto?
Dou inicio á criação de organismos mundiais (ONU, UE, BCE, FMI, BM) cuja única função é absorver os poderes monetários, políticos e económicos deixados pelas nações através de tratados e acordos internacionais.
YAP! lá se foi a democracia que nunca chegou....

Assuntos Relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/03/os-saqueadores-da-fortuna-1-xvii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte2-xxxiii.html

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os demais idiotas 2 (LIV)


Não se deixem enganar pelos slogans ou discursos orwellianos dos burocratas, que tentam explicar como pode ser bom a pobreza. O Presidente deste barco a afundar até disse inclusive que era uma boa oportunidade para mudar a cultura, os costumes de um país cheio de vícios e pessoas a viver acima da suas possibilidades. Um mestre neste tipo de discurso, o senhor Silva....

Agora, a divida que vendemos sob a forma de papel é de facto trocada por dinheiro nos mercados que curiosamente ou não nunca ninguém diz quem são, mas o FMI quando empresta não vai aos mercados meu povo, se perdessem umas horas a ler sobre o acordo de Bretton Woods perceberiam que tanto o Banco Mundial como o FMI são as máquinas de fazer dinheiro, estando associadas ao Bank For International Settlement que serve de banco central aos bancos centrais.

Os bancos centrais foram introduzidos seguindo este modelo, de modo a controlar as economias dos países, enquanto o B.I.S não é suposto existir... quanto mais ser anunciado nas televisões e jornais. O B.I.S é o topo neste segmento, a única instituição do mundo onde ninguém têm jurisdição para fiscalizar seja o que for, ninguém.

http://www.bis.org/about/history.htm?l=2

http://www.bis.org/about/board.htm

Reparem no quadro directivo do "Gang B.I.S", isto sim é uma verdadeira máfia, como é que podem estes tipos dizer que não sabem o que se passa, se a instituição a que pertencem é a "impressora de notas" para o mundo inteiro? Exceptuando é claro os "States", já que esses têm o seu próprio Gang, a Reserva Federal Americana, que de federal nada têm, apenas se escondem sob a fachada protectora do governo americano.
Grande parte das transacções financeiras passam pelo BIS, assim como alberga mais ouro que qualquer país já que fazem disso um negócio. Queres dinheiro? Vira para cá o ouro.

Outra coisa maravilhosa é que os futuros impostos do Co2 que são exigidos por aqueles que querem salvar o planeta entrará directamente para o BIS, o que diga-se é talvez o maior paradoxo que consigo encontrar pois os que não acreditam no governo e protestam, são os mesmo que apoiam os senhores do mundo nesta estupidez global do Co2.

Como vêem o dinheiro não é problema para eles pois "fazem-no aparecer" sem que nada lhes custe, o que nos transporta então para outro patamar sobre as razões deste trilho que nos foi imposto para nós caminharmos. A Disneylândia internacional que eles pretendem criar nada têm a haver com dinheiro mas sim com controlo, não só sobre o físico (como demonstrei aqui) mas também sobre a mente, isso sim, é o que verdadeiramente lhes interessa. A sociedade imaginada por eles é uma verdadeira prisão sem direitos e com todos os deveres, incluindo o de comer e calar.

Esta degradação social que traz inevitalmente o individuo solitário de arrasto, é necessária, porque daqui a um par de anos a maioria das pessoas aceitará qualquer estratagema politico para sair da crise. Com o garrote a apertar de ano para ano será pedido cada vez mais competitividade e esperança aos Portugueses, um oásis é o que eles querem que nós vejamos, mas é claramente uma miragem que nos tentam impingir.

E quando forem protestar contra a vossa dormência por estes anos todos, terão a resposta adequada do único ministério português que não sofreu cortes, o MAI (Ministério administração interna) será meigo não se preocupem. Temos comandantes policiais a dizer que pode haver tumultos e desordens sociais, pode haver dizem eles, não é preciso ser-se génio para se saber uma coisa destas, já não pedia aos comandantes para lerem (isto), se calhar nem sabem inglês, mas está aí tudo.

Este relatório que foi lançado pelos Britânicos diz claramente que esperam tumultos de todos os tipos pela Europa fora, mas o melhor disto tudo é que o relatório como podem ver foi lançado em 2007, ou seja, a moral da história é que os britânicos têm claramente uma bola de cristal muito melhor que a dos comandantes portugueses.

Assuntos relacionados
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http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/06/assobiadelas-xlii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A nova ordem mundial part4 (XXXVIII)

 Este padrão que Delors descreve-nos sobre a construção da UE, é hoje aplicado nas Américas subtilmente em prol da NAU (Noth America Union). O "modus operandis" da interdependência, solidariedade e cooperação, será explicado por Delors nesta última parte perante uma plateia que percebe perfeitamente o que este senhor quer dizer em cada frase.


Second  principle: the control of economic interdependence. There are three aspects to this in the Community. First of all there   is competition, which stimulates: the approach of the single  market, to which firms have reacted well in advance, has revived national economies which were in relative decline; mentalities are changing, the stage is set for keener competition, a more open attitude to the outside world.

Then there is cooperation, which strengthens: examples are  research policy, which should be closer to our firms, training and redeployment in industries faced with far-reaching change, and  the development of infrastructure networks.

Finally there is solidarity, which brings us closer together: this is embodied in the policy of economic and social cohesion, which is designed to give each region a real chance and sets us on a growth path which will be beneficial to all. Competition, cooperation, solidarity: these are the three inseparable aspects of the organization of Europe, the management of interdependence  in this continent of ours. In other words, a positive-sum game.

- Os governos pouco têm a dizer, implementam este pensamento solidário usando para isso a sua máquina estatal mas também e o mais importante, usam as fundações que financiam conseguindo assim penetrar mais facilmente no tecido social de modo a alterar as percepções de uma sociedade sobre um determinado assunto.

Third principle: the importance of the law, which ensures that the rules are accepted by all the players, so avoiding diktats and the  domination of one state over the others. Each member country, whatever its size or strength, can say its piece and make its contribution to the common venture.

Finally, the fourth principle: the need for an effective decision-making process.This is because, without strong institutions, the  will to cooperate is by itself not sufficient: the institutional set-up must  be such  that we are forced to achieve results, i.e. to take  decisions and act. 

To my mind the authors of the Treaty of Rome made a  fundamental innovation in giving the Community a memory enabling it to act and a decision-making system enabling it to go beyond the limits so often encountered by conventional international organizations.

But can these four principles, which make for the solidity of the European Community, be transposed for the construction of a world order?

My answer is "Yes, but". Yes, because in economic and monetary matters the order created is infinitely more stable internally than  what went before.Yes, because the discipline deriving from common rules is gradually penetrating our countries, and that is the sine qua non of fruitful cooperation.

But the set-up cannot be transposed as it is. First of all because the differences between levels of development are enormous. And then because civilizations, our conceptions of man, nature, society and even democracy itself, are very different. In the Community we have a great deal in common on these points. 

- Como descrevi atrás, todas estas diferenças precisam de ser reduzidas de modo a sentirmos que estamos todos mais ou menos nivelados , claro que o dinheiro não entra neste esquema pois essa é a forma dissimulada de a elite ter sob controlo quem ouse desafiar este totalitarismo.

But this is not true everywhere on our planet, if only because democracy is still far from being the ruling principle for everybody. And finally because giving birth to institutions to which sovereignty is to be transferred and which are to be given power to manage cooperation and settle disputes is a slow and arduous process.

- Delors neste parágrafo diz-nos para que serve a democracia, com tudo o que escreveu atrás neste texto não é difícil de perceber...pois não? É uma ferramenta nada mais, assim como a ditadura, não é a evolução final de uma sociedade, pois apesar de se conhecer o termo e a sua primitiva forma de implementação, só foi aplicada na Europa há pouco tempo, isto tendo em conta é claro as centenas de anos que os países europeus têm nas "pernas".

To convince ourselves of this we have only to think back to the woes of the League of Nations, whose failure so marked Jean Monnet, or to measure the progress made in recent years by the United Nations; but let us not forget the obstacles still lying in its path.

The contribution that the Community as such can make to the new world order can, to use an image from the plant world, be considered something of a hybrid, what is produced by crossing a world power with an international organization. I have been struck by the gradual emergence of the Community in this dual role on the international stage.

First it is an entity which is gradually equipping itself with the means of influencing world affairs, commensurate with what unites us and the essential common interests of the Member States. I do not doubt that the Community will thus be contributing to a more stable and more equitable world order, as is testified by the declarations which the Community signed jointly with the United States in 1990 and with Japan in 1991.

It is also a mediator and arbitrator, when you think of the upheavals in Central and Eastern Europe and the Community's role in the Yugoslav conflict - our observers on the spot and our  presence at the peace conference today alongside the United Nations in Geneva. There is also a support function, when you consider the interlinking of the Community's humanitarian aid operations with those of non-governmental organizations and UN agencies. 

This is a new departure which is worth thinking about for the future, and it raises a new question: where do the rights and duties of "interference" start and finish? The Community is perhaps in a better position than others to give an unbiased answer to this question.The conclusion, Your Excellencies, Ladies and Gentlemen, is that the Community's contribution to a new world order is, like the Community itself, something original: a method which will serve as a reference, a body whose presence will be felt.

Fim.

Este é um texto para se ler muitas vezes porque descreve-nos com precisão o que passado 2 décadas estamos a viver, transição é a palavra mágica, tal como num laboratório a constante mutação acontece até se obter o resultado final desejável da experiência.
Aprende-se mais com Delors nesta ocasião do que a ouvir o zum zum dos media ou a escutar os servos de São Bento/politburo europeu a pregarem maravilhas sobre a EUSSR. 

São duas realidades bastante distintas sobre o mesmo corpo, sobre a mesma experiência. Tal como Machiaveli escreveu há mais de 400 anos, têm de existir sempre duas versões sobre o mesmo facto, uma formal e outra informal. Temos a sopa que se dá aos pobres e depois temos a verdade tão bem ilustrada nestes 4 capítulos pelo senhor Maastricht.

Assuntos Relacionados:
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terça-feira, 24 de maio de 2011

EUSR Parte2 (XXXIII)

Não fume pela sua saúde!!!

Se no primeiro artigo desta série dou-vos a conhecer o que vai acontecer ao dólar, neste mostro-vos os métodos pelos quais pretendem arruinar a moeda de reserva.
O pdf da chatham house pode ser encontrado aqui....
  
1 - A multicurrency reserve system for a multipolar world economy
1.1 - Develop a multicurrency reserve system that is appropriate for a world of regional trading blocs – Europe, Asia, the Americas – alongside a still preeminent dollar

É curioso, já Karl Marx deixava de lado África quando falava das 3 regiões que o mundo deveria de construir. 3 regiões cada qual com um parlamento englobando os vários países inseridos, que depois estarão sob a batuta das Nações Unidas.

Como podemos ler neste texto nada mudou desde o tempo de Marx, o sonho mantêm-se.

1.2 - Encourage a more extensive use of Special Drawing Rights as a supranational currency alongside international reserve currencies....

Encourage é a palavra chave aqui, porque representa o incrementalismo que eles pretendem impor para que no momento certo os SDR assumam o papel de salvador das economias e para isso acontecer o mundo financeiramente têm de desabar. De que outra forma é que irão conseguir enganar os povos que usam as moedas mais fortes do mercado?

1.3 - Promote cross-border dialogue and policy cooperation in order to manage the transition from a system based on the dollar to a multicurrency one.

Vêem? Está aqui escrito, claro como a água, a substituição do dólar pelos SDR. Lembram-se da definição de SDR? "The SDR is not a currency but a basket of currencies...". Como eu adoro quando eles aplicam noções orwellianas.

2 - Increase the use of the Special Drawing Rights

2.1 - Expand the supply of SDRs in a frequent, predictable and politically independent way, so as to increase the existing stock at least in line with world GDP, gradually reducing the accumulation of dollars.

Creio que os americanos deveriam de estar muito preocupados com o que está escrito neste documento, a partir daqui explicam como vão implodir o dólar...e tudo o que lhe está associado, incluindo é claro o que necessitamos para sobreviver, coisas sem importância nenhuma.
A parte sublinhada a vermelho demonstra bem os números envolvidos.

2.2 - Establish a new committee (the ‘International Monetary Policy Committee’) to produce regular recommendations to the IMF board for new SDR allocations.

Claro está bem ao estilo da Nova Moscovo, mais um comité de parasitas que ninguém elegeu.

2.3 - Establish a substitution account under the IMF into which member countries can deposit dollars, euros, yen or sterling, and receive the equivalent amount in SDRs in their account based on the exchange rate then prevailing. 

Com metade dos países em ruína e a outra a caminho, qual seria o uso que os países dariam aos SDR?

Para aqueles que não perceberam ainda muito bem o que estão a ler ou a sua importância, eu explico o esquema, nós pagamos em euros ao estado, ou na pior das hipóteses em bens que depois de vendidos convertem-se em euros, então o estado pega nesses euros e deposita-os nessa tal conta e recebe o equivalente em SDR, o que significa que só estado é que os pode usar, ou as empresas.

"Bretton Woods pode ter sido abandonado nos anos 70 apenas porque o objectivo nessa altura já estava mais que criado, o Banco Mundial e o FMI mandam no mundo económica e financeiramente e o banco deles é o bank for international settlement sediado na Suíça.

É o banco dos bancos, sem lei que lhe oponha, é a mais perfeita obscuridade financeira e adoram ouro, as vitimas entre  1939 e 45 que o digam. Estes tipos financiaram as duas partes e ficavam com o ouro. Como nos vão financiar agora, ou de onde é que pensam que vêm o cheque da troika?????"

Continuando...

2.4 - Take steps to increase the use of and demand for SDRs, beyond official circles, in international trade and finance:
2.4.1 - The IMF should permit SDR accounts to be opened by private-sector actors.

Ora aqui está o busílis da questão, a corporocracia com o seu feudalismo económico só entra neste patamar, só depois de estar tudo oficializado e passado os trâmites legais e constitucionais é que os actores privados entram...Isto está numerado é por alguma coisa.

2.4.2 - The IMF or another suitable provider should create a settlement system, so that transactions denominated in SDRs can take place directly between buyers and sellers on a secure and transparent platform.

Aqui temos a troca directa de SDR entre empresas e os governos sem que o FMI entre na equação, é uma espécie de liberalização para o mercado futuro.

Assunto relacionados:
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http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/04/os-senhores-feudais-xxv.html
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domingo, 22 de maio de 2011

EUSR Parte1 (XXXII)


Estamos todos impávidos e serenos a assistir a uma transferência de poderes na EUSR com os senhores feudais a ficarem na posse das economias dos países que obrigatória e planeadamente tiveram que pedir assistência monetária. É escandaloso, tanto mais que os media até se fazem de burros ao ponto de não olhar para o óbvio...

Os nossos políticos, assim como os gregos ou os Irlandeses não têm capacidade de decisão numa situação destas, mesmo que não soubessem de antemão, é muito fácil arruinar estes países, mesmo muito fácil, ou não foi essa a intenção do senhor Rothschild quando criou os títulos de obrigações que metem os países e respectivos povos em divida constante. Humm?

Ora, a única parte do bolo que hoje em dia ainda falta centralizar são as próprias economias dos Estados membros, cuja soberania para gastar o dinheiro onde é preciso ainda lhes pertence.
As pessoas têm de perceber que daqui para a frente, assuntos relacionados com aumentos dos salários ou construções de infra-estruturas deixaram de estar na posse dos ditos incompetentes nacionais, logo as suas promessas são ainda mais irrelevantes.

O primeiro passo tinha de ser dado, o facto de haver um risco sistémico de mais países poderem falir serve de pretexto para se criarem leis que liguem os vários sistemas monetários e financeiros. Portugal, Grécia e Irlanda servem como arma de arremesso ás populações dos restantes países para se instalar a tal austeridade/Pobreza tão necessária para salvar o mundo uma vez mais...

O próximo PDF a ser apresentado é um relatório que saiu directamente da Chatham House (RIIA) cujas recomendações para um novo sistema financeiro são no mínimo perigosas.
Podem saber um pouco mais sobre o RIIA, aqui. É o grupo Think Tank mais importante fora dos Estados Unidos e o grande obreiro da EUSSR.

http://www.chathamhouse.org/publications/papers/view/109263

"Beyond the dollar", rethinking the international monetary system

O título têm este nome deveras original, o que deixa denotar que o dólar vai à vida e repensar o sistema monetário é o mesmo que reescrever numa folha em branco.

Executive summary and recommendations:

"The international monetary system is a lightning rod for tensions in the world economy. Its shortcomings may fuel protectionist pressure."

E como é óbvio eles não querem os países a praticar o proteccionismo porque isso implica proteger as populações, a economia, a sociedade em geral. Então, um dos grandes slogans é estabilizar o sistema monetário internacional de modo a não haver protecção.

"This decade will certainly be one of transition. We do not expect a big bang, but a long, gradual process of incremental change and adjustment. However, whether this transition and the rebalancing of the world economy will be smooth remains to be seen."

Este parágrafo já nos começa a dizer alguma coisa. A década da transição, tal como explico aqui é a transferência do sistema financeiro e monetário para as mãos dos senhores feudais. E isto serve para qualquer país, aqui não há excepções.
Um processo gradual de mudanças no sistema que pode durar anos, quando chegar o momento certo avançam para uma nova etapa, até lá vão implodindo economias de certos países.

"Policy cooperation should aim to avoid any protectionist reaction to exchange rate movements. It should also help prepare the ground for a smooth transition to a more appropriate system by fostering the exchange of information and cooperation among the world’s main trading areas."

O proteccionismo cerra-lhes as portas que levam à exploração, por isso é que só quando o poder económico e financeiro for concentrado nas mãos de 2 ou 3 empresas com logo institucional é que eles ficam descansados.

"There is an argument for moving towards a multicurrency reserve system in line with the multipolar world, as well as expanding the use of a supranational currency such as the Special Drawing Right (SDR)"

É UM FACTO, eu insistir bastante neste ponto, mas as pessoas têm de entender no que os países se tornarão caso a moeda de reserva passe a ser os SDR.

O que é SDR?

"The SDR is not a currency but a basket of currencies currently comprising the dollar, the Japanese yen, the euro and the pound sterling. The relative weights of these currencies are adjusted every five years."

Grande parte dos recursos naturais compram-se ou negoceiam-se em dólares, ora, se temos a substituição da moeda de reserva quer dizer que os senhores feudais ficam na posse não só das economias através dos planos de pobreza, como os países para comprar esses recursos têm de os "trocar" por SDR. compreendem? fecha-se um circulo, pois no caso europeu já só falta a agregação do sistema financeiro e monetário.

Continua....

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A mão invisível (XXIV)


A farsa social está ao rubro, agora que temos um novo medo na sociedade, a Troika.
A pandilha maoista da nova Moscovo agarrou mais um país para dar de comer aos seus senhores feudais, e, para piorar as coisas, ouvimos metade do povo a querer uma intervenção estrangeira. Acham que os únicos corruptos moram cá dentro do país. 
Não existem armas na invasão é certo mas a destruição será equiparável, a própria cultura existencial de uma nação fica ameaçada e mais susceptível à modificação, principalmente constitucional, pois esta é a melhor forma de centralizar ainda mais o poder.

Era indiferente qual o Sócrates que levaria Portugal à falência, qualquer um poderia fazê-lo, o importante é que o país tenha mergulhado na mesma piscina onde já se afogam uns quantos países. Espero que levemos a bóia com o patinho à frente e escrito na testa...comido!!!

Os big boys usam sempre a mesma táctica, criam o problema, seja económico, social ou militar, segue-se a reacção por parte das populações a esse problema causado deliberadamente, que, ao tornar-se insustentável é ver as pessoas a trocarem as suas liberdades e direitos por segurança monetária. Não conseguem vislumbrar estes cálculos matemáticos de implosões económicas que os Big boys criam de modo a "consolidar" totalmente o sistema financeiro e não só.

Vocês deviam de estar muito preocupados com o que vêm aí e tentar saber um pouco mais do que aquilo que papam nas redes sociais e media, esta não é apenas uma fase do incrementalismo socialista, uma vez o sistema financeiro comprimido em 3 ou 4 instituições internacionais, nada mais será o mesmo, pois tudo é movido a dinheiro. Não haverá politica fiscal, monetária ou social que não fique debaixo da alçada dos senhores feudais, e, se pensam que com eles estamos melhor servidos então é porque ainda não espreitaram bem para a profundidade da toca do coelho.

Vivemos num tempo onde é de todo o teu interesse entenderes o porquê da tua vida ser como é, porque é que nascemos e automaticamente devemos milhares de euros?...mas a quem? Acabo de nascer e devo dinheiro? Não será que existe algo de errado neste processo? 
Não penses por um segundo que por teres a liberdade de fazeres as tuas próprias escolhas diárias que controlas a tua vida, isso é apenas a diferença entre a democracia e o totalitarismo, é a diferença entre veres as correntes que te prendem e não veres.

Nesta nova forma de escravidão aperfeiçoada como Francis Galton lhe chamou, a capacidade do homem em questionar e revoltar-se será anulada de geração em geração, usando para isso crises sociais, económicas, avanços genéticos, vírus, etc...

A China adorada pelos senhores feudais, construiu em 80 anos uma população dócil, que não contesta, que não se revolta, que trabalha ininterruptamente, que aceita e pratica politicas maltusianas, de zero crescimento populacional.
Chegaram a este nível mais rapidamente que todos os outros, porque aplicaram o comunismo que nada mais é do que um socialismo acelerado.
Não se chega a um nível de estagnação mental como os chineses num curto espaço de tempo, o tal incrementalismo quando aplicado nas principais áreas de governação produz em nós, população, esse efeito, no caso deles foi extremo é certo.

A China foi deixada andar à solta, porque é o estado modelo que o mundo deve de seguir, enquanto o tratado de quioto punha as economias ocidentais em regressão com imposições sobre tudo e mais alguma coisa, a China ficou livre para se desenvolver muito mais rapidamente. É a fábrica do mundo e têm mercado para escoar os seus produtos de merda onde quiser porque detêm a divida de grande parte dos países ocidentais.
Têm o dólar na sua mão. O dólar cairá quando a China assim o entender, quando tiver que ser...é. Esse é o colapso monetário final, quando a moeda de reserva do mundo entrar em espiral, até nos ser apresentado uma nova ideia, brilhante por certo como todas até aqui.

Assunto relacionado:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/03/225.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/03/os-saqueadores-da-fortuna-1-xvii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html

sábado, 12 de março de 2011

Os saqueadores da fortuna (parte1) XVII

A pirâmide da exploração
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) são as duas maiores fontes de empréstimos em moeda estrangeira  para aliviar a pobreza nos países mais pobres do mundo. Ao mesmo tempo, os países mais pobres do mundo devem mais dinheiro a estas duas que a outras instituições públicas ou privadas, juntas. Isto, deve-se ao facto de a maioria destes empréstimos ser mal estruturado, levando a que os países devedores não obtenham renda suficiente para pagá-los de volta. Isto acontece porque ajuda-se uma pequena parte da elite (privada) desse país devedor, sem nenhum benefício para os cofres do estado ou das pessoas.

O PAE (programa de ajuste estrutural), é mais um slogan cuja intenção é levar os países a tomarem certos procedimentos, (quase sempre de cariz sócio-económico) antes do dinheiro ser emprestado. É mais ou menos como ter um cão amestrado que salta quando o dono lhe diz ou rebola ao seu assobio.

Estes projectos beneficiam uma pequena elite do país em questão, ou se a obra for de grande envergadura, o dinheiro irá parar directamente a uma empresa multinacional do mundo ocidental, que vai lá e faz o serviço, grande parte das vezes mal e porcamente.
Noutros casos, os funcionários dos governos e empresas privadas desviam os fundos para contas bancárias privadas. Esta parte do esquema deixa as populações desses países com uma gigantesca dívida e impossível de pagar.

Este problema da dívida internacional tornou-se numa crise cíclica porque muitos países pobres pagam mais dinheiro ao Banco Mundial e ao FMI a cada ano, do que recebem em empréstimos. Os números do próprio Banco Mundial indicam que o FMI extraiu 1 bilião dólares de África em 1997 e 1998 mais do que emprestou para todo o continente.
Globalmente, os países pobres devem aos bancos privados que actuam através do Banco Mundial quase 2.5 triliões de dólares, isto em 1998.

O Banco Mundial e o FMI recusam-se a cancelar as dívidas em caso da economia de um país colapsar, isto, porque estas duas instituições introduziram nos seus estatutos a proibição para tal acto. Além disso, os governos têm um incentivo especial para terem em dia as suas dívidas multilaterais, uma vez que o FMI determina a solvência dos países, ou seja, até o FMI dar o seu selo de aprovação (o que normalmente exige o cumprimento das políticas económicas que recomenda), os países pobres no seu geral não podem obter crédito ou capital de outras fontes.

Esta dívida multilateral (dinheiro que é devido a instituições internacionais como o Banco Mundial e o FMI, bem como às suas instituições irmãs, como o Banco Asiático de Desenvolvimento, Banco Africano de Desenvolvimento e Banco Interamericano de Desenvolvimento) têm subido nos últimos anos para os países mais pobres . Para países de renda baixa (definidos pelo Banco Mundial como aqueles com per capita do Produto Nacional Bruto abaixo 785 dólares), a dívida multilateral aumentou cerca de 544% entre 1980 e 1997. 544%!!!! 

O Chade, país que fica no centro-norte de África, viu a sua dívida aumentar de 330 milhões em 1987, para 1000 milhões dólares, 10 anos depois. A dívida do Chade, em percentagem no PIB aumentou de 28% em 1987 para 55% em 1997.
what a deal...

Nos últimos anos, o Banco Mundial e o FMI concordaram em ajudar os países que estão a sofrer pesadamente com o endividamento, criando os Países Pobres Altamente Endividados (HIPC) em 1996. Mas, para se qualificar para HIPC, o país deve completar três anos no âmbito de um Programa de Ajuste estrutural. Mesmo após esse obstáculo, o país deve cumprir mais três anos ligado por outro PAE (programa Ajuste Estrutural) antes do alívio da dívida multilateral ser concedido. O paradoxo cruel é que o PAE obriga  a cortar os gastos em cuidados de saúde, subsídios de alimentação e educação.

No topo, lá bem no alto da pirâmide, o objectivo nunca é o dinheiro, esse abunda, são donos das melhores terras do mundo, são detentores dos bancos, companhias de diamantes e ouro. Usam-no é certo, como factor preferencial de modo a expandirem as suas ideias maltusianas, com politicas de zero crescimento. Disfarçam-se por entre os carimbos e leis (por eles criadas), que tornam o corpo visível à luz da sociedade.

Texto original


Assuntos relacionados...
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html