Do not go where the path may lead, go instead where there is no path and leave a trail.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
EUSR Parte3 (XXXIV)
Se perguntar-mos às pessoas qual a maior necessidade civilizacional de que o homem necessita para se desenvolver, creio que grande parte responderá e bem o petróleo. Gerador de desenvolvimento como nenhuma outra matéria prima o conseguiu até hoje, é visto actualmente como uma aberração por razões religiosamente ecológicas.
Mas como não vivemos só de petróleo, existem outras necessidades primárias à nossa sobrevivência que têm de começar a ser negociadas em SDR, ou seja o objectivo final é que todas mas todas essas necessidades sejam negociadas em special drawing rights.
Para quem está a ler esta última parte como se fosse a primeira, isto e isto resolverão a confusão mental....
2.4.3 - The development of SDR-denominated financial instruments and markets in which to trade them should be encouraged....These measures would greatly strengthen confidence in the liquidity of SDRs (i.e. their marketability, acceptability by all countries, convertibility to the dollar and other currencies, and use as a unit of account and settlement for oil and other commodities).
Other commodities sintetiza o que tenho escrito aqui. Qualquer país europeu que compre matéria prima nos mercados terá que entregar os seus euros para ter acesso à mesma, porque de outra forma passa a não conseguir alimentar as necessidades populacionais. É isso que eles querem com este ponto. Irreal? Não me parece de todo.
Vai bem de encontro ao que as Nações Unidas pretendem para o mundo, um controlo total sobre...tudo, incluindo a água. Hoje em dia a água (other commodity) começa a ser utilizada como troca comercial, o que significa uma privatização dos reservatórios de água doce de modo a ter-se esse recurso sempre disponível.
3. Promote dialogue and policy coordination to provide stability, confidence and balanced adjustment
3.1 - Foster greater efforts in the peer monitoring and assessment of the full range of economic policies that impinge on countries balance of payments and exchange rates.
4 - Strengthen the role and legitimacy of international institutions
4.1 - Rebalance subscriptions to and voting rights within the IMF more rapidly and more radically than is currently taking place. These changes are needed to improve governance of, and increase international confidence in, the IMF.
A governação é sempre escolhida como figura constitutiva de poder, nunca escolhem a palavra governo, "governance" difere de "government" no sentido em que na primeira palavra só se vislumbra uma nuvem escura, onde existe poder mas ninguém do povo sabe quem manda, ao passo que na segunda tenho de ter pelo menos um corpo presente a gerir o roubo. Usam sempre a palavra governação como forma de habituação, um pouco como a palavra global que veio substituir a palavra mundial em tudo o que é comunicação social.
4.3 - Mandate the IMF to deal with currency misalignments and promote monetary coordination, or establish an institution for this purpose. Such an institution could start as a caucus of the countries issuing the reserve currencies – the United States, the Eurozone, the United Kingdom, Switzerland and Japan.
Ora aqui está mais uma vez, criar uma nova instituição que faça no mundo da finança o que a organização mundial do comércio faz pela troca de bens a nível internacional, pois neste caso (OMC) é disso que se trata, controlar as matérias primas por exemplo.
Este documento têm de ser visto como um guia porque é assim que as instituições de caridade funcionam, de facto eles estão a explicar como se deve proceder de modo a tomar o poder ao sistema financeiro. Esta é apenas uma parte do assalto, o controlo cultural, educacional e social vai mais avançado com tratados e politburos inúteis.
http://www.chathamhouse.org.uk/
Mas as ovelhas, as estúpidas das ovelhas, ainda não perceberam que se está a construir um regime secular, algo delineado à muito tempo, com alterações é óbvio, mas o rumo mantêm-se e creio que ganham a cada dia que passa. Um Império que por ter estudado os anteriores regimes sabe perfeitamente o que deve ou não de fazer de modo a secularizar o mundo.
Com base numa ideologia socialista/comunista onde não se vê o rio de merda, eles, tentam-nos manter eternamente felizes, felizes minha gente, através do materialismo que as guia para o pasto verde, distraindo-as durante meses senão mesmo uma vida inteira.
Criou-se o RIIA para a Europa e o CFR (council on foreign relations) para o continente americano com o intuito de unificar México, Estados Unidos e Canadá.
E a Ásia?
Na Ásia, o problema será os australianos aceitarem ficar sob o controlo dos chineses, não será fácil, terão de regredir cultural e economicamente o suficiente para os próprios australianos aceitarem essa ideia.
Com a agenda21 implementada fortemente nesse país e a destruir com imposições e taxas de carbono a agricultura, a construção do chamado "the Pacific Rim" têm o mesmo fim que as suas irmãs. Três tipos de governação sombra para três regiões e África logo se vê.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
EUSR Parte2 (XXXIII)
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| Não fume pela sua saúde!!! |
Se no primeiro artigo desta série dou-vos a conhecer o que vai acontecer ao dólar, neste mostro-vos os métodos pelos quais pretendem arruinar a moeda de reserva.
O pdf da chatham house pode ser encontrado aqui....
1 - A multicurrency reserve system for a multipolar world economy
1.1 - Develop a multicurrency reserve system that is appropriate for a world of regional trading blocs – Europe, Asia, the Americas – alongside a still preeminent dollar
É curioso, já Karl Marx deixava de lado África quando falava das 3 regiões que o mundo deveria de construir. 3 regiões cada qual com um parlamento englobando os vários países inseridos, que depois estarão sob a batuta das Nações Unidas.
Como podemos ler neste texto nada mudou desde o tempo de Marx, o sonho mantêm-se.
1.2 - Encourage a more extensive use of Special Drawing Rights as a supranational currency alongside international reserve currencies....
Encourage é a palavra chave aqui, porque representa o incrementalismo que eles pretendem impor para que no momento certo os SDR assumam o papel de salvador das economias e para isso acontecer o mundo financeiramente têm de desabar. De que outra forma é que irão conseguir enganar os povos que usam as moedas mais fortes do mercado?
1.3 - Promote cross-border dialogue and policy cooperation in order to manage the transition from a system based on the dollar to a multicurrency one.
Vêem? Está aqui escrito, claro como a água, a substituição do dólar pelos SDR. Lembram-se da definição de SDR? "The SDR is not a currency but a basket of currencies...". Como eu adoro quando eles aplicam noções orwellianas.
2 - Increase the use of the Special Drawing Rights
2.1 - Expand the supply of SDRs in a frequent, predictable and politically independent way, so as to increase the existing stock at least in line with world GDP, gradually reducing the accumulation of dollars.
Creio que os americanos deveriam de estar muito preocupados com o que está escrito neste documento, a partir daqui explicam como vão implodir o dólar...e tudo o que lhe está associado, incluindo é claro o que necessitamos para sobreviver, coisas sem importância nenhuma.
A parte sublinhada a vermelho demonstra bem os números envolvidos.
2.2 - Establish a new committee (the ‘International Monetary Policy Committee’) to produce regular recommendations to the IMF board for new SDR allocations.
Claro está bem ao estilo da Nova Moscovo, mais um comité de parasitas que ninguém elegeu.
2.3 - Establish a substitution account under the IMF into which member countries can deposit dollars, euros, yen or sterling, and receive the equivalent amount in SDRs in their account based on the exchange rate then prevailing.
Com metade dos países em ruína e a outra a caminho, qual seria o uso que os países dariam aos SDR?
Para aqueles que não perceberam ainda muito bem o que estão a ler ou a sua importância, eu explico o esquema, nós pagamos em euros ao estado, ou na pior das hipóteses em bens que depois de vendidos convertem-se em euros, então o estado pega nesses euros e deposita-os nessa tal conta e recebe o equivalente em SDR, o que significa que só estado é que os pode usar, ou as empresas.
"Bretton Woods pode ter sido abandonado nos anos 70 apenas porque o objectivo nessa altura já estava mais que criado, o Banco Mundial e o FMI mandam no mundo económica e financeiramente e o banco deles é o bank for international settlement sediado na Suíça.
É o banco dos bancos, sem lei que lhe oponha, é a mais perfeita obscuridade financeira e adoram ouro, as vitimas entre 1939 e 45 que o digam. Estes tipos financiaram as duas partes e ficavam com o ouro. Como nos vão financiar agora, ou de onde é que pensam que vêm o cheque da troika?????"
Continuando...
2.4 - Take steps to increase the use of and demand for SDRs, beyond official circles, in international trade and finance:
2.4.1 - The IMF should permit SDR accounts to be opened by private-sector actors.
Ora aqui está o busílis da questão, a corporocracia com o seu feudalismo económico só entra neste patamar, só depois de estar tudo oficializado e passado os trâmites legais e constitucionais é que os actores privados entram...Isto está numerado é por alguma coisa.
2.4.2 - The IMF or another suitable provider should create a settlement system, so that transactions denominated in SDRs can take place directly between buyers and sellers on a secure and transparent platform.
Aqui temos a troca directa de SDR entre empresas e os governos sem que o FMI entre na equação, é uma espécie de liberalização para o mercado futuro.
Assunto relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/05/eussr-parte1-xxxii.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2011/04/os-senhores-feudais-xxv.html
http://profundaescuridao.blogspot.com/2010/10/por-quem-os-sinos-dobram-parte-2.html
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terça-feira, 15 de março de 2011
Os saqueadores da fortuna (parte2) XVIII
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| Vai uma Ajudinha? |
Impõem embargos económicos às populações sabendo perfeitamente que milhares de pessoas passarão fome, e outras tantas morrerão, mas fazem-no na mesma, sem remorsos nenhuns. Não consigo vislumbrar a diferença entre este acto ou um terrorista qualquer fazer-se explodir.
Invadir países destruindo vidas e estrangular sociedades inteiras com técnicas keynesianas, são apenas alguns dos instintos de sobrevivência reptileanos dos iluminados.
"O fundo onde não queremos bater, encontra-se à mesma distância da esperança de nós termos uma vida melhor. O problema é que descemos, e enquanto a vela de luz tremida vai-se desvanecendo mais próximo o fundo irá aparecer."
Uma dessas velas que se apaga lentamente é o Burkina Faso. Porque é que vos falo neste país? Ou qual a razão de vos dar a conhecer um pouco da sua história?
É simples, não podemos pedir um mundo mais justo se não quisermos saber as causas desta degradação espiritual que nos é infligida. Não iremos ter um mundo melhor enquanto não entendermos o porquê de existirem pessoas que sofrem e passam o inimaginável para nós. Também não peças o melhor para o teu rebento, enquanto não quiseres o mesmo para todos os outros, sejam eles Africanos, Asiáticos ou Sul Americanos. Porquê? E se um dia precisares que o inverso se suceda? Não somos o mesmo, mas somos da mesma matéria.
E se te preocupas só com o teu umbigo então estás a um clique do egocentrismo, porque aqui, escreve-se sobre quem não têm voz, quem não pode dar a conhecer a sua história.
Comecemos então....
O Burkina Faso fica aqui
É o país com a pior taxa de alfabetização do mundo, com cerca de 23%. É também um excelente exemplo de como os crocodilos sugam até ao tutano o terceiro mundo.
Saber como se movimentam as forças primárias da natureza que envolvem estes países, é descobrir a profundidade da toca do coelho.
Espreitemos então a sua divida externa.
Reparem no gráfico da figura1....
O Banco mundial e o FMI ficam com quase metade da dívida, além de terem os tecnocratas prontos a intervir caso a economia não siga a todo o vapor de modo a pagar-lhes os juros. A dívida inicial, essa jamais será paga. Isso é um dado adquirido para qualquer país, seja ele rico ou pobre. Outra coisa a reparar é no inicio onde diz (Joint IMF/World Bank Debt Sustainability...). Sustentabilidade da divida, diz tudo.
Mas peguei no exemplo do Burkina Faso para vos mostrar alguém que assumiu o poder e decidiu não jogar pelas regras. Quis ser livre e conduzir o seu povo a essa libertação.
Em 1983 Thomas Sankara sobe ao poder, revolucionário à lá Cheguevara, começa a tomar medidas contra quem explorava o país. Como todos os bons revolucionários marxistas, a única forma de lutar contra o imperialismo são as armas, o que leva sempre a guerras civis ou pior aplica-se a doutrina radical ficando o país pior do que estava. Mas, este militar em particular começa a produzir um efeito positivo naquele país, que diga-se nada têm e muitos nem conhecem.
Entre outras medidas, pediu uma frente unida das Nações Africanas de modo a renegar a dívida externa. Ele argumentou que os pobres e explorados, não têm a obrigação de reembolsar o dinheiro aos ricos. Retirou as terras de cultivo aos senhores feudais e entregou-as directamente aos camponeses. A produção de trigo aumentou em apenas três anos. De 1700 kg por hectare aumentou para 3800 kg, fazendo o país auto-suficiente em comida, criou ainda o primeiro supermercado do país aberto a todos os que precisassem de comida.
Introduziu leis para proibir a mutilação genital, casamentos forçados e a poligamia, nomeou mulheres para altos cargos governamentais e criou incentivos para trabalharem fora de casa e para permanecerem na escola, grávidas incluído.
Quando temos alguém no poder que de facto começa a pensar nas reais necessidades de uma sociedade, esse alguém é inevitavelmente assassinado. E seja ele marxista, democrata, ou outra merda qualquer separatista que criam para categorizar e catalogar grupos, o resultado é sempre o mesmo.
Sentar-se no poder um homem livre de interesses seria criar em pouco tempo uma população consciente e critica, mesmo analfabeta, como acontece com a grande maioria das populações do terceiro mundo.
O problema está quando se tenta "acordar" quem está adormecido, aí sim, os crocodilos começam a ficar agitados e com medo de possível contágio. Foi o que se passou com Sankara, quando tentou unir vários países Africanos de modo a exercerem pressão sobre o Banco Mundial e o FMI.
“A dívida não pode ser paga porque em primeiro lugar se não pagarmos os nosso fiadores não vão morrer. Temos a certeza. Pelo contrário, se pagarmos, seremos nós quem vai morrer. Temos também a certeza. (...) Se for só o Burkina Faso a recusar-se a pagar a dívida, eu não estarei aqui na próxima Conferência. Pelo contrário, com o apoio de todos, do que preciso, (aplausos) podemos evitar pagar. E evitando pagar poderemos aplicar os nossos magros recursos no nosso desenvolvimento.” Sankara
Estes lordes, a quem lhes foi dada a habilidade de criarem dinheiro a partir do nada, (basta fazer uma simples transferência electrónica e novo dinheiro é criado), cobram juros de algo que nunca foi deles, mas como se não bastasse e aqui está o clique eugenista da coisa, impõem medidas de ajuste estrutural que aniquilam de vez os países.
Sankara apenas se recusou a ser escravo, mesmo vivendo livremente, poderia ter feito perfeitamente o que a grande maioria dos presidentes Africanos faziam e fazem, explorar os pretos, com a ajuda dos brancos.
Assuntos relacionados:
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/03/os-saqueadores-da-fortuna-1-xvii.html
http://profundaescuridao.blogspot.pt/2011/04/os-senhores-feudais-xxv.html
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Por quem os sinos dobram (2ª parte) VIII
A Inglaterra tinha ganho a batalha de Waterloo mas 39 anos antes tinha perdido os estados unidos para George Washington que se tornou no 1º presidente daquele país.
Esta separação nunca foi bem aceite pela aristocracia inglesa que via na união das duas potências a formula mágica para se atingir o propósito de um império Anglo-americano.
Cecil Rhodes é o homem da "fórmula", a Cecil Rhodes & the round table group foi criada e financiada a partir da fortuna deste senhor, em África ele era o "colossus of rhodes" e fundou o que é hoje a maior companhia de diamantes do mundo a De Beers há custa de muita criança e homem maltratado, escravidão é o termo certo a ser aplicado.
Com a ajuda monetária de Rothschild, criou a colonial Rodésia do norte e do sul que hoje conhecemos como Zâmbia e Zimbábue de onde provinha a sua maior parte da riqueza.
No seu testamento final Cecil mandou criar a Rhodes Scholarship, uma bolsa que é atribuída pela universidade de Oxford. A escolha dos candidatos leva-os sempre a lugares de decisão e poder, Bill Clinton por exemplo foi um "escolhido".
Desta round table fazia parte Lord Alfred Milner que expandiu a "rede" de modo a que todos os outros países começassem a seguir o caminho indicado.
Do lado americano foi criado em 1921 o CFR, conselho de relações externas, uma entidade não governamental e não lucrativa, sendo esta a forma com que se apresentam ao público. Neste "clube" inclui-se ainda multinacionais americanas, estrangeiras e governantes de países estrangeiros. Foi directamente responsável pela criação das Nações Unidas e está encarregue do processo NAU (North america Union), uma união europeia copiada para as Américas.
Estados Unidos, México e Canada são os primeiros nesta União assimilando por arrasto os pequenos países da América central e do sul, tal como foi feito no lado europeu. Dos cinco acordos entre estes de modo a formarem um só, quatro já foram assinados e a moeda "amero" pode ser uma realidade dentro em breve.
Na Inglaterra temos o RIIA, Royal Institute Of International Affairs fundado em 1919 por Robert Cecil. O RIIA está instalado na Chatham House. Foi trazido à luz para expandir o controlo britânico e assegurar a sua hegemonia, ou melhor dizendo, nasceu para criar um governo mundial federalizado ao estilo britânico em conexão com CFR.
Controla os serviços de inteligência e têm grandes responsabilidades na formação da UE.
Esta ideia é complementada pelo facto de Cecil ter sido um dos grandes obreiros da Liga Das Nações que foi uma primeira tentativa de unificar o mundo após a 1ª grande Guerra.
Na Oceania foi instalado em 1925 o Instituto de relações do pacifico que dividiria a área em 12 regiões. Mais conhecido como "the pacific Rim", existe para formar a União Asiática da qual a china será líder.
O processo de implementação do objectivo final é simples, basta "fatiar" o mapa mundo e colocar o homem ou instituição que lance as politicas ou mostre o caminho a ser seguido pelos governos dessas mesmas parcelas, que, apesar de parecerem autónomos estão interligados através de convenções, tratados, pactos e uniões.
A esta máscara social associa-se o mundo financeiro, as ONG e governos coniventes e totalmente submissos aos interesses oligárquicos.
Estas organizações não se interessam de como os governos chegam ao objectivo, eles lidam com ditadores e democratas, oposições e governos da mesma forma, retirando ou dando apoio consoante o xadrez montado. Os problemas locais de cada nação e a forma de os resolver fica ao critério de cada país, desde que sigam as regras podemos ter qualquer nabo a comandar o leme.
"Quanto mais se centraliza o poder, mais leis se podem impor de modo a proceder mais rápido ao que falta, daí se construírem "Super-estados" como a UE, que, não difere muito do que foi a União Soviética na sua arquitectura de comando."
Poucas vezes ouvimos falar no Bank for International Settlements, criado em 1930 e sediado na Suíça.
O "BIS" faz prestação de serviços, mas não é um banco comercial, longe disso. Os seus clientes são os bancos centrais e trabalha somente com instituições internacionais (FMI/Banco Mundial) ou os próprios bancos centrais. Confuso???
Vejamos o exemplo de Jean Claude Trichet, que sendo presidente do Banco Central Europeu, pertence à direcção do BIS, que, engloba ainda no corpo directivo os restantes bancos centrais dos denominados G7.
Se ainda não percebeu o esquema basta imaginar-se que é dono de um banco central e tenta tirar dividendos daquilo que recebe colocando esse dinheiro num outro banco também seu e dos seus amigos, ou seja a mão que dá é a mesma que recebe.
Uma das melhores formas de rentabilizá-lo seria ainda emprestar aos países pobres cobrando depois juros, ou se o país for "civilizado", impõem-se medidas de ajuste estrutural que passam por austeridade/pobreza e outras depravações sociais.
Mesmo durante a 2ª grande guerra, o BIS, continuou a operar e inclusive os Checos acusaram o banco de ficar com o ouro nazi que fora pilhado nos territórios ocupados. Ao todo foram 378 milhões em ouro que foram parar ao Reichbank na Alemanha através deste banco.
Nesta altura o conselho da direcção era formado por Nazis e fascistas (banco central da Alemanha, Japão, Itália) e simpatizantes Nazis como Montagu Norman (Gov. do Banco de Inglaterra) e desde 1939 a 1946 o presidente foi um advogado de top dos estados unidos, contando com aprovação de todos os membros, nazis e fascistas incluídos meus senhores.
É uma instituição privada dado não existir nenhum organismo ou entidade governativa no mundo que tenha alguma espécie de controlo sobre este banco. É a "nata de Belém" dos bancos com um bónus de imunidade completa para a instituição e depreendo que para os lordes que a governam também.
Com o acordo de Bretton Woods em 1944 nasce o FMI/Banco Mundial e estes passam a funcionar através do BIS quando têm de emprestar dinheiro.
O agente FMI faz as colectas e refinancia as dividas, empresta dinheiro e impõe condicionalidades, o que explicado por miúdos significa que as populações ficam com uma dívida eterna, impossível de pagar sendo elas próprias a garantia para o financiamento inicial.
Quando ouvimos os arautos a dizerem que temos que pagar ao estrangeiro, de quem é que pensam que eles falam??? de governos?? Se repararem nunca dizem realmente a quem devemos, falam sempre que devemos ao estrangeiro, aos mercados, a toda uma espécie de instituições sérias e credíveis mas a sua forma é sempre abstracta. Falam dos juros da divida, mas a quem é que pagamos os juros??? E porque razão têm um estado soberano que pagar a bancos internacionais? Não deveria de ser ao contrário?
Uma das diferenças entre os países ricos e os do tipo de Portugal é que existem aqueles que conseguem pagar a estes senhores mas ainda assim dão boas condições de vida às suas populações, enquanto os outros têm de pagar tal como fazem os ricos mas depois ficam sem dinheiro para se governar.
A semelhança é que ambos estão metidos no mesmo círculo sem hipótese de falhar prestações, senão chama-se o FMI, que com o selo de credibilidade mundial, toma conta do país, rapando e deixando os ossos para os que cá ficam.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Por quem os sinos dobram (1ª parte) VII
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| Batalha de Waterloo |
Estávamos no ano de 1815, e em Waterloo na actual Bélgica, desenrolava-se a batalha que faria de Napoleão Bonaparte vitorioso ou derrotado na sua conquista europeia. A guerra era contra a Inglaterra (United Kingdom Of Netherlands) que junto com os prussianos tentavam impedir o domínio total por parte do general francês.
Já nessa altura tal como hoje, "o stockmarket" sofria sempre quebras ou ganhos consoante a gloriosa vitória na guerra (que de glorioso têm isso, pergunto eu?) ou a derrota carnificenta. Claro que naquele fechado mundo de gritos e papéis no ar, o pedaço de terra e suas respectivas riquezas eram sempre o que contavam primeiro, assim como as trocas comerciais.
Naquela época, certas pessoas com grande poder financeiro instalavam agentes em cada capital europeia de modo a recolherem "informações' sobre os mais variados sectores do país em questão. Uma rede de contactos de grande nível, punha a família Rothschild no topo da hierarquia Europeia. É uma inteira dinastia que ajudou a criar e a controlar como quer o mundo financeiro tal como o conhecemos hoje em dia. Rothschild é nome alemão e o seu significado em inglês é "red shield".
A rede de agentes seria vital "no golpe" levado a cabo por Nathan Mayer Rothschild em 1815.
O mercado de bolsa inglês fervilhava em saber o resultado da batalha de Waterloo, qualquer noticia podia desencadear uma hecatombe ou uma valorização das acções. O truque que Rothschild usou para comprar a economia britânica foi bem pensado, delineado por uma mente fria e calculista. Mandou os seus agentes/correctores começarem a vender acções, estes, venderam o que puderam e o que não puderam e com este "truque" toda a bolsa começou a pensar que os Rothschild já sabiam que o Duke de Wellington tinha perdido para napoleão, daí estarem a despachar tudo.
O boato fez-se verdade, a Inglaterra tinha perdido a batalha, a economia britânica afundava-se vertiginosamente, a queda iria levar inevitavelmente à bancarrota de todas aquelas empresas, mas os agentes bem treinados de Rothschild perceberam os sinais dados de quando deveriam começar a comprar o que os outros já tinham vendido e vendiam ao desbarato.
No fecho da bolsa este senhor tinha comprado toda uma economia por um punhado de libras, abrangia todas as áreas, e da sua influência não mais nenhum governo lhe escapou. Toda uma economia meus senhores.... e até aposto que Maddoff e o Oliveira Costa têm um quadro emoldurado por cima da lareira, uma espécie de Cristo em casa de cristão.
O "Golpe dos golpes" sempre foi pensado de modo a ter o efeito que teve, açambarcar a maior economia do mundo para depois se expandir no que hoje se conhece como Nova Ordem mundial. Para isso criou-se toda uma nova rede de institutos e instituições que trabalhariam por detrás do trono governamental. O golpe não foi dado com este intuito mas quem têm mais dinheiro e poder que estados soberanos pode dar-se ao luxo de pensar em tudo.
"daí-me o controlo monetário de uma nação e eu não quero saber de quem faz as leis", foi o que Mayer Rothschild afirmou uma vez.
Por último, a Inglaterra não perdeu a batalha e só após o fecho da bolsa é que chegou a noticia que Bonaparte tinha sido derrotado, tarde de mais para muitos que naquele dia ficaram sem nada e um só homem ficou com tudo. Um golpe para mais tarde repetir, digo eu.
Assuntos relacionados:
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